A primeira regra para esta prova é clara: se não dominas História de Moçambique, não passas neste exame. Não há blocos compensatórios de História Geral ou de África para “salvar” a nota, pelo que precisas de chegar à sala com a cronologia nacional bem assente, do milénio I até 1994.
No bloco pré-colonial, concentra a tua revisão nos grandes estados: Mwenemutapa (estrutura político-administrativa com o Mambo no centro e os chefes provinciais Mambo ou Muri, a cobrança do mussoco como principal forma de exploração económica, o papel dos Mushas e Muzimos nas cerimónias das chuvas), Estado Marave (conquista do clã Phiri e o casamento obrigatório com a rainha do clã Banda), Estados Ajauas (também conhecidos como Estados Yao), Grande Zimbabwe (extinto por volta de 1450) e Manyikene (centro comercial localizado na actual província de Inhambane). Treina-te a associar cada estado à sua localização geográfica, ao seu fundador e às suas actividades económicas, porque é exactamente este tipo de associação que o exame testa.
Para a expansão bantu, fixa que a teoria linguística é a dominante e que os Chopi e os Ndau surgiram por volta de 1640. Sobre os povos pastores construtores em pedra do planalto entre o Zambeze e o Limpopo, no século XI, a resposta é Shona. Sobre as sociedades matrilineares, lembra-te que predominavam a norte do rio Zambeze.
No bloco colonial, as datas e as instituições contam muito. Memoriza com cuidado o Decreto de 30/06/1890 (criação das Companhias Majestáticas, sendo as duas existentes em Moçambique a Companhia de Moçambique, que ocupava Sofala e Manica, e a Companhia do Niassa), os regulamentos de passe de Lourenço Marques de 1891 (cujo objectivo era criar uma força de trabalho estável com baixos salários), o ano de 1910 (criação da Intendência dos Negócios Indígenas e proclamação da República em Portugal), o primeiro Plano de Fomento (1953 a 1958) e a política das “portas abertas” (1961 a 1974, marcada pela abolição das culturas obrigatórias e revogação do condicionamento industrial). Para as Companhias Arrendatárias do vale do Zambeze, a instituição tributária central era o mussoco.
Sobre Luciano Cordeiro, fixa que participou na Conferência de Berlim (1884 a 1885) na qualidade de Secretário da Sociedade de Geografia de Lisboa. Sobre as resistências em Cabo Delgado e Niassa, destaca-se Farelay.
No bloco da independência e do Moçambique pós-1975, a memorização dos marcos políticos é decisiva: 25 de Junho de 1975 (independência proclamada por Samora Machel), adesão ao Banco Mundial e FMI depois do 4.º Congresso da FRELIMO, PPI como primeiro programa de desenvolvimento aprovado após a independência, Acordo Geral de Paz de Roma (Outubro de 1992) entre o Governo de Moçambique e a RENAMO, primeiras eleições gerais multipartidárias em 1994 e Joaquim Chissano como primeiro Presidente eleito democraticamente.
Quanto à gestão do tempo, com 90 minutos para 40 questões, não te podes prender em questões difíceis. Faz uma primeira passagem rápida respondendo a tudo o que sabes de imediato (provavelmente metade do exame), e só depois volta às questões mais complicadas. Lembra-te que cada questão tem 5 alternativas, o que reduz o valor estatístico do chute aleatório: prefere sempre a eliminação de hipóteses claramente erradas antes de marcar uma resposta por intuição.
Treina com exames anteriores da UEM (2021, 2022, 2024) porque o estilo de pergunta e o vocabulário (expressões como “tomando como referência a periodização”, “no âmbito da chamada política de”) repetem-se com frequência. Não negligencies também os pormenores aparentemente menores, como nomes de chefes provinciais, datas de fundação de feitorias (Sena e Tete em 1530) ou o número aproximado de colonos em 1960 (cerca de 97.000), porque várias questões dependem precisamente deste tipo de detalhe factual.