Saltar para o conteúdo

História 1 UEM 2024 (Enunciado)

Se estás a preparar-te para o Exame de Admissão de História I da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) referente a 2024, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras…

Exame de Admissão Capa de História 1 UEM 2024 (Enunciado)

Ficha técnica do exame

Tipo
Ano
Disciplina / Área
Tamanho
2 MB · PDF

Aviso: material disponibilizado para fins educacionais. Os direitos pertencem aos respectivos autores e instituições. Se for o titular dos direitos e pretender a remoção, contacte-nos.

Sobre este exame

Duração
180 minutos
Cotação total
20 Valores
Dificuldade
Média
Estrutura
O exame de História I da UEM 2024 é composto por 40 questões de escolha múltipla numeradas de 41 a 80, cada uma com 5 alternativas (A, B, C, D e E), a resolver em 180 minutos, o que dá uma média confortável de 4 a 5 minutos por questão. A numeração começa em 41 porque esta é a Parte 2 do exame integrado de admissão, sendo a Parte 1 dedicada a Geografia.

As questões estão distribuídas por blocos temáticos com uma progressão cronológica clara, que acompanha o programa do ensino secundário moçambicano:

Questões 41 a 43, Introdução ao estudo da História. Objecto de estudo da disciplina, importância das fontes históricas e o contributo da arqueologia (Manyikeni e Chibuene).

Questões 44 a 58, História de Moçambique pré-colonial e início da presença europeia. Organização social das primeiras comunidades, expansão bantu, formação dos grandes estados (Mwenemutapa, Marave, Ajaua, Gaza, reinos da costa), mineração, tributos, tráfico de escravos, Vasco da Gama, Mfecane, expansão Nguni e relações com portugueses.

Questões 58 a 69, Período colonial em Moçambique. Relações luso-britânicas, Mapa Cor-de-Rosa, ocupação efectiva, resistências, trabalho migratório, crise de 1929, Estado Novo, condicionamento industrial, Concordata, reformas fiscais, cultivo obrigatório do algodão e Cahora Bassa.

Questões 70 a 72, Luta de libertação e Moçambique pós-independência. Morte de Eduardo Mondlane, sanções contra a Rodésia e os marcos políticos de 1994 (multipartidarismo).

Questões 73 a 75, História de África. Ano de África (1960), processo de descolonização e fundação da SADCC.

Questões 76 a 80, História Universal. Revolução Industrial, alianças militares pré-I Guerra Mundial, fascismo e expansionismo nos anos 30, Revolução Russa e organizações internacionais (SDN).

A distribuição mostra um peso claramente dominante da História de Moçambique (cerca de 70% do exame, somando os blocos pré-colonial, colonial e pós-independência), seguida pela História Universal (12,5%) e pela História de África (7,5%).

Tópicos abordados

  • Objecto de estudo da História e fontes históricas (escritas, orais e arqueológicas)
  • Estações arqueológicas de Manyikeni e Chibuene e o Estado de Zimbabwe
  • Expansão marítima europeia no século XV e países pioneiros
  • Expansão e fixação bantu no I milénio em Moçambique
  • Linhagens matrilineares e patrilineares na organização social pré-colonial
  • Termos religiosos bantu (Muluko, Mulungu, Nungungulu, Mwari, Xikwembo)
  • Unidades políticas pré-coloniais em Moçambique (Mwenemutapa, Marave, Ajaua, Gaza, reinos afro-islâmicos)
  • Mineração e comércio do ouro no Estado de Mwenemutapa
  • Estados Ajauas e seus chefes (Mtalica, Mponda, Jalasi, Mataca)
  • Penetração mercantil árabe-persa na costa moçambicana
  • Percurso de Vasco da Gama em 1498 pela costa moçambicana
  • Tributos no Estado de Mwenemutapa (Curva)
  • Tráfico de escravos em Moçambique e sua abolição
  • Mwenemutapa Gatsi Lucere e o pedido de auxílio aos portugueses em 1607
  • Fundação das feitorias de Sena e Tete (1750 e 1752)
  • Hegemonia dos reinos Maputo, Nuamba e Cossa na Baía de Maputo
  • Formação do Estado de Gaza e o fundador Manicusse (Sochangane)
  • Mfecane e a expansão Nguni
  • Estados militares do vale do Zambeze e a invasão Nguni (Zwangedaba Jere e Nguana Maseko)
  • Relações luso-britânicas e o projecto do Mapa Cor-de-Rosa
  • Acordos sobre o trabalho migratório (Modus Vivendi 1901, Convenção de 1909, Acordo de 1928)
  • Resistências à ocupação efectiva em Cabo Delgado (Molide-volay, Faralay, Komala)
  • Crise económica mundial de 1929 e seus efeitos em Moçambique
  • Salazar e o Estado Novo português (1932 a 1968)
  • Lei do condicionamento industrial de 1936
  • Concordata e Acordo Missionário de 1940
  • Reformas fiscais coloniais (palhota, mussoco, capitação)
  • Cultivo obrigatório do algodão e instituições reguladoras (JEAC, FFA, CICA, IAM)
  • Barragem de Cahora Bassa (1969 a 1974)
  • Eduardo Mondlane e a luta de libertação nacional
  • Sanções de Moçambique contra a Rodésia do Sul em 1976
  • Marcos de 1994 (multipartidarismo e primeiras eleições gerais)
  • Ano de África (1960) e descolonização africana
  • Fundação da SADCC (1980) e seus membros fundadores
  • Revolução Industrial e a invenção da máquina a vapor por James Watt
  • Tripla Aliança e Tripla Entente nas vésperas da I Guerra Mundial
  • Imperialismo fascista entre as duas guerras (invasão da Etiópia pela Itália, 1935)
  • Revolução Bolchevique de 1917 e o seu carácter socialista
  • Sociedade das Nações (SDN) e a Conferência de Paris

