A primeira regra para este exame é simples: a História de Moçambique é decisiva. Mais de duas em cada três questões incidem sobre o teu país, pelo que dominar este conteúdo é o caminho mais curto para uma boa nota. Concentra-te nos grandes estados pré-coloniais (Mwenemutapa, Marave, Gaza, Ajauas, reinos afro-islâmicos e reinos do sul) e treina-te a associar cada estado ao seu fundador, à sua localização geográfica, às suas actividades económicas e aos seus principais conflitos. Trabalha tabelas-resumo com colunas para estado, líder, região, economia e relação com os portugueses, porque é exactamente este tipo de associação que o exame testa.
No bloco colonial, as datas e os instrumentos legais são frequentemente cobrados. Memoriza com cuidado o Modus Vivendi de 1901, a Convenção de 1909 (e a duração do contrato dos mineiros, que era de 12 meses renováveis por mais 6), o Acordo de 1928, a lei do condicionamento industrial de 1936, a Concordata de 1940, a substituição do imposto de palhota pelo imposto de capitação em 1942, e a criação de instituições ligadas ao algodão (JEAC em 1938, IAM, CICA, FFA). Estuda também as reformas administrativas e os mecanismos de exploração colonial, porque costumam aparecer numa ou duas questões.
Para o período da luta de libertação e Moçambique independente, fixa as datas-chave: Cahora Bassa (construída entre 1969 e 1974), morte de Eduardo Mondlane (3 de Fevereiro de 1969), independência (1975), sanções contra a Rodésia (1976), Acordo de Nkomati (1984), morte de Samora Machel (1986), Acordo Geral de Paz (1992), nova Constituição multipartidária (1990) e primeiras eleições multipartidárias (1994).
No bloco de História de África, presta especial atenção ao Ano de África (1960). Decora a lista dos países que se tornaram independentes nesse ano, sobretudo as antigas colónias francesas (Senegal, Camarões, Costa do Marfim, Congo, Somália, Togo, Gabão, Chade, Madagáscar e Mali), porque é uma questão clássica em quase todos os exames. Para a SADCC, fixa o ano de fundação (1980) e os nove membros fundadores (Angola, Botsuana, Lesoto, Malawi, Moçambique, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe), notando que a África do Sul só aderiu depois do fim do apartheid.
Para a História Universal, foca-te em quatro grandes temas que se repetem ano após ano: Revolução Industrial (inventos e inventores, com destaque para James Watt e a máquina a vapor), I Guerra Mundial (Tripla Aliança e Tripla Entente, causas e consequências), período entre-guerras (crise de 1929, fascismo, nazismo e expansionismo) e II Guerra Mundial e suas consequências (criação da ONU em substituição da SDN).
Quanto à gestão do tempo, tens 180 minutos para 40 questões, o que te dá uma folga muito generosa. Aproveita essa margem para fazer duas leituras: primeiro resolve as questões em que tens certeza, marca com um ponto de interrogação as duvidosas, e regressa a estas no final com a cabeça mais fresca. Cuidado com questões formuladas pela negativa (do tipo “qual das seguintes afirmações está incorrecta?”), que aparecem regularmente e induzem em erro candidatos apressados.
Por fim, treina com exames de anos anteriores. Muitas questões repetem-se com pequenas variações, sobretudo as relativas a datas, fundadores de estados, tratados coloniais e países independentes em 1960. Resolver pelo menos cinco a sete exames passados antes do dia da prova é provavelmente o investimento com melhor retorno que podes fazer.