Para a Questão 1 (traços e visibilidade de rectas), revê com afinco o sistema de coordenadas tridimensionais usado na geometria descritiva moçambicana (abcissa x, afastamento y, cota z) e treina a passagem de ponto no espaço para as duas projecções. Memoriza as regras de visibilidade: nos quadrantes ímpares (1º e 3º) a recta é visível em ambas as projecções; nos quadrantes pares (2º e 4º), há cruzamento e parte invisível. Pratica vários casos com pontos em quadrantes diferentes, porque a leitura dos sinais das coordenadas é onde a maioria dos candidatos perde tempo.
Para a Questão 2 (projecções da pirâmide hexagonal), o segredo está no domínio dos rebatimentos. Treina a construção do hexágono regular com lado dado em qualquer posição, depois passa para a construção em planos verticais com diedros variados (30º, 45º, 60º). Atenção especial ao posicionamento das duas arestas verticais e à abertura do plano (para a esquerda ou direita), porque definem a orientação final. Faz pelo menos cinco exercícios completos, com os pés do compasso a marcar todos os vértices, antes do exame.
Para a Questão 3 (sombras do cone oblíquo), é fundamental dominares previamente a sombra de figuras planas e do ponto isolado, antes de avançares para sólidos. Estuda a direcção luminosa convencional (raios a 45º, projecção frontal e horizontal também a 45º) e treina a identificação das geratrizes separatrizes do cone, que são as que delimitam a sombra própria. Lembra-te de que a sombra projectada da base é uma elipse (ou círculo, conforme o plano) e que a sombra do vértice V é o ponto-chave para fechar a sombra final.
Para a Questão 4 (vistas ortogonais à mão livre), trabalha a leitura tridimensional de perspectivas, principalmente identificando faces planas, furos cilíndricos, ressaltos e rebaixos. Treina o método de projectar mentalmente o objecto sobre cada plano (frontal e horizontal) e represente as arestas visíveis a traço contínuo grosso e as invisíveis a tracejado. Como é à mão livre, prioriza a proporção e a clareza da leitura: uma vista correcta vale mais do que um traçado bonito mas errado.
Estratégia geral: leva sempre material em duplicado (lapiseiras de 0,5 e 0,7 mm, compasso com extensão, esquadros de 30º/60º e 45º, transferidor, borracha branca e afia). Começa pelas questões em que te sentires mais confortável para acumular pontos e ganhar confiança, deixando para o fim a questão que exige mais raciocínio espacial. Faz sempre os traçados auxiliares a lápis leve e reforça apenas as linhas finais com o traço definitivo.