Domina primeiro o bloco de Cultura Geral, porque são pontos relativamente fáceis de garantir. Revê com cuidado os conceitos de ponto, linha, plano, teoria da cor, formatos de papel da série A e os nomes e obras de referência (Malangatana, Chissano, Leonardo da Vinci). Lê cada afirmação devagar, pois muitas só são falsas por causa de um pormenor (uma palavra trocada, um número errado).
Reserva a maior fatia do teu estudo para a Geometria Descritiva, que é onde a prova realmente separa os candidatos. Treina a representação de sólidos no primeiro diedro, a determinação de secções por planos projectantes e, sobretudo, o rebatimento para obter a verdadeira grandeza. Pratica também superfícies cónicas e a intersecção de rectas com cones, passo a passo, até automatizares o método.
No Desenho Técnico, garante que sabes converter vistas ortogonais em axonometria isométrica e que aplicas correctamente a escala pedida (atenção ao 2:1, que duplica todas as medidas). Para a perspectiva rigorosa, revê a construção a partir do quadro, da linha de horizonte e dos pontos de fuga.
Para o cartaz, pratica composições simples mas fortes: uma imagem central clara, pouco texto e boa hierarquia visual. Lembra-te de que um bom cartaz comunica mesmo a quem fala outra língua, por isso aposta no símbolo e na cor.
Como conselho transversal: leva o material de desenho completo e em bom estado (régua, esquadros, compasso, lápis bem afiados) e gere o tempo com cuidado. Despacha a Cultura Geral em poucos minutos para libertares tempo para os desenhos, que são os mais demorados. Treinar com exames de anos anteriores, em condições de tempo real, é a melhor preparação possível.