Como não há calculadora, treina o cálculo mental e habitua-te a trabalhar com valores arredondados (g = 10 m/s², por exemplo, surge várias vezes). Muitas contas foram desenhadas para dar resultados redondos, por isso, se te aparece um número estranho, é provável que tenhas errado num passo.
Domina a conversão de unidades antes de tudo (km/h para m/s, m/min para m/s, cm/s para m/s). Logo a primeira questão testa exatamente isto, e um deslize aqui custa-te pontos fáceis.
Pratica a leitura de gráficos: posição-tempo, velocidade-tempo, corrente-tensão e volume-temperatura aparecem em vários blocos. Saber extrair declives, áreas e tendências de um gráfico vale muitas questões.
Reforça a Mecânica, em especial a Dinâmica, porque é o bloco com mais peso. Revê as Leis de Newton, o plano inclinado (com as decomposições usando seno e cosseno), o atrito e a conservação de energia. As funções trigonométricas dos ângulos de 30°, 37°, 45° e 53° costumam vir indicadas no enunciado, mas convém saberes usá-las depressa.
Não decores fórmulas isoladas: percebe o conceito por trás de cada uma. Questões como a do momento de força (arrancar o prego com o martelo) ou a dos líquidos com diferentes frações imersas premeiam o raciocínio físico, não a memorização.
Treina com exames de anos anteriores e cronometra-te. Com 120 minutos para 28 questões, tens cerca de 4 minutos por questão, por isso resolve primeiro as que dominas e deixa as mais demoradas (gases, óptica) para o fim.
Atenção às questões conceptuais com figura (forças, pêndulos, dipolo eléctrico, refração). Aqui o erro vem quase sempre de uma leitura apressada do desenho, por isso interpreta bem a figura antes de escolher a alternativa.