Dicas de preparação

A primeira regra para este exame é simples: a História de Moçambique é decisiva. Mais de duas em cada três questões incidem sobre o teu país, pelo que dominar este conteúdo é o caminho mais curto para uma boa nota. Concentra-te nos grandes estados pré-coloniais (Mwenemutapa, Marave, Gaza, Ajauas, reinos afro-islâmicos e reinos do sul) e treina-te a associar cada estado ao seu fundador, à sua localização geográfica, às suas actividades económicas e aos seus principais conflitos. Trabalha tabelas-resumo com colunas para estado, líder, região, economia e relação com os portugueses, porque é exactamente este tipo de associação que o exame testa.

No bloco colonial, as datas e os instrumentos legais são frequentemente cobrados. Memoriza com cuidado o Modus Vivendi de 1901, a Convenção de 1909 (e a duração do contrato dos mineiros, que era de 12 meses renováveis por mais 6), o Acordo de 1928, a lei do condicionamento industrial de 1936, a Concordata de 1940, a substituição do imposto de palhota pelo imposto de capitação em 1942, e a criação de instituições ligadas ao algodão (JEAC em 1938, IAM, CICA, FFA). Estuda também as reformas administrativas e os mecanismos de exploração colonial, porque costumam aparecer numa ou duas questões.

Para o período da luta de libertação e Moçambique independente, fixa as datas-chave: Cahora Bassa (construída entre 1969 e 1974), morte de Eduardo Mondlane (3 de Fevereiro de 1969), independência (1975), sanções contra a Rodésia (1976), Acordo de Nkomati (1984), morte de Samora Machel (1986), Acordo Geral de Paz (1992), nova Constituição multipartidária (1990) e primeiras eleições multipartidárias (1994).

No bloco de História de África, presta especial atenção ao Ano de África (1960). Decora a lista dos países que se tornaram independentes nesse ano, sobretudo as antigas colónias francesas (Senegal, Camarões, Costa do Marfim, Congo, Somália, Togo, Gabão, Chade, Madagáscar e Mali), porque é uma questão clássica em quase todos os exames. Para a SADCC, fixa o ano de fundação (1980) e os nove membros fundadores (Angola, Botsuana, Lesoto, Malawi, Moçambique, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe), notando que a África do Sul só aderiu depois do fim do apartheid.

Para a História Universal, foca-te em quatro grandes temas que se repetem ano após ano: Revolução Industrial (inventos e inventores, com destaque para James Watt e a máquina a vapor), I Guerra Mundial (Tripla Aliança e Tripla Entente, causas e consequências), período entre-guerras (crise de 1929, fascismo, nazismo e expansionismo) e II Guerra Mundial e suas consequências (criação da ONU em substituição da SDN).

Quanto à gestão do tempo, tens 180 minutos para 40 questões, o que te dá uma folga muito generosa. Aproveita essa margem para fazer duas leituras: primeiro resolve as questões em que tens certeza, marca com um ponto de interrogação as duvidosas, e regressa a estas no final com a cabeça mais fresca. Cuidado com questões formuladas pela negativa (do tipo “qual das seguintes afirmações está incorrecta?”), que aparecem regularmente e induzem em erro candidatos apressados.

Por fim, treina com exames de anos anteriores. Muitas questões repetem-se com pequenas variações, sobretudo as relativas a datas, fundadores de estados, tratados coloniais e países independentes em 1960. Resolver pelo menos cinco a sete exames passados antes do dia da prova é provavelmente o investimento com melhor retorno que podes fazer.

Sobre este material

Se estás a preparar-te para o Exame de Admissão de História I da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) referente a 2024, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras tudo o que precisas de saber sobre a prova: os conteúdos cobrados, a forma como está organizada, dicas práticas de preparação e o grau de dificuldade, tudo pensado para estudares de forma orientada e chegares à sala de exame com confiança. Trata-se de uma prova do Departamento de Admissão à Universidade (DAU) da UEM, modelo igualmente aceite pela Universidade Zambeze (UniZambeze), pelo Instituto Superior Politécnico de Quissico (ISPQ) e pela Universidade Joaquim Chissano (UJC).

Pré-visualização do exame

Caso a pré-visualização não carregue, abra o PDF numa nova aba.

Perguntas frequentes

Como baixar o exame de admissão de História 1?

Use o botão "Baixar exame em PDF" no topo desta página. O ficheiro abre no seu navegador e pode ser guardado no dispositivo.

O download é gratuito?

Sim. Todos os materiais disponibilizados no Edu Moz são de acesso livre e gratuito para fins educacionais.

Onde encontro a resolução deste exame?

Esta página apresenta apenas o enunciado. As resoluções, quando disponíveis, são publicadas como conteúdo separado e ficam visíveis na secção de exames relacionados.

Como utilizar este material para estudar?

Resolva o exame primeiro sem consultar respostas, marcando o tempo. Em seguida, compare com a resolução, identifique as questões em que teve dificuldade e revise os tópicos correspondentes nos seus apontamentos ou manual escolar.

Outros exames de admissão