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História 1 UEM 2025 (Enunciado)

Se estás a preparar-te para o Exame de Admissão de História I de 2025, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras tudo o que precisas de saber…

Exame de Admissão Capa de História 1 UEM 2025 (Enunciado)

Ficha técnica do exame

Tipo
Ano
Disciplina / Área
Tamanho
2 MB · PDF

Aviso: material disponibilizado para fins educacionais. Os direitos pertencem aos respectivos autores e instituições. Se for o titular dos direitos e pretender a remoção, contacte-nos.

Sobre este exame

Duração
90 minutos
Cotação total
20 Valores
Dificuldade
Difícil
Estrutura
O exame de História I de 2025 é composto por 40 questões de escolha múltipla, numeradas de 41 a 80, a resolver no tempo limite de 90 minutos. Cada questão apresenta 5 alternativas (de A a E), das quais apenas uma é correcta, e as respostas devem ser preenchidas na folha de respostas fornecida (a máquina de leitura óptica anula questões com mais de uma resposta ou com borrões, daí a recomendação para usar primeiro o lápis HB e só depois a esferográfica).

A prova organiza-se em três grandes blocos temáticos. O primeiro bloco, dedicado à História de Moçambique pré-colonial e colonial, é o mais extenso e cobre da questão 41 até cerca da questão 70, abordando desde a organização das primeiras comunidades, os Estados pré-coloniais (Mwenemutapa, Ajaua, Gaza, Prazos, Estados Militares do Zambeze), a Mfecane e os reinos afro-islâmicos, até à ocupação efectiva portuguesa, o trabalho migratório, as companhias majestáticas, o protonacionalismo e a luta pela independência liderada pela FRELIMO, terminando com factos do Moçambique independente (Metical, SADCC, PRE). O segundo bloco, de História Geral de África, integra-se neste mesmo conjunto e trata da exploração europeia do continente, das resistências africanas (Chilembwe) e do processo de descolonização (Ano de África de 1960). O terceiro bloco, de História Geral, surge nas últimas questões (75 a 80) e cobre a Revolução Industrial, a Revolução Francesa, as duas Guerras Mundiais e a crise económica de 1929.

A distribuição privilegia claramente a História de Moçambique, que representa mais de dois terços da prova, seguida da História de África e, em menor escala, da História Geral.

Tópicos abordados

  • Objecto e metodologia de estudo da História
  • Expansão marítima europeia e contactos iniciais com a costa moçambicana (Bartolomeu Dias e Vasco da Gama)
  • Organização social das primeiras comunidades em Moçambique e linhagens predominantes a sul do Zambeze
  • Estado dos Mwenemutapa e seus Estados satélites (vassalos)
  • Estados Ajaua (Yao) e sua composição política
  • Prazos da Coroa do Vale do Zambeze e a figura dos prazeiros (Sisnando Dias Baião, António Lobo da Silva, Bonga, Nhaude)
  • Expansão Bantu e estruturação política das sociedades entre o Zambeze e o Limpopo (Mambo, Fumo, Mukuro, Encosse)
  • Actividades económicas no Estado do Grande Zimbabwe
  • Tratado de 1629 entre o Mwenemutapa e os portugueses (Mavura)
  • Exércitos negros dos prazeiros (Achicundas) e organização militar
  • Estados Militares do Vale do Zambeze no século XIX (Massangano e Gonçalo Caetano Pereira)
  • Mfecane na Zululândia e expansão Nguni na África Austral (Zwangedaba, Mzilikazi, Soshangane, Nguana Maseko)
  • Estado de Gaza, Ngungunhane e a mudança da capital para Mandlakazi (1889)
  • Reinos afro-islâmicos da costa norte e o comércio do marfim no século XIX
  • Conferência de Berlim (1884-1885) e o princípio da ocupação efectiva
  • Definição das fronteiras de Moçambique e o projecto do mapa cor-de-rosa
  • Resistência à ocupação colonial: revolta de Barué (1917-1920) liderada por Mocuto-muno e Kuphula
  • Trabalho migratório, WENELA (1901) e a Convenção de 1928 com a União Sul-africana
  • Companhias majestáticas e arrendatárias na administração colonial
  • Cultura obrigatória do algodão (1926)
  • Imprensa e protonacionalismo: O Brado Africano, irmãos Albasini, Estácio Dias e Karel Pott
  • Planos de fomento e colonatos da década de 1950 (Limpopo, Revué, Sabié, Nova Madeira)
  • Eduardo Mondlane e o NESAM (Núcleo de Estudantes Secundários de Moçambique, 1949)
  • Acto Colonial, Carta Orgânica do Império, Concordata e Acordo Missionário (1930)
  • Acordo de Lusaka (7 de Setembro de 1974)
  • III Congresso da FRELIMO e a adopção do Marxismo-Leninismo
  • Introdução do Metical (16 de Junho de 1980)
  • Adesão de Moçambique à SADCC (Abril de 1980)
  • Programa de Reabilitação Económica (PRE) e a morte de Samora Machel (1987)
  • Exploradores europeus de África no século XIX (Caillé, Mungo Park, Stanley, Livingstone, Capelo, Ivens, Serpa Pinto)
  • Países africanos independentes em 1914 (Etiópia e Libéria)
  • Resistências à colonização: John Chilembwe na Niassalândia (1915)
  • Ano de África (1960) e independências africanas
  • Revolução Industrial e a invenção da máquina a vapor (James Watt)
  • Revolução Francesa (1789-1799) e o Iluminismo como base ideológica
  • Causas da I Guerra Mundial
  • Crise económica mundial de 1929 e os países afectados
  • Antecedentes da II Guerra Mundial
  • Entrada dos EUA na II Guerra Mundial e o ataque a Pearl Harbour

