Para o bloco de Citologia e Bioquímica Celular, começa por dominar a função de cada organelo, sobretudo das mitocôndrias (respiração celular e produção de ATP), dos ribossomas (síntese proteica), do retículo endoplasmático rugoso e liso, e dos cloroplastos. A prova insiste na ligação entre o organelo e a actividade metabólica da célula, por isso treina exercícios em que tens de inferir a função celular a partir do organelo predominante. Revê com atenção a classificação dos processos de transporte membranar e separa claramente os passivos (difusão simples, difusão facilitada e osmose) dos activos (bomba de sódio e potássio, endocitose e exocitose). O exemplo clássico da salada temperada com sal e vinagre é recorrente e exige que saibas relacionar meio hipertónico com plasmólise. Para fotossíntese, fixa bem que a fase fotoquímica ocorre nas lamelas (tilacoides) e produz ATP, NADPH e oxigénio a partir da fotólise da água, enquanto a fase química acontece no estroma e fixa o CO₂ no Ciclo de Calvin para produzir glicose.
Para o bloco de Botânica e Fisiologia Vegetal, que é o mais pesado da prova, dedica tempo a memorizar as características distintivas de cada grupo vegetal: briófitas com gametófito dominante, pteridófitas com esporófito dominante, gimnospérmicas com semente nua e angiospérmicas com flor e fruto. Treina a morfologia floral, porque a prova tende a baralhar conceitos como gineceu (conjunto de carpelos), androceu (conjunto de estames), corola (pétalas) e cálice (sépalas). Na histologia vegetal, identifica de cor a função de cada tecido (epiderme para revestimento, parênquima para assimilação e reserva, esclerênquima e colênquima para sustentação, xilema e floema para condução) e estuda em pormenor o esquema da estrutura primária da raiz da dicotiledónea, porque há uma questão que pede a sequência correcta dos tecidos da periferia para o centro. O anel de Malpighi é um clássico que continua a aparecer: precisas de saber que a remoção da casca interrompe a descida da seiva elaborada, leva à acumulação acima do anel e mata as raízes por falta de nutrientes.
Para o bloco de Diversidade Animal, começa pelos protistas e fixa que a conjugação das paramécias é uma reprodução sexuada que não aumenta o número de indivíduos, apenas troca material genético. Estuda os platelmintes como animais tribloblásticos acelomados, com simetria bilateral e cefalização, e tem o cuidado de saber que nem todos os platelmintes são parasitas (afirmação que aparece como pegadinha clássica). Nos artrópodes, treina a identificação visual dos três grandes grupos (insectos, aracnídeos e crustáceos) e sabe que insectos e aracnídeos têm respiração traqueal, mas só os aracnídeos têm cefalotórax e quelíceras com veneno. Para a distinção entre vertebrados e invertebrados, a chave está na presença ou ausência de coluna vertebral e crânio, não no tipo de esqueleto, na nutrição ou no número de células.
Para o bloco de Histologia e Fisiologia Animal, foca-te na distinção entre os três tipos de tecido muscular e nas respectivas funções: o estriado esquelético responsável pela locomoção, o estriado cardíaco no coração e o liso na peristalse do tubo digestivo. Para o sistema digestivo, fixa que a bile é produzida pelo fígado e armazenada na vesícula biliar, e que actua no duodeno na emulsificação das gorduras. No sistema endócrino, a característica comum a todas as glândulas é a produção de hormonas (e não a presença de ductos, que pelo contrário define as exócrinas). Para o sistema circulatório dos Cordados, treina o número de cavidades do coração em cada grupo (peixes com duas, anfíbios com três, répteis com três ou três e meia, aves e mamíferos com quatro) e identifica o tipo de sangue que circula no interior do coração em cada caso.
Por fim, treina a leitura cuidadosa do enunciado, porque o exame usa frequentemente formulações negativas como “EXCEPTO”, “INCORRECTA” e “não é encontrado”, que invertem o sentido da resposta. Uma leitura apressada destas palavras-chave é uma das principais causas de perda de pontos em provas de Biologia.