Domina primeiro a electricidade, porque é onde estão os pontos. Com 11 dos 20 valores concentrados neste bloco, é aqui que se decide a nota. Garante que sabes de cor e sabes aplicar as fórmulas essenciais: a intensidade de corrente (I = Q/t, lembrando que Q = n·e, com e = 1,6×10⁻¹⁹ C), a lei de Ohm (U = R·I), a resistividade (R = ρ·L/A), a potência (P = U·I = U²/R = R·I²) e a energia (E = P·t = U·I·t). Treina a conversão de unidades, sobretudo áreas em mm² e comprimentos em metros, que é onde muitos alunos perdem valores por descuido.
Pratica a análise de circuitos com atenção às associações. A pergunta 7 pede a resistência total e a tensão em R₁ a partir de um esquema com duas resistências e um amperímetro que marca 2 A. Antes do exame, revê como identificar se as resistências estão em série ou em paralelo, porque disso depende toda a resolução. Faz vários esquemas semelhantes até a leitura do circuito se tornar automática.
Sabe distinguir condutores óhmicos de não óhmicos a partir de gráficos. Na pergunta 5, a partir do gráfico I(U) tens de justificar se o condutor é óhmico e depois calcular a resistência para uma ddp de 6 V. A chave é reconhecer que, num condutor óhmico, o gráfico da corrente em função da tensão é uma recta que passa pela origem, e que a resistência se obtém pela razão U/I.
Consolida o Movimento Harmónico Simples e a ondulatória. Memoriza a fórmula do período da mola (T = 2π√(m/k)) e repara que o enunciado da pergunta 11 manda considerar π = 3, um detalhe que simplifica as contas e que deves respeitar. Na leitura do gráfico de onda (pergunta 12), pratica a identificação da amplitude (valor máximo de y) e do período (tempo de um ciclo completo) directamente no gráfico, e depois aplica v = λ/T, sabendo que o comprimento de onda é dado (2 metros).
Treina a leitura de gráficos velocidade-tempo até estares confortável. A pergunta 15 é típica e vale bastante: classificar o movimento num troço, calcular a aceleração noutro (pelo declive) e determinar o espaço percorrido no intervalo total (pela área sob a linha). Faz muitos gráficos deste tipo, porque a mesma lógica repete-se ano após ano nas provas do ESG.
Não descures as fórmulas rápidas da cinemática. Revê a equação de Torricelli (v² = v₀² + 2a·Δs) para a pergunta 14 e a queda livre (h = ½·g·t², com g = 10 m/s²) para a pergunta 16. São perguntas de resolução curta que, bem treinadas, garantem valores seguros em pouco tempo.
Aproveita as perguntas conceptuais para somar pontos de forma limpa. As perguntas 1, 2, 10 e 13 (leis das cargas, instrumentos de medição, definição de elongação e pólos dos ímanes) são de resposta directa e devem ser resolvidas depressa, deixando-te mais tempo para os itens de cálculo.