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História 1 UEM 2023 (Enunciado)

Se estás a preparar-te para o Exame de Admissão de História I da Universidade Eduardo Mondlane de 2023, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras tudo o…

Exame de Admissão Capa de História 1 UEM 2023 (Enunciado)

Ficha técnica do exame

Tipo
Ano
Disciplina / Área
Tamanho
1.8 MB · PDF

Aviso: material disponibilizado para fins educacionais. Os direitos pertencem aos respectivos autores e instituições. Se for o titular dos direitos e pretender a remoção, contacte-nos.

Sobre este exame

Duração
90 minutos
Cotação total
20 Valores
Dificuldade
Difícil
Estrutura
O Exame de História I da UEM 2023 corresponde à Parte 2 da prova integrada de admissão (a Parte 1 é dedicada à Geografia) e é composto por 40 questões de escolha múltipla numeradas de 41 a 80, cada uma com 5 alternativas (A, B, C, D e E), a resolver em 90 minutos. Isto dá, em média, pouco mais de 2 minutos por questão, ritmo bastante mais exigente do que o de outras edições recentes do mesmo exame.

As respostas são preenchidas numa Folha de Respostas de leitura óptica. Para evitar anulações, o enunciado recomenda preencher primeiro a lápis HB e só depois passar a esferográfica azul ou preta, uma vez que questões com mais de uma resposta ou com borrões são automaticamente anuladas pela máquina.

A grande característica deste exame é que ele incide quase exclusivamente sobre a História de Moçambique, ao contrário de outras edições que reservam blocos para História Geral e História de África. A distribuição temática observada é a seguinte:

Questões 41 a 60, História de Moçambique pré-colonial. Periodização, fixação bantu, organização social matrilinear e patrilinear, fontes históricas, Estado de Mwenemutapa (administração, cargos, religião, economia tributária), Estado Marave, Estados Ajauas, Grande Zimbabwe, Manyikene, estados militares do Zambeze, Mfecane e a primeira vaga europeia. Este é o maior bloco do exame, com cerca de 50% das questões.

Questões 61 a 71, Período colonial. Conferência de Berlim e Luciano Cordeiro, penetração pelo Zambeze em 1530, regulamentos de passe em Lourenço Marques, resistências em Cabo Delgado e Niassa, organização administrativa (concelhos), Intendência dos Negócios Indígenas, Companhias Majestáticas e Arrendatárias, organizações associativas africanas e o primeiro Plano de Fomento. Representa cerca de 27,5% do exame.

Questões 72 a 80, Luta de libertação e Moçambique independente. Proclamação da independência, adesão às instituições de Bretton Woods, primeiros programas de desenvolvimento (PPI, PROAGRI), política das "portas abertas", Acordo Geral de Paz de 1992, primeiras eleições multipartidárias de 1994 e Joaquim Chissano como primeiro Presidente eleito democraticamente. Cerca de 22,5% do exame.

Em termos práticos, mais de 95% das questões incidem sobre História de Moçambique, o que faz desta prova uma das mais focadas e exigentes em conhecimento nacional do conjunto dos exames de admissão.

Tópicos abordados

  • Periodização da história de Moçambique e os acordos coloniais de fornecimento de mão-de-obra
  • Surgimento das unidades etnolinguísticas (Chopi e Ndau, por volta de 1640)
  • Expansão e fixação bantu em Moçambique
  • Organização social pré-colonial: sociedades matrilineares a norte do Zambeze e patrilineares a sul
  • Cargo de Mambo no Estado de Mwenemutapa e a administração central
  • Fontes para o estudo da história de Moçambique (orais, arqueológicas, escritas, iconográficas)
  • Migrações do século XI e os povos Shona (construtores em pedra)
  • Tráfico de escravos após a abolição oficial de 1836 e 1842 (Xeicados de Quitangonha, Sancul, Sangage, Sultanato de Angoxe e Prazos)
  • Teoria linguística como explicação dominante da expansão bantu
  • Penetração mercantil árabe na costa moçambicana (séculos IX a XVI)
  • Fim do Grande Zimbabwe (cerca de 1450)
  • Manyikene como centro comercial do Grande Zimbabwe (província de Inhambane)
  • Estados militares do vale do Zambeze (Massangano, Macanga e Zumbo)
  • Estados Ajauas no norte de Moçambique (séculos XVIII e XIX) e os Estados Yao
  • Mwenemutapa: cobrança do mussoco como principal forma de exploração económica
  • Chefes provinciais do Mwenemutapa (Mambo ou Muri)
  • Conquista Marave e o casamento obrigatório do monarca Phiri com uma rainha do clã Banda
  • Religião no Mwenemutapa e o papel dos Mushas/Muzimos na invocação das chuvas
  • Formação dos últimos Estados pré-imperialistas Nguni e o Mfecane
  • Primeira vaga da expansão europeia para África (portugueses, séculos XV e XVI)
  • Delegação portuguesa à Conferência de Berlim (1884 a 1885) e Luciano Cordeiro
  • Penetração portuguesa pelo vale do Zambeze em 1530 (fundação de Sena e Tete)
  • Regulamentos de passe em Lourenço Marques (1891) e a fixação da força de trabalho colonial
  • Resistências em Cabo Delgado e Niassa (Farelay, Macanga)
  • Instalação do aparelho colonial nas áreas europeias: concelhos
  • Intendência dos Negócios Indígenas (1910) e proclamação da República em Portugal
  • Companhias Majestáticas: Companhia de Moçambique e Companhia do Niassa (Decreto de 30/06/1890)
  • Território da Companhia de Moçambique (Sofala e Manica)
  • Mussoco como principal instituição tributária das Companhias Arrendatárias no Zambeze
  • Organizações associativas africanas antes de 1910 (Grémio Africano, Liga Africana, Centro Associativo, Instituto Negrófilo)
  • Planos de Fomento e o primeiro Plano (1953 a 1958)
  • Proclamação da Independência por Samora Machel (25 de Junho de 1975)
  • Adesão de Moçambique ao Banco Mundial e ao FMI (após o 4.º Congresso da FRELIMO)
  • Primeiro programa de desenvolvimento pós-independência (PPI, Plano Prospectivo e Indicativo)
  • PROAGRI e a sua aprovação no quadro dos planos quinquenais
  • Crescimento da população colona até 1960 (cerca de 97.000 colonos)
  • Política das "portas abertas" (1961 a 1974) e o fim do regime do indigenato
  • Acordo Geral de Paz de Roma (Outubro de 1992) entre o Governo de Moçambique e a RENAMO
  • Primeiras Eleições Gerais e Multipartidárias (1994)
  • Joaquim Chissano como primeiro Presidente da República eleito democraticamente

