Dado o forte peso da História de Moçambique, concentra a maior parte do teu tempo de estudo nos períodos pré-colonial e colonial. Domina os mapas dos Estados pré-coloniais (Mwenemutapa e seus vassalos como Báruè, Quiteve, Manica, Sedanda; os Estados Ajaua de Mtalica, Mataca, Macanjila, Jalasi, Mponda e Matipuiri; o Estado do Grande Zimbabwe; e o Estado de Gaza). Memoriza nomes, localizações e relações de vassalagem, porque é exactamente esse tipo de detalhe factual que aparece nas alternativas.
Trabalha bem as datas-chave: 1488 (Bartolomeu Dias dobra o Cabo da Boa Esperança), 1498 (Vasco da Gama em Moçambique), 1629 (tratado entre o Mwenemutapa Mavura e os portugueses), 1884-1885 (Conferência de Berlim), 1891 (acordo luso-britânico sobre a fronteira ocidental), 1901 (acordo com a WENELA), 1928 (Convenção com a União Sul-africana), 1930 (Acto Colonial e Concordata), 1949 (fundação do NESAM), 1974 (Acordo de Lusaka), 1980 (Metical e SADCC) e 1987 (PRE e morte de Samora Machel). Faz uma linha do tempo pessoal com estas datas, é uma das ferramentas mais eficazes para este tipo de prova.
Para os Prazos da Coroa e os Estados Militares do Zambeze, associa cada figura ao seu território: Sisnando Dias Baião (Massuampaca), António Lobo da Silva (Nhema), Lourenço de Mattos (Maponda), Bonga (Cruz), Joaquim da Cruz (Nhaude) e Gonçalo Caetano Pereira (Massangano). Sobre a Mfecane, organiza um quadro com os líderes Nguni que migraram para o norte (Zwangedaba Jere, Mzilikazi, Soshangane/Manicusse, Nguana Maseko) e separa-os daqueles que não fizeram parte da expansão (caso de Nhantsimba Mutota, que pertence a outro contexto histórico).
No bloco colonial, presta especial atenção às formas de exploração (trabalho migratório, cultura obrigatória do algodão a partir de 1926, regime das companhias majestáticas) e aos territórios geridos directamente por Lisboa (Inhambane, Maputo, Sofala e Nampula). No protonacionalismo, fixa O Brado Africano e a ligação aos irmãos Albasini, a Estácio Dias e a Karel Pott, e na fase do nacionalismo organizado, o papel do NESAM e a evolução ideológica da FRELIMO até ao III Congresso.
Para a parte de História Geral, prioriza as causas e consequências das duas Guerras Mundiais, os antecedentes da II Guerra (invasão da Etiópia pela Itália, guerra civil em Espanha, subida de Hitler ao poder, invasão japonesa da Manchúria) e a entrada dos EUA na guerra após o ataque a Pearl Harbour em 1941. Lembra-te que a Formação da ONU é uma consequência, não um antecedente, da II Guerra. No bloco da exploração europeia de África, identifica bem o objectivo real das expedições (reconhecimento financiado pelos governos europeus que antecedeu a colonização efectiva), porque várias alternativas usam formulações enganadoras como “propagação da reforma religiosa” ou “campanhas militares de colonização”, que não correspondem à fase exploratória.
Treina a leitura atenta dos enunciados que pedem para identificar a afirmação incorrecta ou o que não fez parte de determinado processo, porque são questões onde se perde mais ponto por desatenção do que por desconhecimento. Faz pelo menos dois ou três exames de admissão de História de anos anteriores em condições reais de tempo (90 minutos), porque a gestão do relógio nesta prova é decisiva.