Começa por revisitar as regras de nomenclatura binomial, porque o exame insiste neste conteúdo logo nas primeiras perguntas. Garante que dominas a regra do género em maiúscula e da espécie em minúscula, ambos em latim e em itálico, e treina o reconhecimento de nomes científicos de espécies comuns moçambicanas e de cultivo (cajueiro, feijoeiro, milho, amendoim).
Em citologia, treina a identificação dos organelos a partir de esquemas mudos. As questões com diagramas costumam separar os candidatos que estudaram pelos manuais ilustrados dos que apenas decoraram listas. Concentra-te na mitocôndria, no cloroplasto, no retículo endoplasmático e no aparelho de Golgi.
Na biologia molecular, pratica em folha branca a complementaridade de bases entre cadeias de ADN e entre ADN e ARN. Lembra-te de que na cadeia de ARN a timina (T) é substituída pela uracilo (U). Treina também a conversão entre número de aminoácidos e número de nucleotídeos, sabendo que cada codão tem três bases, ou seja, multiplica o número de aminoácidos por três. Para o anti-codão, aplica a regra do emparelhamento sobre o codão fornecido.
Em genética mendeliana, faz quadros de Punnett até automatizar o processo. As perguntas pedem proporções fenotípicas (1:2:1, 3:1, 9:3:3:1) e probabilidades para descendentes específicos. Treina sobretudo cruzamentos di-híbridos e os cruzamentos-teste com homozigóticos recessivos, porque aparecem em duas perguntas distintas do exame.
Na fisiologia animal, organiza as ideias por sistemas: digestivo (variação do pH ao longo do tubo), circulatório (trajecto do sangue oxigenado e não-oxigenado, anatomia comparada do coração nos vertebrados), respiratório (trocas gasosas nos alvéolos), reprodutor (fertilização nas trompas) e excretor. Memoriza pelo menos um esquema de cada aparelho com as estruturas numeradas.
Em fisiologia vegetal, foca-te no transporte de seivas (xilema sobe seiva bruta, floema distribui seiva elaborada) e na origem dos compostos orgânicos da planta (síntese a partir de CO₂ do ar e água e sais minerais do solo). Em ecologia, prepara bem o efeito de estufa, o protocolo de Quioto, a camada de ozono e a distinção entre decompositores, produtores e consumidores. Estes conteúdos repetem-se em quase todos os exames de admissão.
Em evolução, sabe explicar em poucas linhas a lei do uso e desuso e a herança dos caracteres adquiridos (Lamarck) e contrastá-las com a selecção natural e a sobrevivência dos mais aptos (Darwin). É frequente o exame apresentar um texto descritivo e pedir-te a teoria que o sustenta.
Quanto à gestão do tempo, 120 minutos para 41 questões dão-te cerca de 2,9 minutos por pergunta. Faz uma primeira passagem rápida resolvendo o que sabes de imediato, marca a lápis as dúvidas para regressares e deixa os últimos 15 minutos para passar as respostas a esferográfica. Como pedido nas instruções, usa primeiro lápis HB e só depois passa a tinta preta, apagando bem qualquer marca errada.