Começa por dominar o bloco da Filosofia Africana, porque é onde se concentra a maior fatia de pontos (16 questões em 40, ou seja, 40 % do exame). Estuda os autores aos pares com as suas obras e teses centrais: Tempels com Filosofia Bantu, Senghor com a Negritude e a célebre frase sobre a emoção e a razão, Houtondji com a crítica à etnofilosofia, Cheikh Anta Diop com a origem africana da Filosofia, Nyerere com o Ujamaa, Nkrumah com África Deve Unir-se, Fanon com Pele Negra, Máscaras Brancas, e Ngoenha com O Retorno do Bom Selvagem. Dedica uma atenção especial às obras moçambicanas, porque costumam ser perguntas de identificação directa.
Para a Lógica, treina com lápis e papel a aplicação das oito regras do silogismo e a identificação dos modos válidos por figura, em particular os da 1ª figura (Barbara, Celarent, Darii, Ferio). Pratica a leitura de silogismos concretos, classificando proposição a proposição (universal/particular, afirmativa/negativa) antes de chegar ao modo, como acontece na questão 8 do exame. Fixa também as classificações dos juízos segundo a quantidade, a qualidade, a relação, a modalidade e a matéria, porque estas perguntas pedem decoração rigorosa da terminologia clássica.
Na Filosofia Política, associa cada pensador à sua tese-chave: Hobbes ao homo homini lupus e ao contrato por medo, Locke aos direitos inalienáveis (vida, liberdade e propriedade) e ao contrato como protecção destes, Rousseau à bondade natural do homem corrompida pela sociedade, Aristóteles ao zoon politikon, e Montesquieu à separação dos três poderes (legislativo, executivo e judicial). São perguntas curtas mas armadilhadas com nomes parecidos, por isso a memorização cruzada é o que faz a diferença.
No bloco final, sobre Metafísica e Estética, retém três pontos quase certos de aparecerem: a etimologia da palavra estética (do grego aisthesis, percepção/sensação), a obra de Andrónico de Rodes na origem do termo metafísica, e a divisão platónica em mundo sensível e mundo inteligível (das ideias). Não te esqueças também da filosofia crítica de Kant, com a distinção entre fenómeno e número e a metafísica como estudo das condições a priori do conhecimento.
Por fim, gere bem o tempo. Com 90 minutos para 40 questões, não vale a pena ficar preso numa pergunta de Lógica que exija raciocínio mais lento. Faz primeiro uma passagem pelas questões de identificação directa (autores, obras, conceitos), normalmente rápidas, e deixa as de Lógica formal e de análise silogística para uma segunda volta, já com o terreno garantido.