Para a compreensão de texto, treina a leitura de artigos de imprensa francófona sobre temas sociais (saúde, educação, ambiente) e habitua-te a localizar a informação factual de forma rápida: datas, nomes próprios, organizações e lugares costumam ser perguntados quase literalmente. Lê sempre o texto todo antes de responder e volta ao parágrafo certo para confirmar cada resposta, em vez de te fiares na memória.
Na gramática, que vale mais de metade da prova, concentra o teu estudo em três pilares. Primeiro, o passé composé: domina a regra dos auxiliares (a maioria dos verbos usa avoir, mas os verbos de movimento e mudança de estado como arriver, monter, vivre usam être) e não te esqueças da concordância do particípio com o sujeito quando o auxiliar é être (elles sont arrivées). Segundo, os pronomes: pratica a substituição de palavras sublinhadas, distinguindo o complemento directo (je les ai finis) do indirecto (je pense à lui), e revê quando usar y (lugar ou coisa precedida de à) e en (quantidade ou coisa precedida de de). Terceiro, os determinantes: revê os possessivos (à moi, ton stylo, vos chiens), os demonstrativos (ce, cet, cette, ces, com atenção ao masculino antes de vogal) e os artigos partitivos (du, de la, des) por oposição aos definidos.
No vocabulário, estuda por pares de sinónimos e antónimos. Faz listas dos contrários mais comuns (derrière/devant, adroit/maladroit, sensible/insensible) e dos sinónimos do dia a dia (manière/façon, regret/excuse). Como não há dicionário, a leitura regular é a tua melhor aliada para alargar o léxico.
Como toda a prova é de escolha múltipla, gere bem o tempo: são cerca de dois minutos por questão. Não fiques preso numa pergunta difícil, marca a melhor hipótese, avança e regressa no fim se sobrar tempo. Usa primeiro lápis HB, como pede o enunciado, e confirma sempre o teu código de candidatura antes de começar.