Começa por dominar os fundamentos da história do pensamento geográfico, identificando claramente as contribuições dos Gregos, as teorias clássicas (geocentrismo e heliocentrismo) e as principais correntes contemporâneas, como o determinismo, o possibilismo, a fenomenologia, a Geografia crítica e a geopolítica. As primeiras questões da prova testam exactamente esta base conceptual e devem ser respondidas com rapidez para libertar tempo para os blocos mais densos.
No bloco de Geografia Física, treina os mecanismos que explicam fenómenos climáticos, dos movimentos da Terra ao efeito de estufa, passando pela circulação geral da atmosfera, pelos ciclones tropicais e pelos tipos de chuvas. A questão sobre os ciclones, por exemplo, exige que associes a Corrente Quente do Canal de Moçambique à ocorrência destes fenómenos na costa oriental do país, ou seja, não basta saber o que é um ciclone, é preciso saber porque ocorre aqui. Revê também as isoietas e outras linhas de igual valor (isóbaras, isotérmicas, isóipsas) e os principais agentes erosivos.
Estuda com atenção a estrutura interna da Terra, as descontinuidades (Mohorovicic, Gutenberg, Lehmann) e a classificação das rochas quanto à génese, pois são temas que aparecem com regularidade e onde pequenos erros de grafia, como nas variantes do nome Mohorovicic, podem custar pontos. Para a hidrografia, fixa o percurso do rio Zambeze, dos lagos africanos do Vale do Rift e os factores que tornam os rios de Moçambique pouco navegáveis.
No bloco de Geografia Humana, dedica tempo ao estudo dos dinamismos demográficos, sobretudo às causas do crescimento rápido nos países pobres, à periodicidade decenal dos recenseamentos em Moçambique e à interpretação de gráficos sobre evolução populacional. Pratica cálculos simples de densidade demográfica, dividindo população total pela superfície, porque o exame inclui pelo menos uma questão deste tipo. Domina também a tipologia das migrações, distinguindo movimentos rural-urbano, sazonais, refugiados e deslocados internamente, e relaciona-os com casos concretos do país, como o Campo de Reassentamento de Chihaquelane.
Para o bloco económico e de Moçambique, foca-te nos tipos de agricultura praticados em África, nos factores de sucesso da agricultura nacional, na leitura de gráficos sectoriais (sector primário, secundário e terciário) para identificar países desenvolvidos e em desenvolvimento, e nos casos emblemáticos do património e dos transportes moçambicanos. A Ilha de Moçambique, o Corredor da Beira e o transporte de cabotagem são temas recorrentes que devem ser estudados com factos concretos e datas (1991, no caso da classificação da Ilha como Património Mundial). Não descures conceitos urbanos mais recentes, como Economia Azul e gentrificação, que aparecem cada vez mais nas provas.
Por fim, treina escolha múltipla com cronómetro, simulando os 90 minutos, e habitua-te a marcar primeiro a lápis HB, revendo no fim antes de passar a esferográfica. Lê sempre o enunciado até ao final, porque várias questões apresentam alternativas muito próximas (por exemplo, “Mohorovichic” e “Mohorovicic”) em que só a leitura cuidadosa permite acertar.