Domina muito bem o capítulo de citologia, porque ele abre a prova e dá-te um arranque seguro. Sabe identificar visualmente os principais organelos (mitocôndria, complexo de Golgi, retículo endoplasmático rugoso e liso, cloroplastos, lisossomas, ribossomas) e associa cada um à sua função. As primeiras cinco questões são frequentemente acessíveis para quem estudou as estruturas celulares e os transportes membranares.
Treina especialmente as fases da respiração celular pela ordem correcta (glicólise, ciclo de Krebs e cadeia respiratória) e as fases da mitose (prófase, metáfase, anáfase e telófase). Estas perguntas de sequência são clássicas e altamente rentáveis se decoraste bem a ordem.
Na parte de fisiologia animal, organiza o teu estudo por sistemas e foca-te sempre na função integrada. Para o sistema digestivo, percebe onde ocorre realmente a absorção (intestino delgado) e qual o papel da bílis na emulsão das gorduras. Para o sistema respiratório, faz uma tabela comparativa dos tipos de respiração nos diferentes grupos zoológicos (cutânea nos anelídeos, branquial nos peixes, pulmonar e cutânea nos anfíbios, traqueal nos insectos). Para o sistema excretor, domina a anatomia funcional do nefrónio, em particular a hansa de Henle e o tubo proximal, onde se dá a reabsorção da água.
O sistema nervoso aparece em quatro questões seguidas (16 a 19), incluindo a legenda anatómica do neurónio. Estuda os elementos com nome próprio: dendritos, corpo celular, núcleo, axónio, bainha de mielina e arborização terminal, bem como o sentido de propagação do impulso nervoso (dendritos, corpo celular, axónio).
O sistema endócrino merece atenção redobrada, porque está espalhado por várias questões (20, 21, 39 e 40). Treina a lista das verdadeiras glândulas endócrinas (tiróide, hipófise, pâncreas, suprarrenais, ovários, testículos, pineal, hipotálamo) e elimina rapidamente glândulas exócrinas que aparecem nos distractores (sebáceas, sudoríparas, salivares). Para cada glândula, associa pelo menos uma hormona e a sua função.
A componente de sistemática e diversidade exige memorização de classificações. Decora a quem se deve cada proposta de número de reinos: três reinos (Haeckel), quatro reinos (Copeland) e cinco reinos (Whittaker). Sabe também os critérios de Whittaker (níveis de organização estrutural, tipo de nutrição e interacção com o ecossistema) e a regra de nomenclatura binominal de Lineu (género com maiúscula e espécie com minúscula, ambos em itálico, como em Homo sapiens).
Treina as principais doenças virais (sarampo, raiva, poliomielite, varicela, Covid-19) e bacterianas (tuberculose, sífilis, gonorreia, tétano, cólera, difteria), porque há sempre uma ou duas questões de associação doença-agente etiológico. O mesmo se aplica à morfologia bacteriana (cocos, bacilos, vibriões e espirilos) e aos grandes filos de invertebrados, em particular Platyhelmintes, com características como simetria bilateral, corpo achatado e ausência de celoma.
No fecho da prova, revê a estrutura do ADN (desoxirribose, bases azotadas adenina, timina, guanina e citosina, cadeia dupla de nucleótidos), porque é uma questão muito provável de acertar com preparação mínima.
Quanto à gestão de tempo, sugere-se que percorras primeiro todas as questões marcando as que dominas sem hesitação, deixes para uma segunda passagem as que exigem mais reflexão e reserves os últimos dez a quinze minutos para rever a folha de respostas e passar definitivamente a esferográfica.
Por último, presta muita atenção às perguntas formuladas pela negativa, com expressões como exceptuando, não é, que não pertence (presentes nas questões 2 e 40). São armadilhas frequentes neste tipo de prova e fazem perder pontos que estavam ganhos.