A primeira dica é dominar a periodização da História de Moçambique, porque várias questões (logo a primeira, por exemplo) testam directamente a tua capacidade de situar um acontecimento no período correcto. Treina-te a fazer linhas do tempo simples, com os grandes marcos: expansão Bantu, formação do Estado dos Mwenemutapa, penetração mercantil portuguesa, invasões Nguni, ocupação efectiva, colonial-fascismo, luta armada e independência.
A segunda dica é estudar com o livro História de Moçambique, Volume I, indicado várias vezes nas questões. Este manual é a referência directa para os temas pré-coloniais e do período mercantilista, e dominá-lo dá-te uma vantagem significativa. Foca-te nos capítulos sobre os Estados Marave, o Estado dos Mwenemutapa, os xeicados e a expansão Bantu.
A terceira dica é memorizar datas e cronologias, porque o exame inclui várias questões de ordenação cronológica (questões 11, 22 e 38, por exemplo) e perguntas directas sobre anos específicos (1607, 1686, 1897, 1909, 1928, 1940, 1942, 1947, 1961, 1962). Constrói tabelas com as datas mais importantes por bloco temático e revê-as com frequência. Não basta saber que algo aconteceu, é preciso saber quando.
A quarta dica é distinguir bem figuras e instituições com nomes parecidos: Mwenemutapa Gatsi Lucere e Mwenemutapa Mavura, Zwangedaba Jere e Soshangane, Filipe Samuel Magaia e Paulo Samuel Kankhomba, UDENAMO e UNAMI e MANU. A confusão entre nomes próximos é uma das principais causas de erro neste tipo de prova.
A quinta dica é estudar bem o período colonial-fascista (bloco 22 a 33), por ser o mais extenso do exame. Compreende as convenções (1909, 1928, 1934, 1947), as culturas obrigatórias (algodão e arroz), a Concordata Missionária de 1940, o nacionalismo económico de Salazar e a substituição do Acto Colonial pelas províncias ultramarinas. Estes temas reaparecem ano após ano nos exames de admissão da UEM.
A sexta dica é conhecer a fundo a história da FRELIMO e da luta armada: actividades entre 1962 e 1964, criação do Destacamento Feminino, mortes de Filipe Samuel Magaia, Paulo Samuel Kankhomba e Eduardo Mondlane, Operação Nó Górdio, Operação Doninha, massacres de Inhaminga e Acordos de Lusaka. Constrói uma linha do tempo só para o período 1962-1975.
A sétima dica é gerir bem o tempo: 90 minutos para 40 questões dão pouco mais de dois minutos por questão. Faz uma primeira leitura rápida da prova, responde primeiro às que dominas com segurança e deixa as questões de ordenação cronológica e as mais complexas para uma segunda passagem. Não te demores em nenhuma pergunta isolada.
A oitava dica é treinar com exames de anos anteriores da UEM. Muitos temas e até formatos de questão repetem-se. Resolver pelo menos três a quatro provas de admissão de História I de anos anteriores ajuda-te a perceber o padrão e a ganhar velocidade.