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Filosofia UEM 2025 (Enunciado)

Se estás a preparar-te para o Exame de Admissão de Filosofia da UEM, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras tudo o que precisas de saber sobre…

Exame de Admissão Capa de Filosofia UEM 2025 (Enunciado)

Ficha técnica do exame

Tipo
Ano
Disciplina / Área
Tamanho
1.2 MB · PDF

Aviso: material disponibilizado para fins educacionais. Os direitos pertencem aos respectivos autores e instituições. Se for o titular dos direitos e pretender a remoção, contacte-nos.

Sobre este exame

Duração
120 minutos
Cotação total
20 Valores
Dificuldade
Difícil
Estrutura
A prova é composta por 40 questões de escolha múltipla, a resolver em 90 minutos, o que dá pouco mais de 2 minutos por questão. É um ritmo exigente, mais apertado do que o de outros exames de admissão a universidades públicas moçambicanas (que normalmente concedem 120 minutos para 40 a 57 questões), pelo que a gestão do tempo é decisiva. Cada pergunta apresenta cinco alternativas (A, B, C, D e E), das quais apenas uma está correcta, sendo necessário marcar primeiro a lápis HB na Folha de Respostas e só depois passar a esferográfica azul ou preta, conforme as instruções oficiais. A máquina de leitura óptica anula qualquer questão com mais de uma resposta ou com borrões, o que torna a marcação cuidadosa parte da própria avaliação.

Embora o enunciado não esteja dividido formalmente em blocos, as questões agrupam-se por áreas temáticas bem definidas:

Lógica (questões 1 a 12): o bloco de abertura e o mais técnico da prova, dedicado às inferências imediatas e mediatas, à classificação dos juízos, às regras e modos válidos do silogismo e aos sofismas.

Filosofia Africana (questões 13 a 28): o bloco mais extenso da prova, com 16 questões dedicadas à etnofilosofia, aos seus críticos, aos grandes nomes da Negritude, do Pan-Africanismo e da Filosofia Política Africana, além de referências obrigatórias à Filosofia moçambicana (Severino Elias Ngoenha).

Filosofia Política (questões 29 a 36): um bloco sólido sobre a finalidade da política, o Estado de Direito, a separação de poderes e o contratualismo moderno.

Metafísica e Estética (questões 37 a 40): o fecho da prova, breve mas conceptualmente denso, sobre a filosofia crítica de Kant, a origem histórica do termo metafísica e a estética platónica.

Tópicos abordados

  • Inferências imediatas por oposição e por conversão de proposições
  • Inferências mediatas (dedução, indução e analogia)
  • Regras de validade do silogismo e modos válidos da 1ª figura
  • Classificação das proposições segundo a quantidade, a qualidade, a relação, a modalidade e a matéria
  • Análise de silogismos concretos e identificação do modo (Barbara, Darii, Ferison, etc.)
  • Sofismas e falácias (petição de princípio)
  • Etnofilosofia e a sua defesa das culturas africanas
  • Filósofos eurocêntricos e a tese do africano como ser pré-lógico (Lévy-Bruhl)
  • Origem africana da Filosofia (Cheikh Anta Diop)
  • Alexis Kagame e a Filosofia bantu-ruandesa
  • Paulin Houtondji e a crítica à etnofilosofia
  • Placide Tempels e a obra Filosofia Bantu (1945)
  • Severino Elias Ngoenha e a Filosofia moçambicana
  • Léopold Sédar Senghor e a Negritude
  • Doutrina do Ujamaa de Julius Nyerere
  • Kwame Nkrumah e a obra África Deve Unir-se
  • Frantz Fanon e a obra Pele Negra, Máscaras Brancas
  • Odera Oruka e a sábia oralidade africana
  • NEPAD e a Filosofia Política Africana contemporânea
  • Finalidade da política e o bem comum
  • Estado de Direito e separação de poderes (Montesquieu)
  • Contratualismo (Hobbes, Locke e Rousseau)
  • Aristóteles e o homem como animal político
  • Filosofia crítica de Kant e a metafísica
  • Andrónico de Rodes e a origem do termo metafísica
  • Estética em Platão e a teoria dos dois mundos

Dicas de preparação

Começa por dominar o bloco da Filosofia Africana, porque é onde se concentra a maior fatia de pontos (16 questões em 40, ou seja, 40 % do exame). Estuda os autores aos pares com as suas obras e teses centrais: Tempels com Filosofia Bantu, Senghor com a Negritude e a célebre frase sobre a emoção e a razão, Houtondji com a crítica à etnofilosofia, Cheikh Anta Diop com a origem africana da Filosofia, Nyerere com o Ujamaa, Nkrumah com África Deve Unir-se, Fanon com Pele Negra, Máscaras Brancas, e Ngoenha com O Retorno do Bom Selvagem. Dedica uma atenção especial às obras moçambicanas, porque costumam ser perguntas de identificação directa.

Para a Lógica, treina com lápis e papel a aplicação das oito regras do silogismo e a identificação dos modos válidos por figura, em particular os da 1ª figura (Barbara, Celarent, Darii, Ferio). Pratica a leitura de silogismos concretos, classificando proposição a proposição (universal/particular, afirmativa/negativa) antes de chegar ao modo, como acontece na questão 8 do exame. Fixa também as classificações dos juízos segundo a quantidade, a qualidade, a relação, a modalidade e a matéria, porque estas perguntas pedem decoração rigorosa da terminologia clássica.

Na Filosofia Política, associa cada pensador à sua tese-chave: Hobbes ao homo homini lupus e ao contrato por medo, Locke aos direitos inalienáveis (vida, liberdade e propriedade) e ao contrato como protecção destes, Rousseau à bondade natural do homem corrompida pela sociedade, Aristóteles ao zoon politikon, e Montesquieu à separação dos três poderes (legislativo, executivo e judicial). São perguntas curtas mas armadilhadas com nomes parecidos, por isso a memorização cruzada é o que faz a diferença.

No bloco final, sobre Metafísica e Estética, retém três pontos quase certos de aparecerem: a etimologia da palavra estética (do grego aisthesis, percepção/sensação), a obra de Andrónico de Rodes na origem do termo metafísica, e a divisão platónica em mundo sensível e mundo inteligível (das ideias). Não te esqueças também da filosofia crítica de Kant, com a distinção entre fenómeno e número e a metafísica como estudo das condições a priori do conhecimento.

Por fim, gere bem o tempo. Com 90 minutos para 40 questões, não vale a pena ficar preso numa pergunta de Lógica que exija raciocínio mais lento. Faz primeiro uma passagem pelas questões de identificação directa (autores, obras, conceitos), normalmente rápidas, e deixa as de Lógica formal e de análise silogística para uma segunda volta, já com o terreno garantido.

Sobre este material

Se estás a preparar-te para o Exame de Admissão de Filosofia da UEM, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras tudo o que precisas de saber sobre a prova de 2025: os conteúdos cobrados, a forma como está organizada, dicas práticas de preparação e o grau de dificuldade, tudo pensado para estudares de forma orientada e chegares à sala de exame com confiança. Trata-se de uma prova da Direcção Pedagógica, Departamento de Admissão à Universidade (DAU) da Universidade Eduardo Mondlane, num modelo de escolha múltipla também adoptado pela Universidade Zambeze (UniZambeze), pelo Instituto Superior Politécnico de Quissico (ISPQ) e pela Universidade Joaquim Chissano (UJC).

Pré-visualização do exame

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Perguntas frequentes

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Como utilizar este material para estudar?

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