Domina primeiro os blocos mais pesados. A Relatividade do Conhecimento e a Convivência Política juntas representam mais de 40 por cento da prova (cerca de 23 das 57 questões), por isso garante que sabes distinguir as correntes do conhecimento (empirismo, racionalismo, inatismo, dogmatismo e cepticismo) e que associas correctamente cada filósofo político à sua tese (Platão e a República, Aristóteles e as formas de governo, Maquiavel e a natureza humana, Rousseau e o bom selvagem).
Estuda os filósofos por associação. Boa parte das perguntas pede que ligues um nome a uma ideia, uma obra ou uma expressão célebre. Cria uma tabela mental de pares como “Penso, logo existo” e Descartes, “eu sou e as minhas circunstâncias” e Ortega Y Gasset, a lei dos três estádios e Comte, ou o termo bioética e Van Rensselaer Potter. Estas correspondências aparecem repetidamente e valem pontos rápidos.
Não negligencies a Lógica. É o bloco mais técnico e onde muitos candidatos perdem pontos. Revê a diferença entre definição nominal e descritiva, os elementos do silogismo e, sobretudo, os modos e figuras (recorda que das combinações possíveis resultam 19 modos válidos). É matéria que se domina com treino, não apenas com leitura.
Prepara a Filosofia Africana com atenção aos autores. Memoriza os precursores da negritude (Senghor, Césaire, Du Bois e Nkrumah), o sentido da etnofilosofia e a noção de pan-africanismo. São perguntas acessíveis desde que tenhas estudado os nomes certos.
Resolve exames de anos anteriores. A estrutura repete-se de ano para ano e o estilo das perguntas é muito constante, por isso treinar com provas antigas é a forma mais eficaz de ganhares velocidade e reconheceres os padrões das alternativas.
Gere bem o tempo. Como todas as questões valem o mesmo, não percas minutos preciosos numa pergunta difícil de Lógica. Responde primeiro a tudo o que sabes de imediato, marca as dúvidas e regressa a elas no fim.
Atenção à Cultura Geral. As últimas quatro perguntas são sobre Moçambique (presidência, parlamento, Acordos de Roma e ensino da Filosofia no país). Vale a pena rever estes dados, porque são pontos fáceis que não exigem raciocínio filosófico.