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História 2 UEM 2023 (Enunciado)

Se estás a preparar-te para o Exame de Admissão de História II da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) referente a 2023, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras…

Exame de Admissão Capa de História 2 UEM 2023 (Enunciado)

Ficha técnica do exame

Tipo
Ano
Disciplina / Área
Tamanho
1.4 MB · PDF

Aviso: material disponibilizado para fins educacionais. Os direitos pertencem aos respectivos autores e instituições. Se for o titular dos direitos e pretender a remoção, contacte-nos.

Sobre este exame

Duração
90 minutos
Cotação total
20 Valores
Dificuldade
Difícil
Estrutura
A prova de História II da UEM 2023 corresponde à Parte 2 do exame de admissão de História e está integralmente dedicada à História de Moçambique, com algumas perguntas que cruzam factos da história regional e mundial enquanto pano de fundo. É composta por 40 questões de escolha múltipla, numeradas de 41 a 80, com cinco alternativas por questão (A, B, C, D, E), das quais apenas uma é correcta. Tens 90 minutos para a resolver.

As respostas são preenchidas numa folha óptica própria, fornecida no início da prova, pelo que deves marcar primeiro a lápis HB e só depois passar a esferográfica azul ou preta, quando tiveres a certeza, para evitar que a máquina de leitura anule respostas com borrões ou duplas marcações.

Em termos de distribuição temática, podes esperar três grandes blocos. O primeiro cobre o Moçambique pré-colonial (primeiras sociedades, unidades etno-linguísticas, contactos com o Índico, Estados de Zimbábwè, Mwenemutapa, Manyikeni, Xeicado de Sancul, Yao e Gaza), o sistema de Prazos e a administração portuguesa nos séculos XVII a XIX. O segundo bloco trata do período colonial moderno (Acto Colonial, Companhia de Moçambique, regulamentação do indigenato, associativismo africano e primeiras greves). O terceiro bloco, com forte presença na prova, abrange o nacionalismo, a Luta de Libertação, a independência e o Moçambique pós-1975 (FRELIMO, OMM, Linha da Frente, SADCC, multipartidarismo, eleições municipais e PRE).

Tópicos abordados

  • Periodização da História de Moçambique (com destaque para a Luta de Libertação Nacional)
  • Primeiras sociedades em Moçambique e contactos com comerciantes da Ásia
  • Estações arqueológicas de referência (Chibuene e Schroda)
  • Unidades etno-linguísticas moçambicanas (Makua, Ndau, Chopi, Tswa, Yao, Ronga) e a sua cronologia, segundo a História de Moçambique, Volume I
  • Viagem de Vasco da Gama (1498) e a rota para a Índia
  • Comércio com o Índico e a Companhia dos Mazanes (1686)
  • Estado de Zimbábwè e a sua cronologia
  • Xeicado de Sancul e as suas origens no século XVI
  • Manyikeni e a sua integração territorial entre os séculos XVI e XVII
  • Estado dos Mwenemutapa e a disputa luso-suaíli pelo controlo do ouro
  • Sistema dos Prazos da Zambézia (incluindo práticas como o mwabvi, a bebida tóxica usada em ordálios)
  • Desanexação administrativa de Moçambique em relação a Goa
  • Bares (campos de mineração de ouro) abertos em 1750
  • Estados Militares do Vale do Zambeze (Massingire, Maganja da Costa, Guengue, Makololo, Mutarara)
  • Abolição do tráfico de escravos por Portugal e o destino dos cativos capturados em Moçambique
  • Estado de Gaza, organização social e o termo tinhloko
  • Comércio dos Yao com a costa do Índico (marfim e missangas)
  • Delimitação da fronteira entre Moçambique e a Swazilândia (1897)
  • Companhia de Moçambique e a introdução do imposto de palhota
  • Regulamentação das funções dos régulos e do trabalho indígena no início do século XX
  • Associativismo africano: Grémio Africano de Quelimane, Instituto Negrófilo, Grémios Africanos de Lourenço Marques e Manica e Sofala
  • União dos Negros Lusitanos (1936) e o associativismo nativista
  • Associação Mútua dos Engraxadores de Lourenço Marques (1946)
  • Greves operárias (incluindo a açucareira de Xinavane)
  • Acto Colonial (1930) e a sua revogação
  • Movimento dos Jovens Democratas de Moçambique (MJDM) e as suas militantes
  • Relações entre a Igreja Católica, o Estado Novo e o nacionalismo africano (audiência do Papa Paulo VI)
  • Samora Moisés Machel como Presidente da FRELIMO
  • Convenção do Povo de Moçambique e a sua sede no exílio
  • Literatura de contestação ao colonialismo: Nós matámos o cão tinhoso, de Luís Bernardo Honwana (1964)
  • Construção da Barragem de Cahora Bassa
  • Criação da Organização da Mulher Moçambicana (OMM)
  • Linha da Frente, independência do Zimbabwe (1980) e fundação da SADCC
  • Eleição de Joaquim Chissano por sufrágio universal directo e secreto
  • Ofensiva política e organizacional lançada por Samora Machel
  • Consequências da revisão constitucional de 1990 (multipartidarismo)
  • Primeiras eleições municipais (1998) e o factor abstenção
  • Programa de Reabilitação Económica (PRE) e as suas medidas centrais

