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História 2 UEM 2025 (Enunciado)

Se estás a preparar-te para o Exame de Admissão de História II de 2025 da Universidade Eduardo Mondlane, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras tudo o…

Exame de Admissão Capa de História 2 UEM 2025 (Enunciado)

Ficha técnica do exame

Tipo
Ano
Tamanho
1.5 MB · PDF

Aviso: material disponibilizado para fins educacionais. Os direitos pertencem aos respectivos autores e instituições. Se for o titular dos direitos e pretender a remoção, contacte-nos.

Sobre este exame

Duração
90 minutos
Cotação total
20 Valores
Dificuldade
Difícil
Estrutura
O Exame de Admissão de História II de 2025 da UEM apresenta uma estrutura bastante concentrada e focada na história de Moçambique. A prova é composta por 40 questões de escolha múltipla, cada uma com 5 alternativas, a serem resolvidas em 90 minutos. Isto dá-te, em média, pouco mais de dois minutos por questão, um ritmo que exige leitura atenta mas decidida, sem grandes hesitações.

O exame está organizado em torno de eixos cronológicos e temáticos que percorrem a história de Moçambique desde a expansão bantu até ao período democrático. As três primeiras questões funcionam como uma introdução geral à periodização da história nacional. A partir da questão 4, entras num grande bloco dedicado à fase pré-colonial, com destaque para os movimentos populacionais bantu, a formação dos estados (Mwenemutapa, Butua, Marave, Kaphwiti, Undi, Lundu, Biwi), as sociedades costeiras swahili e os xeicados islâmicos. Este bloco vai aproximadamente até à questão 11.

Entre as questões 12 e 20, o exame aborda a penetração mercantil estrangeira, com foco na presença portuguesa no Vale do Zambeze, na fundação de Sena e Tete, na ocupação holandesa da baía de Maputo, no tráfico de escravos e nos Estados Militares do Vale do Zambeze. A questão 20 marca a chegada de Vasco da Gama em 1498, ligando o tema da expansão marítima europeia.

A partir da questão 21 até à questão 40, abre-se o grande bloco dedicado ao período colonial moderno e ao Moçambique pós-independência. Aqui encontras temas como a construção das linhas férreas, a imprensa moçambicana, o Estado Novo de Salazar, o Acto Colonial, a crise económica de 1929-1933, o trabalho forçado, a política agrícola colonial, o nacionalismo moçambicano no exílio, as figuras de Virgílio de Lemos e Marcelino dos Santos, a revisão constitucional de 1990 e as primeiras eleições autárquicas de 1998.

As respostas são preenchidas a lápis HB numa Folha de Respostas óptica e só depois passadas a esferográfica azul ou preta, quando tiveres certeza das escolhas. Qualquer questão com mais de uma marcação ou com borrões é automaticamente anulada pela máquina de leitura óptica.

Tópicos abordados

  • Periodização da história de Moçambique (1886 a 1974 e demais períodos)
  • Delimitação das fronteiras de Moçambique no contexto da partilha colonial
  • Quinto período da história de Moçambique e o fim do tráfico de escravos
  • Expansão bantu em Moçambique e os sentidos das migrações
  • Formação do grupo etno-linguístico Tsonga (Ronga, Tswa e Changana)
  • Artesanato e especialização produtiva antes de 1800 em Moçambique
  • Os bares (campos de mineração de ouro) por volta de 1750 e o Estado de Butua
  • Agricultura no Estado do Mwenemutapa (mapira e meixoeira)
  • Xeicado de Sancul e a influência swahili na costa moçambicana
  • Transformação das povoações em municípios no século XVIII
  • O muave nos prazos e os métodos tradicionais de justiça
  • Sobrevivência do Estado do Mwenemutapa no Vale do Zambeze
  • Reinos afro-islâmicos da costa e a política da Makuana
  • Fundação de Sena e Tete pelos portugueses no interior
  • Ocupação holandesa da baía de Maputo (1721 a 1730)
  • Tráfico de escravos na Ilha de Moçambique e a ascensão de Quelimane e Ibo
  • Abolição do tráfico de escravos pelo governo português
  • Surgimento dos Estados Militares do Vale do Zambeze e os prazos
  • Dinastia Pereira, o Estado Militar de Macanga e os conflitos com Portugal
  • Viagem de Vasco da Gama em 1498 e a rota para a Índia
  • Construção da linha férrea Lourenço Marques-Transvaal em 1887
  • Imprensa moçambicana: O Africano, O Emancipador, O Brado Africano
  • Salazarismo e o Estado Novo em Portugal (1932 a 1968)
  • Resistência do Estado Militar de Massangano e a sua derrota em 1888
  • Construção colonial do Porto da Beira e infraestruturas
  • Imposto de palhota e o trabalho forçado na Companhia de Moçambique
  • Acto Colonial e o estatuto jurídico das colónias portuguesas
  • Crise económica de 1929 a 1933 e os produtos agrícolas moçambicanos
  • Fundo Cambial e o controlo das divisas das companhias exportadoras
  • Manifestação dos trabalhadores assalariados negros da Beira (Março de 1932)
  • Bases Orgânicas da Agricultura Indígena de 1944 e os agricultores evoluídos
  • Acordo Suplementar entre Moçambique e a Ródesia do Sul (1934)
  • Partidos nacionalistas moçambicanos no exílio: MANC, UDENAMO e outros
  • Virgílio de Lemos, o livro Poemas do tempo presente e a censura colonial
  • Marcelino dos Santos e a sua saída de Portugal em 1947
  • Revisão constitucional de 1990 e o multipartidarismo em Moçambique
  • Da Assembleia Popular à actual Assembleia da República
  • Primeiras eleições autárquicas de 1998 e os municípios da Beira e Dondo

Dicas de preparação

Domina a periodização da história de Moçambique. As primeiras três questões e várias outras espalhadas pela prova testam directamente a tua capacidade de identificar a que período pertence determinado acontecimento. Memoriza os seis períodos clássicos (formação dos primeiros estados, penetração mercantil, dominação colonial, luta armada, Moçambique independente) e as datas-chave que os delimitam, sobretudo 1886, 1964, 1974 e 1975.

Investe seriamente no bloco pré-colonial. Os Estados do interior (Mwenemutapa, Butua, Kaphwiti, Undi, Lundu, Biwi, Marave) aparecem com frequência e exigem que saibas distinguir cada um pelas suas características económicas, políticas e geográficas. Estuda também a expansão bantu (sentido Norte-Sul), os grupos etno-linguísticos (Tsonga, Ronga, Tswa, Changana) e as sociedades artesanais especializadas como o Estado do Zimbabwe.

Trabalha bem a costa swahili e os xeicados. Sancul, Angoxe, Quitangonha e a Ilha de Moçambique aparecem em várias questões. Liga-os à influência árabe-swahili, à origem dos migrantes (Quíloa, Zanzibar, Pemba) e ao papel comercial destes portos no tráfico de escravos e de marfim.

Não negligencies os prazos do Zambeze. O sistema dos prazos, o muave como julgamento por ordálio, a relação com os Estados Militares (Macanga, Massangano, Maganja da Costa) e a dinastia Pereira são temas recorrentes na história colonial moçambicana e aparecem regularmente.

Estuda com atenção o período colonial moderno. