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História 1 UEM 2022 (Enunciado)

Se estás a preparar-te para o Exame de Admissão de História I da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) referente a 2022, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras…

Exame de Admissão Capa de História 1 UEM 2022 (Enunciado)

Ficha técnica do exame

Tipo
Ano
Disciplina / Área
Tamanho
260.7 KB · PDF

Aviso: material disponibilizado para fins educacionais. Os direitos pertencem aos respectivos autores e instituições. Se for o titular dos direitos e pretender a remoção, contacte-nos.

Sobre este exame

Duração
90 minutos
Cotação total
20 Valores
Dificuldade
Difícil
Estrutura
O Exame de Admissão de História I da UEM 2022 é composto por 40 questões de escolha múltipla, cada uma com cinco alternativas (A a E), das quais apenas uma é correcta. A prova tem a duração de 90 minutos, o que dá uma média de pouco mais de dois minutos por questão, exigindo ritmo de leitura e decisão rápida.

As respostas devem ser preenchidas exclusivamente na folha de respostas oficial, primeiro a lápis HB e só depois a esferográfica azul ou preta, uma vez que a máquina de leitura óptica anula automaticamente questões com mais de uma resposta marcada ou com borrões. Esta instrução, aparentemente técnica, é decisiva: muitos candidatos perdem pontos não por desconhecerem a matéria, mas por descuidos no preenchimento.

Em termos de distribuição temática, o exame segue de perto a periodização da História de Moçambique e organiza-se, na prática, em blocos. O primeiro bloco, que vai grosso modo das questões 1 a 5, foca a expansão Bantu, as primeiras sociedades e os primeiros contactos comerciais com a Ásia. O segundo bloco, das questões 6 a 13, concentra-se no Estado dos Mwenemutapa e na penetração mercantil portuguesa, incluindo a Companhia dos Mazanes, a fundação de Sena e Tete e o baptismo do Mwenemutapa Mavura. O terceiro bloco, das questões 14 a 19, cobre os Estados Marave, os xeicados da costa norte e o Estado de Gaza. O quarto bloco, das questões 20 a 21, trata da resistência africana e dos primeiros passos da ocupação efectiva. O quinto bloco, das questões 22 a 33, é o mais extenso e abrange o sistema colonial português, o trabalho migratório, as culturas obrigatórias, as convenções com a África do Sul e a Rodésia, e a Concordata de 1940. O sexto bloco, das questões 34 a 38, foca os movimentos nacionalistas, a CONCP, a fundação da FRELIMO e a luta armada de libertação nacional. As duas últimas questões, 39 e 40, abordam o Moçambique independente e o seu sistema de alianças internacionais.

Note-se que o exame faz referência explícita ao livro História de Moçambique, Volume I, indicando que este é o manual de base assumido para várias respostas, sobretudo nas matérias relativas ao período pré-colonial.

Tópicos abordados

  • Periodização da História de Moçambique
  • Expansão Bantu e primeiras sociedades em Moçambique
  • Contactos comerciais com a Ásia na segunda metade do I milénio DC
  • Estações arqueológicas (Chibuene, Schroda, Mapungubwe)
  • Unidades etno-linguísticas moçambicanas (Ndau, Chopi, Tswa, Yao, Makua)
  • Origem dos nomes Nyanja e Yao
  • Estado dos Mwenemutapa: organização política e sucessão
  • Comércio do ouro e relações com mercadores portugueses
  • Decadência do comércio do ouro e revolta do Changamire Dombo
  • Companhia dos Mazanes e o comércio com a Índia portuguesa
  • Fundação de Sena e Tete pelos portugueses
  • Estados Militares do Vale do Zambeze
  • Baptismo do Mwenemutapa Mavura e cedência das minas em 1607
  • Expedição de Vasco Fernandes Homem
  • Surgimento do grupo Karanga no contexto da expansão de Mutota
  • Xeicados da costa norte (Sancul) e migrantes do Golfo Pérsico
  • Estados Marave: fundação, organização (Undi, Mambo, Fumu) e decadência
  • Invasões Nguni e o ataque de Zwangedaba Jere ao Estado Undi
  • Estado de Gaza, guerra de sucessão entre Muzila e Mawewe
  • Revolta de Báruè (1917-1920) e destino dos chefes Nongwe-Nongwe e Macossa
  • Ocupação efectiva de Moçambique e acontecimentos de 1897
  • Cronologia da dominação colonial portuguesa
  • Convenção de 1909 entre Transvaal e Moçambique (tráfego ferroviário)
  • Convenção de 1928 e revisão de 1934 (trabalho migratório nas minas)
  • Concordata e Acordo Missionário de 1940
  • Nacionalismo económico de Salazar (lei do condicionamento industrial, 1932)
  • Movimento associativo e fundação do Instituto Negrófilo
  • Companhia do Niassa e exportação de mão-de-obra
  • Cultura obrigatória do arroz e do algodão
  • Acto Colonial e províncias ultramarinas
  • Trabalho forçado e culturas obrigatórias durante o colonial-fascismo
  • Acordo Suplementar de 1947 com a Rodésia do Sul
  • NESAM e Eduardo Mondlane
  • Conferência da CONCP em Casablanca (1961)
  • Fundação da FRELIMO e actividades entre 1962 e 1964
  • Luta armada de libertação nacional: figuras, operações e eventos
  • Morte de Filipe Samuel Magaia e cronologia da luta armada
  • Operação Nó Górdio, Operação Doninha e massacres de Inhaminga
  • Parlamento moçambicano após a independência
  • Política externa de Moçambique e organizações regionais e internacionais