Dicas de preparação

Como a prova é integralmente de História de Moçambique, deves dar prioridade absoluta ao manual História de Moçambique, Volume I (citado expressamente em várias questões) e aos volumes seguintes da mesma colecção. Treina a leitura atenta dos capítulos sobre povoamento, unidades etno-linguísticas, Estados pré-coloniais, Prazos e comércio do Índico, porque o exame testa muito a cronologia exacta e os nomes próprios.

Faz fichas com datas-chave (1498, 1686, 1750, 1897, 1930, 1936, 1946, 1964, 1980, 1990, 1998), associando cada uma ao acontecimento e ao seu contexto. A prova é muito factual e premeia quem domina a precisão das datas, dos protagonistas e das instituições.

Para o período colonial, organiza um quadro com as principais associações nativistas (Grémio Africano de Lourenço Marques, Grémio Africano de Quelimane, Instituto Negrófilo, União dos Negros Lusitanos, Associação Mútua dos Engraxadores) e os respectivos anos de fundação e cidades-sede. É um dos blocos onde se perdem mais pontos por confusão entre nomes parecidos.

Para a Luta de Libertação Nacional e o pós-independência, domina a sequência: fundação da FRELIMO, lideranças (Mondlane, Samora Machel), Destacamento Feminino e OMM, Cahora Bassa, independência, Linha da Frente, SADCC, multipartidarismo de 1990, eleições gerais e municipais, PRE. Liga cada acontecimento ao seu ano, porque o exame usa frequentemente perguntas do tipo “em que ano”.

Treina também a literatura de contestação (Luís Bernardo Honwana, Noémia de Sousa, José Craveirinha, Rui Knopfli) e as obras-marco, porque costumam aparecer pelo menos uma ou duas perguntas literárias dentro do exame de História.

Faz pelo menos três simulações cronometradas (90 minutos para 40 questões dão pouco mais de dois minutos por pergunta), para te habituares ao ritmo e à pressão do tempo. Sublinha as perguntas em que hesitas e revê-as no fim, antes de marcar a esferográfica.

Por último, planeia a tua estratégia de marcação: responde primeiro às questões que dominas bem, deixa as duvidosas para uma segunda passagem e nunca deixes questões em branco, dado que as respostas erradas e em branco contam da mesma forma para a nota final.

Sobre este material

Se estás a preparar-te para o Exame de Admissão de História II da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) referente a 2023, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras tudo o que precisas de saber sobre a prova: os conteúdos cobrados, a forma como está organizada, dicas práticas de preparação e o grau de dificuldade, tudo pensado para estudares de forma orientada e chegares à sala de exame com confiança. Trata-se de uma prova do Departamento de Admissão à Universidade (DAU) da UEM, modelo igualmente aceite pela Universidade Zambeze (UniZambeze), pelo Instituto Superior Politécnico de Quissico (ISPQ) e pela Universidade Joaquim Chissano (UJC).

Pré-visualização do exame

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Perguntas frequentes

Como baixar o exame de admissão de História 2?

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Como utilizar este material para estudar?

Resolva o exame primeiro sem consultar respostas, marcando o tempo. Em seguida, compare com a resolução, identifique as questões em que teve dificuldade e revise os tópicos correspondentes nos seus apontamentos ou manual escolar.

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