Dicas de preparação

Dado o forte peso da História de Moçambique, concentra a maior parte do teu tempo de estudo nos períodos pré-colonial e colonial. Domina os mapas dos Estados pré-coloniais (Mwenemutapa e seus vassalos como Báruè, Quiteve, Manica, Sedanda; os Estados Ajaua de Mtalica, Mataca, Macanjila, Jalasi, Mponda e Matipuiri; o Estado do Grande Zimbabwe; e o Estado de Gaza). Memoriza nomes, localizações e relações de vassalagem, porque é exactamente esse tipo de detalhe factual que aparece nas alternativas.

Trabalha bem as datas-chave: 1488 (Bartolomeu Dias dobra o Cabo da Boa Esperança), 1498 (Vasco da Gama em Moçambique), 1629 (tratado entre o Mwenemutapa Mavura e os portugueses), 1884-1885 (Conferência de Berlim), 1891 (acordo luso-britânico sobre a fronteira ocidental), 1901 (acordo com a WENELA), 1928 (Convenção com a União Sul-africana), 1930 (Acto Colonial e Concordata), 1949 (fundação do NESAM), 1974 (Acordo de Lusaka), 1980 (Metical e SADCC) e 1987 (PRE e morte de Samora Machel). Faz uma linha do tempo pessoal com estas datas, é uma das ferramentas mais eficazes para este tipo de prova.

Para os Prazos da Coroa e os Estados Militares do Zambeze, associa cada figura ao seu território: Sisnando Dias Baião (Massuampaca), António Lobo da Silva (Nhema), Lourenço de Mattos (Maponda), Bonga (Cruz), Joaquim da Cruz (Nhaude) e Gonçalo Caetano Pereira (Massangano). Sobre a Mfecane, organiza um quadro com os líderes Nguni que migraram para o norte (Zwangedaba Jere, Mzilikazi, Soshangane/Manicusse, Nguana Maseko) e separa-os daqueles que não fizeram parte da expansão (caso de Nhantsimba Mutota, que pertence a outro contexto histórico).

No bloco colonial, presta especial atenção às formas de exploração (trabalho migratório, cultura obrigatória do algodão a partir de 1926, regime das companhias majestáticas) e aos territórios geridos directamente por Lisboa (Inhambane, Maputo, Sofala e Nampula). No protonacionalismo, fixa O Brado Africano e a ligação aos irmãos Albasini, a Estácio Dias e a Karel Pott, e na fase do nacionalismo organizado, o papel do NESAM e a evolução ideológica da FRELIMO até ao III Congresso.

Para a parte de História Geral, prioriza as causas e consequências das duas Guerras Mundiais, os antecedentes da II Guerra (invasão da Etiópia pela Itália, guerra civil em Espanha, subida de Hitler ao poder, invasão japonesa da Manchúria) e a entrada dos EUA na guerra após o ataque a Pearl Harbour em 1941. Lembra-te que a Formação da ONU é uma consequência, não um antecedente, da II Guerra. No bloco da exploração europeia de África, identifica bem o objectivo real das expedições (reconhecimento financiado pelos governos europeus que antecedeu a colonização efectiva), porque várias alternativas usam formulações enganadoras como “propagação da reforma religiosa” ou “campanhas militares de colonização”, que não correspondem à fase exploratória.

Treina a leitura atenta dos enunciados que pedem para identificar a afirmação incorrecta ou o que não fez parte de determinado processo, porque são questões onde se perde mais ponto por desatenção do que por desconhecimento. Faz pelo menos dois ou três exames de admissão de História de anos anteriores em condições reais de tempo (90 minutos), porque a gestão do relógio nesta prova é decisiva.

Sobre este material

Se estás a preparar-te para o Exame de Admissão de História I de 2025, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras tudo o que precisas de saber sobre a prova: os conteúdos cobrados, a forma como está organizada, dicas práticas de preparação e o grau de dificuldade, tudo pensado para estudares de forma orientada e chegares à sala de exame com confiança. Trata-se de uma prova do Departamento de Admissão à Universidade (DAU) da Universidade Eduardo Mondlane, modelo igualmente utilizado pela Universidade Zambeze (UniZambeze), pelo Instituto Superior Politécnico de Quissico (ISPQ) e pela Universidade Joaquim Chissano (UJC).

Pré-visualização do exame

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Perguntas frequentes

Como baixar o exame de admissão de História 1?

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Como utilizar este material para estudar?

Resolva o exame primeiro sem consultar respostas, marcando o tempo. Em seguida, compare com a resolução, identifique as questões em que teve dificuldade e revise os tópicos correspondentes nos seus apontamentos ou manual escolar.

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