Começa por dominar o bloco da Lógica, porque é onde se concentra a maior fatia de pontos (22 questões em 60, ou seja, cerca de 37% do exame). Treina com lápis e papel a aplicação das oito regras do silogismo e a identificação dos modos válidos por figura, em particular os da 1ª figura (Barbara, Celarent, Darii, Ferio) e da 3ª figura (Darapti, Felapton, Disamis, Datisi, Bocardo, Ferison). Pratica a leitura de silogismos concretos, classificando proposição a proposição quanto à quantidade (universal/particular) e à qualidade (afirmativa/negativa) antes de chegar ao modo e à figura, como pedem as questões 37, 38 e 39 do exame. Decora também o quadrado de oposição e as suas regras de inferência (se a contrária é falsa, a contraditória é verdadeira; se a subalternante é falsa, a subalterna é indeterminada), porque aparecem nas questões 34 e 35.
Para o bloco de Filosofia Política, estuda os autores aos pares com as suas obras e teses centrais: Platão com a República e o filósofo-rei, Aristóteles com o homem como animal político e a ligação entre Ética e Política através da justiça, Maquiavel com O Príncipe e a célebre máxima sobre o bem e o mal em política, Hobbes, Locke e Rousseau como os três grandes contratualistas, Montesquieu com a separação de poderes, Bobbio com as três formas de poder (económico, ideológico e político), São Tomás com as três formas de governo (monarquia, aristocracia e democracia) e Rawls com Uma Teoria da Justiça. Fixa também o conceito de Estado de Direito aplicado a Moçambique, que aparece na questão 51.
No bloco de Teoria do Conhecimento, memoriza com clareza quem lidera cada corrente: Descartes no racionalismo, Locke e Hume no empirismo, Kant no criticismo e Piaget no construtivismo. Distingue bem racionalismo (a razão é a fonte do conhecimento) de empirismo (a experiência é a fonte única), e percebe que a teoria da reminiscência é de Platão. Atenção também à distinção entre análise filogenética (evolução das espécies) e ontogenética (desenvolvimento do indivíduo).
Para a Ética, decora a frase exacta do imperativo categórico de Kant (“Age apenas segundo a máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal”) e a distinção entre moral (conjunto de normas e costumes) e Ética (reflexão racional sobre a moral).
No bloco de Filosofia Africana, mesmo sendo curto, estuda Placide Tempels como o autor de Filosofia Bantu e como aquele a quem se atribui os primeiros passos da Filosofia Africana, Hountondji como crítico da etnofilosofia, Edward Blyden com a tese das características essenciais e únicas do africano, e os grandes nomes do Pan-Africanismo (Kwame Nkrumah, Marcus Garvey, W. E. B. Du Bois e Léopold Senghor). Identifica os principais problemas da Filosofia Africana, com destaque para o tribalismo.
Para Metafísica e Estética, fixa que Parménides é considerado o pai da Metafísica, que metà tà physica significa “o que está depois do mundo físico” (sentido editorial, dado por Andrónico de Rodes), que a Ontologia se ocupa do ser enquanto ser e que a experiência estética em Kant se caracteriza pelo agradável e pelo sublime.
Em termos de gestão do tempo, tens exactamente 2 minutos por questão. Lê o enunciado com calma, elimina logo as alternativas claramente erradas, e marca primeiro a lápis HB. Reserva os últimos 15 minutos para rever as respostas duvidosas e passar à esferográfica. Atenção especial às questões de Lógica com silogismos: cada uma exige análise proposição a proposição, pelo que convém deixá-las para uma segunda passagem se sentires que estás a perder muito tempo numa única.