A primeira recomendação é estudar por blocos temáticos, seguindo exactamente os sete grupos do exame. Como cada grupo corresponde a um capítulo do programa, organizar o estudo desta forma evita misturar conteúdos e ajuda a memória a fixar melhor cada matéria.
Dá atenção especial aos nomes e às atribuições. Boa parte das questões pede que associes uma ideia, uma frase ou uma obra ao seu autor (por exemplo: “o homem é lobo do homem” pertence a Hobbes, a lei dos três estados a Comte, Cahier d’un retour au pays natal a Aimé Césaire). Faz uma tabela de autores e respetivas teses, expressões e obras, e revê-a várias vezes até a teres na ponta da língua.
Decora bem a parte etimológica, porque é recorrente: filosofia (amor à sabedoria), liberdade (isenção de coação) e estética (aisthesis, faculdade de sentir). São pontos quase garantidos e fáceis de pontuar se os tiveres estudado.
Na Lógica, não basta ler, é preciso treinar. Pratica a identificação de figuras e modos do silogismo, as relações do quadrado lógico (contradição, contrariedade, subcontrariedade e subordinação) e a análise de validade dos argumentos. Resolver exercícios práticos faz toda a diferença neste grupo, que costuma ser o que mais separa os candidatos.
Aproveita a estratégia de eliminação de alternativas. Como muitas opções diferem apenas numa palavra (rápido em vez de lento, justiça em vez de injustiça, passiva em vez de activa), lê cada alternativa até ao fim antes de assinalar. Riscar mentalmente as opções claramente erradas aumenta as tuas hipóteses mesmo quando estás indeciso.
Por fim, gere bem o tempo. Com 55 questões em 120 minutos, responde primeiro àquilo que sabes de imediato, marca as dúvidas para rever no fim e nunca deixes uma questão em branco, já que não há indicação de penalização por resposta errada.