A primeira dica é trabalhar a periodização da história de Moçambique como espinha dorsal do estudo. Várias questões dependem da capacidade de localizar um acontecimento no período certo (povoamento bantu, penetração mercantil, ocupação efectiva, colonialismo tardio, independência, economia planificada, multipartidarismo). Constrói uma linha do tempo pessoal com os marcos mais cobrados e revê-a com frequência.
Domina os Estados pré-coloniais com profundidade. Mwenemutapa, Marave, Gaza, Estados militares do Zambeze e Estados Ajaua aparecem repetidamente. Para cada um, organiza fichas com a localização, a estrutura político-administrativa (cargos como Mambo, Muenemusha, Fumo), a economia (curva, ouro, marfim, agricultura), as alianças e os principais soberanos. Não esqueças os centros comerciais regionais como Manyikene e a sua localização provincial.
Memoriza datas-chave do colonialismo português em Moçambique. A prova é exigente nesse ponto: 1498 (Vasco da Gama), 1530 (fundação de Sena e Tete), 1607 (concessão das minas por Gatsi-Lucere), 1686 (Companhia dos Mazanes), 1836 e 1842 (abolição do tráfico), 1884 (Ngungunhane no trono de Gaza), 1887 (linha férrea Beira-Umtáli), 1898 (Maganja da Costa), 1907 (Reforma de Freire de Andrade), 1928 (pagamento diferido obrigatório), 1940 (Concordata), 1942 (substituição do Imposto de Palhota), 1947 (Circular do Nacionalismo Económico).
Trabalha o período pós-independência com atenção às siglas e aos instrumentos de planificação. UNAMI, FRELIMO, OMM, PPI, PRE, PARPA, PEI, PQG, SADCC, SADC, Linha da Frente: cada uma destas siglas costuma ter pelo menos uma questão associada, com data de criação ou de transformação. Faz uma tabela com sigla, significado, ano e função.
Treina a leitura activa do enunciado. Várias perguntas são contextualizadas com um parágrafo introdutório que contém pistas importantes para identificar a resposta correcta. Sublinha mentalmente expressões como “primeira fase”, “terceira fase”, “no mesmo ano”, “depois de” e “antes de”, pois funcionam como filtros temporais que eliminam alternativas.
Gere o tempo com disciplina. Com 90 minutos para 40 questões, deves manter um ritmo de cerca de duas perguntas por minuto e meio. Marca primeiro à lápis as respostas em que tens certeza, deixa para o fim as duas ou três questões mais difíceis e só passa a esferográfica depois de uma revisão final. Não te esqueças de pular para a pergunta seguinte sempre que vires a indicação “passe para a pergunta seguinte”, pois essas vêm anuladas.
Por último, treina com exames de admissão de anos anteriores da UEM. A estrutura, o estilo das alternativas e a distribuição temática repetem-se com elevada consistência ano após ano, pelo que resolver pelo menos três exames anteriores em condições simuladas é o melhor termómetro do teu nível de preparação.