Começa por dominar bem a História de Moçambique no seu todo, porque é praticamente esse o conteúdo do exame. Trabalha por ciclos cronológicos: começa pelos primeiros estados (Mwenemutapa, Marave, Zimbabwe, Ajaua, estados militares do vale do Zambeze), passa para a penetração mercantil árabe e portuguesa, depois para a ocupação efectiva e o sistema colonial, e finalmente para a luta de libertação e a fase pós-independência. Esta ordem cronológica ajuda a fixar datas e a relacionar acontecimentos.
Dá atenção redobrada às datas, aos nomes próprios e às siglas, porque muitas perguntas testam exactamente esse tipo de associação directa. Há datas que aparecem com grande frequência em provas anteriores: 1498 (Vasco da Gama), 1505 (Feitoria de Sofala), 1884 (Ngungunhane no trono de Gaza), 1887 (linha férrea Beira a Machipanda), 1891 (regulamentos de passe), 1907 (Reforma Administrativa de António Enes), 1928 (acordo com a WENELA), 1940 (Concordata e Acordo Missionário), 25 de Setembro de 1964 (início da Luta Armada), 1973 (criação da OMM) e 1984 (acordo com Bretton Woods). Faz uma tabela cronológica e treina-a até a saberes de cor.
Estuda em paralelo as figuras-chave: António Enes, Mouzinho de Albuquerque, Salazar, Ngungunhane, Maguiguane Cossa, Eduardo Mondlane, Samora Machel, Joaquim Chissano. Saber quem fez o quê e em que ano é decisivo, porque várias alternativas erradas apresentam nomes e datas próximos para te confundir.
Treina com exames de admissão da UEM de anos anteriores, porque o formato de escolha múltipla com cinco alternativas repete-se e habituares-te ao estilo das opções faz toda a diferença. Atenção às alternativas muito parecidas (listas de estados, de bancos, de planos ou de presidentes), onde basta um nome trocado para a opção ficar errada: lê todas as cinco opções até ao fim antes de assinalar.
Aproveita o tempo a teu favor. São 180 minutos para 40 questões, o que te dá uma folga real. Responde primeiro às que dominas, marca a lápis HB as duvidosas e volta a elas no fim, conforme indicam as instruções. Só depois de teres a certeza absoluta deves passar à esferográfica azul ou preta, porque qualquer borrão ou marcação dupla anula a questão na leitura óptica.
Cuidado especial com perguntas que apresentam várias datas próximas (como 1779, 1833, 1884, 1898, 1920 para a ocupação de Maganja da Costa, ou 1953-1958, 1959-1964, 1955-1958 para os Planos de Fomento). Aqui a margem de erro é mínima e só uma cronologia bem estudada te salva.