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História 2 UEM 2024 (Enunciado)

Se estás a preparar-te para o Exame de Admissão de História II da UEM, edição 2024, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras tudo o que precisas…

Exame de Admissão Capa de História 2 UEM 2024 (Enunciado)

Ficha técnica do exame

Tipo
Ano
Disciplina / Área
Tamanho
1.7 MB · PDF

Aviso: material disponibilizado para fins educacionais. Os direitos pertencem aos respectivos autores e instituições. Se for o titular dos direitos e pretender a remoção, contacte-nos.

Sobre este exame

Duração
180 minutos
Cotação total
20 Valores
Dificuldade
Difícil
Estrutura
A prova de História II da UEM corresponde à Parte 2 do exame de admissão e é inteiramente de escolha múltipla, com 40 questões numeradas de 41 a 80, para resolver em 180 minutos. Cada questão apresenta cinco alternativas (A, B, C, D e E), das quais apenas uma é correcta, e a folha de respostas é processada por máquina de leitura óptica, o que significa que qualquer borrão ou marcação dupla anula automaticamente a pergunta. Isto dá-te, em média, cerca de quatro minutos e meio por questão, ritmo bastante confortável que te permite ler com atenção, eliminar alternativas e confirmar antes de pintar a esferográfica.

O exame concentra-se essencialmente na História de Moçambique, percorrendo cronologicamente os grandes ciclos da formação do território. Podemos dividi-lo em quatro grandes blocos temáticos:

Sociedades pré-coloniais e penetração mercantil estrangeira (aproximadamente questões 41 a 57): aborda a periodização da História de Moçambique, as sociedades matrilineares, os estados Marave, Mwenemutapa, Ajaua, Zimbabwe e os estados militares do vale do Zambeze, bem como a chegada dos mercadores árabes e portugueses à costa.

Ocupação colonial e implantação do sistema português (aproximadamente questões 58 a 67): cobre as campanhas de pacificação, a institucionalização do trabalho forçado, os regulamentos de passe, a Reforma Administrativa de 1907, o Banco Nacional Ultramarino e a relação entre o Estado Novo e a Igreja.

Economia colonial e exploração capitalista (aproximadamente questões 68 a 71): centra-se no Nacionalismo Económico de Salazar, na exportação de mão-de-obra para as minas sul-africanas, na Companhia do Niassa e nos Planos de Fomento.

Luta de libertação e Moçambique independente (aproximadamente questões 72 a 80): percorre a reabertura das frentes da FRELIMO, o início da Luta Armada a 25 de Setembro de 1964, a criação da OMM, a liderança de Samora Machel, o multipartidarismo, o PRE, a Política e Estratégia Industrial e o acordo com as instituições de Bretton Woods em 1984.

Importa registar uma anomalia no documento: as questões 56 e 63 são praticamente idênticas, ambas sobre o início da construção da linha férrea em 1887. Trata-se de uma duplicação que terá passado na revisão do enunciado e que não deve, em princípio, prejudicar o candidato, mas que vale a pena assinalar para evitares estranhar na sala.

Tópicos abordados

  • Periodização da História de Moçambique: período da dominação colonial (1886 a 1974)
  • Sociedades matrilineares e a sua distribuição geográfica em Moçambique
  • Estados Marave: cultos religiosos e o Cheua de Chisumpi
  • Estados militares do vale do Zambeze: Massangano, Macanga e Zumbo
  • Estado de Mwenemutapa: a figura do Mambo e o aparelho administrativo central
  • Penetração mercantil portuguesa: fundação da Feitoria de Sofala em 1505
  • Viagem de Vasco da Gama em 1498 e o destino à Índia
  • Grande Zimbabwe: cronologia e desaparecimento do Estado
  • Conquistas Marave: regras de casamento do monarca do Clã Phiri
  • Estados Ajaua nos séculos XVIII e XIX (Estados Yao)
  • Campanhas militares de pacificação portuguesa em Moçambique
  • Abolição do tráfico de escravos em Moçambique (1836)
  • Estado de Gaza: sucessão dinástica e ascensão de Ngungunhane em 1884
  • Penetração mercantil árabe na costa: Sofala entre os séculos XI e XV
  • Manyikene e os centros comerciais regionais do Grande Zimbabwe (Manica)
  • Construção do caminho-de-ferro Beira a Machipanda em 1887
  • Institucionalização do trabalho forçado em Moçambique
  • Concentração capitalista portuguesa na zona sul e concessão do Centro e Norte
  • Companhia do Niassa: mudanças de proprietários entre 1899 e 1908
  • Reforma Administrativa de 1907: António Enes como autor
  • Nacionalismo Económico de Salazar e o aparelho repressivo do Estado
  • Ocupação efectiva: Maganja da Costa (1898)
  • Regulamentos de passe em Lourenço Marques (1891) e força de trabalho estável
  • Banco Nacional Ultramarino (1884) e a burguesia colonial
  • Concordata e Acordo Missionário entre Portugal e o Vaticano (1940)
  • Exportação de mão-de-obra para as minas da África do Sul: Acordo de 1928 e WENELA
  • Planos de Fomento: colonatos do Limpopo, Revué e Sussundenga
  • Objectivos dos Planos de Fomento e fixação de colonos portugueses
  • Cronologia do segundo Plano de Fomento (1959 a 1964)
  • Luta Armada de Libertação Nacional: reabertura da Frente de Tete e abertura da Frente de Manica e Sofala
  • 25 de Setembro de 1964: início da Luta Armada e primeiras Zonas Libertadas (Cabo Delgado e Niassa)
  • Crise da economia colonial na década de 1960
  • Criação da Organização da Mulher Moçambicana (OMM) em 1973
  • Samora Machel como Presidente da FRELIMO (1970)
  • Primeiro presidente eleito democraticamente em Moçambique: Joaquim Chissano
  • 3.º Congresso da FRELIMO e o Plano Prospectivo Indicativo (PPI)
  • Plano de Reabilitação Económica (PRE) e a Política e Estratégia Industrial
  • Acordo de Moçambique com as instituições de Bretton Woods em 1984 (Banco Mundial e FMI)

