Domina primeiro as fórmulas de base de cada bloco e treina a sua manipulação, porque sem calculadora vais precisar de fazer contas simples e arredondamentos de cabeça. Vale a pena memorizar valores como a velocidade da luz no vácuo (3 × 10⁸ m/s), a carga do electrão (1,6 × 10⁻¹⁹ C) e a aceleração da gravidade.
Pratica a conversão de unidades sem hesitar, sobretudo de km/h para m/s (divides por 3,6), porque várias questões de cinemática dependem disso (perguntas 2 e 3 são exemplos diretos).
Na Mecânica, treina a leitura de gráficos de movimento e os sistemas com polias e fios, pois exigem montar bem as equações antes de calcular. Na hidrostática, percebe a diferença conceptual entre o princípio de Pascal (prensa hidráulica) e o de Arquimedes (flutuação e densidade).
Na Termodinâmica e na Óptica há muitas perguntas conceptuais, não de cálculo. Aqui ganhas pontos rápidos se perceberes bem os conceitos: que corpos em equilíbrio térmico têm a mesma temperatura, porque o metal parece mais frio que a madeira, como se comporta a imagem num espelho côncavo conforme a posição do objeto, ou porque a piscina parece menos funda (refração).
No Electromagnetismo, presta atenção às relações de proporcionalidade (a força de Coulomb varia com o inverso do quadrado da distância) e às leis dos circuitos. As questões de brilho de lâmpadas em série e em paralelo são clássicas e costumam apanhar quem decora em vez de raciocinar.
Não decores apenas resultados: treina com exames de anos anteriores em condições reais, cronometrando o tempo e sem calculadora, para ganhares ritmo e identificares onde perdes mais minutos.
Gere bem o tempo na sala. Como todas as questões valem o mesmo, responde primeiro às que dominas e deixa as mais demoradas para o fim. Não deixes questões em branco no final, já que não há penalização por erro e uma escolha fundamentada vale sempre mais do que nenhuma.