Treina a interpretação de gráficos antes de mais: várias perguntas (3, 9 e 21) só se resolvem se souberes ler corretamente eixos, declives e áreas. No gráfico velocidade-tempo, lembra-te de que a distância percorrida corresponde à área debaixo da linha, e no gráfico força-deslocamento o trabalho é também a área da figura.
Domina as fórmulas-base de cada bloco e treina a aplicá-las sem calculadora. Como a máquina de calcular é proibida, vale a pena praticar contas com potências de dez (muito frequentes no electromagnetismo, nas questões 29, 30, 32 e 34) e arredondamentos mentais, para não perderes tempo nem confiança na sala.
Cuidado com as unidades e com as conversões: na questão 1, por exemplo, a velocidade vem em km/h e a questão 2 pede a distância passados 30 minutos (meia hora), não uma hora. Pequenos descuidos de unidade são uma das principais causas de erro neste tipo de prova.
Revê os conceitos qualitativos, não só os cálculos: as questões 14, 15, 22 e 23 não exigem contas, mas sim compreensão de fenómenos (formas de transmissão de calor, dilatação de um furo numa placa, propagação da luz e tipos de eclipse). São pontos relativamente fáceis de garantir se tiveres a teoria bem assente.
Pratica geometria aplicada à óptica: a questão 24 resolve-se por semelhança de triângulos e as questões 25, 26 e 27 exigem domínio das equações dos espelhos e das lentes, além da convenção de sinais. Faz esquemas à mão para visualizar a formação das imagens.
Gere bem o tempo: com 35 questões em 120 minutos, evita ficar preso numa pergunta difícil. Responde primeiro às que dominas (sobretudo as conceptuais e as de cálculo direto) e deixa para o fim as que exigem mais raciocínio, como a estática (questão 7), o sistema de blocos (questão 8) e a máquina térmica (questão 21).
Resolve exames de anos anteriores em condições de prova: cronometra 120 minutos, sem calculadora, e corrige depois. É a forma mais eficaz de te habituares ao estilo das perguntas e de detetares os teus pontos fracos a tempo.