Domina os autores, as teses e as obras. A maior parte das 40 questões pede que associes uma ideia ao filósofo certo (o imperativo categórico a Kant, o super-homem a Nietzsche, “A Sociedade Aberta e os Seus Inimigos” a Popper). Constrói uma tabela de revisão com três colunas: autor, tese central e obra. Esse exercício resolve, sozinho, uma boa fatia da prova.
Não confundas correntes parecidas. Os erros mais comuns acontecem entre racionalismo e empirismo, dogmatismo e cepticismo, ou entre as posições de Hobbes, Locke e Rousseau sobre o estado natural. Estuda estes pares lado a lado, sublinhando exactamente onde divergem.
Trabalha a Lógica com regras, não com intuição. Nas questões do quadrado lógico, da conversão de proposições e da formalização simbólica, a resposta certa segue critérios fixos. Treina a leitura de fórmulas como ⌐(p → q) e revê o significado das vogais A, E, I, O quanto à quantidade e à qualidade.
Reserva tempo para a Filosofia Africana. É um bloco de sete questões (cerca de um quinto da prova) e é muitas vezes negligenciado no estudo. Memoriza os fundadores da Negritude, os líderes do Renascimento negro, a etnofilosofia e os autores moçambicanos. São pontos acessíveis para quem reviu.
Gere bem o tempo. São 120 minutos para 40 questões, ou seja, cerca de 3 minutos por item, com margem para revisão. Responde primeiro às que sabes de imediato e deixa as duvidosas marcadas para uma segunda passagem. Como é escolha múltipla, nunca deixes nenhuma em branco: elimina as alternativas claramente erradas e decide entre as restantes.
Treina com exames de anos anteriores. A estrutura repete-se de ano para ano (mesmos blocos, mesmo tipo de questão), por isso resolver provas antigas é a forma mais eficaz de te familiarizares com o estilo das perguntas e ganhares velocidade.