Para o bloco de emergência do filosofar (questões 1 a 12), memoriza as definições clássicas de Filosofia associadas aos seus autores: Aristóteles (“estudo das causas últimas”), Karl Jaspers (“filosofar é estar a caminho”) e Kant (“o que me é permitido esperar”). Treina também as quatro características clássicas da pessoa (singularidade, autonomia, unidade e interioridade) e a distinção entre liberdade psicológica, moral, sociológica e negativa, pois é aqui que muitos candidatos perdem pontos por confusão de termos próximos.
Para a Teoria do Conhecimento (questões 13 a 15), domina as posições centrais das correntes gnosiológicas (dogmatismo, cepticismo, empirismo, racionalismo, criticismo) e associa cada uma ao seu autor de referência. Recorda que Pírron é o patrono do cepticismo helénico e que Locke defende a sensação e a experiência interna como fontes do conhecimento.
Para o bloco de Lógica (questões 16 a 28), que pesa quase um terço da prova, treina com exercícios práticos. Memoriza os quatro princípios lógicos fundamentais, as formas A, E, I e O e o quadrado lógico (oposição, contradição, subcontrariedade e subalternação). Pratica conversões simples e por acidente e identifica modos do silogismo (AAA, EAE, AII, EIO, entre outros). Quando uma questão pedir o valor lógico de uma subalterna a partir da universal, lembra-te das relações fixas do quadrado: se a universal afirmativa é falsa, a particular afirmativa é indeterminada.
Para a Filosofia política (questões 29 a 34), organiza um quadro comparativo dos contratualistas: Hobbes (homem lobo do homem, Estado absoluto), Locke (direitos naturais à vida, liberdade e propriedade), Rousseau (homem naturalmente bom, vontade geral) e Rawls (justiça como equidade). Não esqueças Platão e a origem convencional do Estado por meio do contrato.
Para a Filosofia Africana (questões 35 a 40), estuda a genealogia dos movimentos: o Black Renaissance liderado por William Du Bois, a Negritude com Aimé Césaire e o “Caderno de Retorno ao País Natal”, o Pan-africanismo de Kwame Nkrumah (“A África deve unir-se”) e a crítica de Paulin Hountondji à etnofilosofia. Memoriza também a classificação de Odera Oruka das correntes da Filosofia Africana.
Em termos de gestão de tempo, dispões em média de pouco mais de dois minutos por questão. Faz duas passagens pela prova: na primeira responde às questões que dominas e marca as duvidosas a lápis; na segunda, regressa às marcadas com a mente mais fresca. Só passa a esferográfica quando tiveres a certeza, para evitar a anulação por borrão.