Divide o teu estudo nos quatro blocos da prova e não concentres tudo só na teoria: muitos candidatos perdem pontos na parte prática por falta de treino de traçado. Para a Parte A, revê com atenção as artes plásticas moçambicanas (Malangatana, Reinata Sadimba, escultura Makonde), os tipos de património, a comunicação visual e as noções básicas de sólidos e polígonos, porque são temas que se repetem em provas de aptidão.
Na Parte B, pratica a passagem de cavaleira para isométrica e treina a aplicação de escalas (lembra-te de que 2:1 significa duplicar as medidas). Faz vários exercícios de tripla projecção ortogonal até identificares de forma automática a vista de frente, a de cima e a lateral.
Na Parte C, que costuma ser a que mais separa os candidatos, domina bem o sistema diédrico: posicionamento de pontos por abcissa, afastamento e cota, projecções de sólidos em planos verticais inclinados e, sobretudo, o traçado de sombras. Resolve exercícios de sombra de cone passo a passo, porque a sequência (determinar o raio luminoso, projectar o contorno, marcar a sombra própria e a projectada) é sempre a mesma.
Na Parte D, treina o desenho de expressão livre e estuda os signos cinéticos (linhas de movimento, inclinação, repetição de traços) para transmitires dinamismo. Leva o teu material em condições (lápis de durezas diferentes, régua, esquadros, compasso e borracha limpa) e gere o tempo: reserva os primeiros minutos para a teoria, que rende pontos rápidos, e guarda a maior fatia para o desenho técnico e a geometria descritiva, que exigem precisão.