Dicas de preparação

A primeira dica é dominar a periodização da História de Moçambique, porque várias questões (logo a primeira, por exemplo) testam directamente a tua capacidade de situar um acontecimento no período correcto. Treina-te a fazer linhas do tempo simples, com os grandes marcos: expansão Bantu, formação do Estado dos Mwenemutapa, penetração mercantil portuguesa, invasões Nguni, ocupação efectiva, colonial-fascismo, luta armada e independência.

A segunda dica é estudar com o livro História de Moçambique, Volume I, indicado várias vezes nas questões. Este manual é a referência directa para os temas pré-coloniais e do período mercantilista, e dominá-lo dá-te uma vantagem significativa. Foca-te nos capítulos sobre os Estados Marave, o Estado dos Mwenemutapa, os xeicados e a expansão Bantu.

A terceira dica é memorizar datas e cronologias, porque o exame inclui várias questões de ordenação cronológica (questões 11, 22 e 38, por exemplo) e perguntas directas sobre anos específicos (1607, 1686, 1897, 1909, 1928, 1940, 1942, 1947, 1961, 1962). Constrói tabelas com as datas mais importantes por bloco temático e revê-as com frequência. Não basta saber que algo aconteceu, é preciso saber quando.

A quarta dica é distinguir bem figuras e instituições com nomes parecidos: Mwenemutapa Gatsi Lucere e Mwenemutapa Mavura, Zwangedaba Jere e Soshangane, Filipe Samuel Magaia e Paulo Samuel Kankhomba, UDENAMO e UNAMI e MANU. A confusão entre nomes próximos é uma das principais causas de erro neste tipo de prova.

A quinta dica é estudar bem o período colonial-fascista (bloco 22 a 33), por ser o mais extenso do exame. Compreende as convenções (1909, 1928, 1934, 1947), as culturas obrigatórias (algodão e arroz), a Concordata Missionária de 1940, o nacionalismo económico de Salazar e a substituição do Acto Colonial pelas províncias ultramarinas. Estes temas reaparecem ano após ano nos exames de admissão da UEM.

A sexta dica é conhecer a fundo a história da FRELIMO e da luta armada: actividades entre 1962 e 1964, criação do Destacamento Feminino, mortes de Filipe Samuel Magaia, Paulo Samuel Kankhomba e Eduardo Mondlane, Operação Nó Górdio, Operação Doninha, massacres de Inhaminga e Acordos de Lusaka. Constrói uma linha do tempo só para o período 1962-1975.

A sétima dica é gerir bem o tempo: 90 minutos para 40 questões dão pouco mais de dois minutos por questão. Faz uma primeira leitura rápida da prova, responde primeiro às que dominas com segurança e deixa as questões de ordenação cronológica e as mais complexas para uma segunda passagem. Não te demores em nenhuma pergunta isolada.

A oitava dica é treinar com exames de anos anteriores da UEM. Muitos temas e até formatos de questão repetem-se. Resolver pelo menos três a quatro provas de admissão de História I de anos anteriores ajuda-te a perceber o padrão e a ganhar velocidade.

Sobre este material

Se estás a preparar-te para o Exame de Admissão de História I da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) referente a 2022, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras tudo o que precisas de saber sobre a prova: os conteúdos cobrados, a forma como está organizada, dicas práticas de preparação e o grau de dificuldade, tudo pensado para estudares de forma orientada e chegares à sala de exame com confiança. Trata-se de uma prova do Departamento de Admissão à Universidade (DAU) da UEM, modelo igualmente aceite pela Universidade Zambeze (UniZambeze), pelo Instituto Superior Politécnico de Quissico (ISPQ) e pela Universidade Joaquim Chissano (UJC).

Pré-visualização do exame

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Perguntas frequentes

Como baixar o exame de admissão de História 1?

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Como utilizar este material para estudar?

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