Começa por dominar a emergência do filosofar, distinguindo com clareza os pré-socráticos de Mileto (Tales, Anaximandro, Anaxímenes) e o princípio primeiro defendido por cada um, sem confundir Anaximandro (apeiron) com Heráclito (fogo). Memoriza com rigor as três perguntas kantianas e associa cada definição clássica de Filosofia ao seu autor (Aristóteles e Hegel para a Filosofia como saber absoluto e estudo dos primeiros princípios, Marx para a Filosofia como prática social, Kant para a Filosofia como interrogação sobre o saber, o agir e o esperar).
Para o bloco da Teoria do Conhecimento, organiza um mapa mental com as quatro correntes principais (racionalismo, empirismo, realismo, cepticismo) e fixa os respectivos autores e teses centrais. Não te esqueças de revisar a fenomenologia do conhecimento como descrição do acto de conhecer tal como ele aparece à consciência.
O bloco da Lógica é o mais técnico e exige treino dirigido. Pratica a identificação de juízos categóricos (A, E, I, O) pela quantidade e qualidade, treina o quadrado lógico com exemplos concretos, exercita a conversão de proposições e identifica as figuras do silogismo a partir da posição do termo médio. Para as questões 39 e 40 (modus ponens e modus tollens), aplica a regra de forma sistemática: se a consequência se nega, nega-se o antecedente; se a consequência se afirma, nada se conclui sobre o antecedente. É um bloco em que treino vale mais do que decoração.
Na Filosofia Política, separa com clareza as três reformas atenienses (Sólon associado à igualdade, Clístenes à isonomia, Péricles à plenitude democrática), domina A República de Platão como cidade regida pela justiça e a tese de Aristóteles segundo a qual a polis é a comunidade ordenada para a justiça e o bem comum. Em Maquiavel, foca-te na superioridade das repúblicas sobre os principados.
Para a Filosofia Africana, memoriza os líderes do Black Renaissance (Du Bois, Marcus Garvey, Booker T. Washington), as quatro correntes consensualmente aceites (Etnofilosofia, Negritude, Pan-africanismo, Filosofia profissional ou crítica) e os filósofos moçambicanos de referência, em particular Severino Ngoenha e a obra Filosofia Africana: das Liberdades às Independências. Lê com atenção a crítica de Hountondji à Etnofilosofia, sobretudo às obras Bantu Philosophy de Placide Tempels e African Religions and Philosophy de John Mbiti.
No bloco final de Estética e Ontologia, fixa as três características do belo (agrado, admiração e adesão ao objecto), o conceito kantiano de génio, a classificação grega das belas-artes (plásticas e rítmicas) e a definição de substância em Aristóteles como aquilo que é em si e por si. Sobre ontologia do Devir, recorda os representantes modernos (Hegel e Heidegger).
Em termos de gestão de tempo, dispões de cerca de 2 minutos por questão, o que é uma margem confortável desde que evites ficar bloqueado numa única pergunta. A estratégia recomendada é fazer uma primeira passagem rápida marcando a lápis HB as respostas seguras, deixar para o fim as dúvidas e só passar à esferográfica quando tiveres revisto todo o exame. Lê sempre o enunciado até ao fim antes de escolher, sobretudo nas questões de Lógica, onde uma palavra como “não” ou “todos” muda completamente o sentido.