Dicas de preparação

Começa por dominar bem a História de Moçambique no seu todo, porque é praticamente esse o conteúdo do exame. Trabalha por ciclos cronológicos: começa pelos primeiros estados (Mwenemutapa, Marave, Zimbabwe, Ajaua, estados militares do vale do Zambeze), passa para a penetração mercantil árabe e portuguesa, depois para a ocupação efectiva e o sistema colonial, e finalmente para a luta de libertação e a fase pós-independência. Esta ordem cronológica ajuda a fixar datas e a relacionar acontecimentos.

Dá atenção redobrada às datas, aos nomes próprios e às siglas, porque muitas perguntas testam exactamente esse tipo de associação directa. Há datas que aparecem com grande frequência em provas anteriores: 1498 (Vasco da Gama), 1505 (Feitoria de Sofala), 1884 (Ngungunhane no trono de Gaza), 1887 (linha férrea Beira a Machipanda), 1891 (regulamentos de passe), 1907 (Reforma Administrativa de António Enes), 1928 (acordo com a WENELA), 1940 (Concordata e Acordo Missionário), 25 de Setembro de 1964 (início da Luta Armada), 1973 (criação da OMM) e 1984 (acordo com Bretton Woods). Faz uma tabela cronológica e treina-a até a saberes de cor.

Estuda em paralelo as figuras-chave: António Enes, Mouzinho de Albuquerque, Salazar, Ngungunhane, Maguiguane Cossa, Eduardo Mondlane, Samora Machel, Joaquim Chissano. Saber quem fez o quê e em que ano é decisivo, porque várias alternativas erradas apresentam nomes e datas próximos para te confundir.

Treina com exames de admissão da UEM de anos anteriores, porque o formato de escolha múltipla com cinco alternativas repete-se e habituares-te ao estilo das opções faz toda a diferença. Atenção às alternativas muito parecidas (listas de estados, de bancos, de planos ou de presidentes), onde basta um nome trocado para a opção ficar errada: lê todas as cinco opções até ao fim antes de assinalar.

Aproveita o tempo a teu favor. São 180 minutos para 40 questões, o que te dá uma folga real. Responde primeiro às que dominas, marca a lápis HB as duvidosas e volta a elas no fim, conforme indicam as instruções. Só depois de teres a certeza absoluta deves passar à esferográfica azul ou preta, porque qualquer borrão ou marcação dupla anula a questão na leitura óptica.

Cuidado especial com perguntas que apresentam várias datas próximas (como 1779, 1833, 1884, 1898, 1920 para a ocupação de Maganja da Costa, ou 1953-1958, 1959-1964, 1955-1958 para os Planos de Fomento). Aqui a margem de erro é mínima e só uma cronologia bem estudada te salva.

Sobre este material

Se estás a preparar-te para o Exame de Admissão de História II da UEM, edição 2024, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras tudo o que precisas de saber sobre a prova: os conteúdos cobrados, a forma como está organizada, dicas práticas de preparação e o grau de dificuldade, tudo pensado para estudares de forma orientada e chegares à sala de exame com confiança. Trata-se de uma prova do Departamento de Admissão à Universidade (DAU) da Universidade Eduardo Mondlane, partilhada por várias instituições parceiras, entre elas a Universidade Zambeze (UniZambeze), o Instituto Superior Politécnico de Quissico (ISPQ) e a Universidade Joaquim Chissano (UJC).

Pré-visualização do exame

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Perguntas frequentes

Como baixar o exame de admissão de História 2?

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Como utilizar este material para estudar?

Resolva o exame primeiro sem consultar respostas, marcando o tempo. Em seguida, compare com a resolução, identifique as questões em que teve dificuldade e revise os tópicos correspondentes nos seus apontamentos ou manual escolar.

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