Para a pergunta 1 (cinemática), treina primeiro a leitura de gráficos: num movimento rectilíneo uniforme a velocidade é constante, por isso a linha é horizontal e o valor em A é igual ao valor em B. Para o espaço, tanto podes usar a fórmula do MRU (espaço igual a velocidade vezes tempo) como calcular a área do rectângulo sob a recta no intervalo de zero a seis segundos. Habitua-te a apresentar sempre as unidades no Sistema Internacional.
Na pergunta 2 (estática), o segredo está em perceber o que faz um momento ser nulo: uma força cuja linha de acção passa pelo eixo de rotação (ou uma força nula) tem momento nulo em relação a esse eixo. Revê os conceitos de força potente e força resistente numa alavanca e domina a condição de equilíbrio, em que o momento da força potente iguala o momento da força resistente. Atenção às distâncias: OA e AB estão em centímetros e é preciso identificar correctamente o braço de cada força em relação ao ponto O.
A pergunta 3 (circuitos) é a que exige mais método. Antes de calcular, identifica claramente que instrumentos medem corrente (amperímetros, ligados em série) e qual mede tensão (voltímetro, ligado em paralelo), e distingue os troços em série dos troços em paralelo. Só depois de teres o esquema mentalmente organizado é que deves aplicar as regras de associação de resistências e a Lei de Ohm. Pratica bastante circuitos mistos, porque é aí que a maioria dos alunos se engana.
Na pergunta 4 (óptica), revê a diferença entre corpo luminoso (que emite luz própria, como o Sol) e corpo iluminado (que reflecte luz, como a Lua) e o significado de raios convergentes e divergentes. Para a parte das lentes, identifica os focos a partir dos dados da figura, trabalha a distância objecto e distância imagem e verifica sempre a coerência do resultado com a posição do ecrã. Fazer um pequeno esquema com o traçado dos raios ajuda a justificar a resposta.
Na pergunta 5 (ondas), memoriza bem as relações fundamentais: a frequência é o inverso do período, o número de oscilações obtém-se dividindo o tempo total pelo período e a velocidade de propagação resulta do comprimento de onda dividido pelo período (ou comprimento de onda vezes frequência). Cuidado ao ler o comprimento de onda na figura: confirma quantos comprimentos de onda cabem na distância de 150 cm assinalada, para não usar um valor errado.
Uma dica transversal: gere bem os 90 minutos. Começa pelas perguntas de leitura directa e definição (cinemática e o conceito de período de oscilação), que rendem cotação rápida, e reserva mais tempo para o circuito eléctrico e para a lente, que exigem cálculo e justificação cuidada.