Dicas de preparação

A primeira regra para esta prova é clara: se não dominas História de Moçambique, não passas neste exame. Não há blocos compensatórios de História Geral ou de África para “salvar” a nota, pelo que precisas de chegar à sala com a cronologia nacional bem assente, do milénio I até 1994.

No bloco pré-colonial, concentra a tua revisão nos grandes estados: Mwenemutapa (estrutura político-administrativa com o Mambo no centro e os chefes provinciais Mambo ou Muri, a cobrança do mussoco como principal forma de exploração económica, o papel dos Mushas e Muzimos nas cerimónias das chuvas), Estado Marave (conquista do clã Phiri e o casamento obrigatório com a rainha do clã Banda), Estados Ajauas (também conhecidos como Estados Yao), Grande Zimbabwe (extinto por volta de 1450) e Manyikene (centro comercial localizado na actual província de Inhambane). Treina-te a associar cada estado à sua localização geográfica, ao seu fundador e às suas actividades económicas, porque é exactamente este tipo de associação que o exame testa.

Para a expansão bantu, fixa que a teoria linguística é a dominante e que os Chopi e os Ndau surgiram por volta de 1640. Sobre os povos pastores construtores em pedra do planalto entre o Zambeze e o Limpopo, no século XI, a resposta é Shona. Sobre as sociedades matrilineares, lembra-te que predominavam a norte do rio Zambeze.

No bloco colonial, as datas e as instituições contam muito. Memoriza com cuidado o Decreto de 30/06/1890 (criação das Companhias Majestáticas, sendo as duas existentes em Moçambique a Companhia de Moçambique, que ocupava Sofala e Manica, e a Companhia do Niassa), os regulamentos de passe de Lourenço Marques de 1891 (cujo objectivo era criar uma força de trabalho estável com baixos salários), o ano de 1910 (criação da Intendência dos Negócios Indígenas e proclamação da República em Portugal), o primeiro Plano de Fomento (1953 a 1958) e a política das “portas abertas” (1961 a 1974, marcada pela abolição das culturas obrigatórias e revogação do condicionamento industrial). Para as Companhias Arrendatárias do vale do Zambeze, a instituição tributária central era o mussoco.

Sobre Luciano Cordeiro, fixa que participou na Conferência de Berlim (1884 a 1885) na qualidade de Secretário da Sociedade de Geografia de Lisboa. Sobre as resistências em Cabo Delgado e Niassa, destaca-se Farelay.

No bloco da independência e do Moçambique pós-1975, a memorização dos marcos políticos é decisiva: 25 de Junho de 1975 (independência proclamada por Samora Machel), adesão ao Banco Mundial e FMI depois do 4.º Congresso da FRELIMO, PPI como primeiro programa de desenvolvimento aprovado após a independência, Acordo Geral de Paz de Roma (Outubro de 1992) entre o Governo de Moçambique e a RENAMO, primeiras eleições gerais multipartidárias em 1994 e Joaquim Chissano como primeiro Presidente eleito democraticamente.

Quanto à gestão do tempo, com 90 minutos para 40 questões, não te podes prender em questões difíceis. Faz uma primeira passagem rápida respondendo a tudo o que sabes de imediato (provavelmente metade do exame), e só depois volta às questões mais complicadas. Lembra-te que cada questão tem 5 alternativas, o que reduz o valor estatístico do chute aleatório: prefere sempre a eliminação de hipóteses claramente erradas antes de marcar uma resposta por intuição.

Treina com exames anteriores da UEM (2021, 2022, 2024) porque o estilo de pergunta e o vocabulário (expressões como “tomando como referência a periodização”, “no âmbito da chamada política de”) repetem-se com frequência. Não negligencies também os pormenores aparentemente menores, como nomes de chefes provinciais, datas de fundação de feitorias (Sena e Tete em 1530) ou o número aproximado de colonos em 1960 (cerca de 97.000), porque várias questões dependem precisamente deste tipo de detalhe factual.

Sobre este material

Se estás a preparar-te para o Exame de Admissão de História I da Universidade Eduardo Mondlane de 2023, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras tudo o que precisas de saber sobre a prova: os conteúdos cobrados, a forma como está organizada, dicas práticas de preparação e o grau de dificuldade, tudo pensado para estudares de forma orientada e chegares à sala de exame com confiança. Trata-se de uma prova do Departamento de Admissão à Universidade (DAU) da UEM, modelo igualmente aceite pela Universidade Zambeze (UniZambeze), pelo Instituto Superior Politécnico de Quissico (ISPQ) e pela Universidade Joaquim Chissano (UJC).

Pré-visualização do exame

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Perguntas frequentes

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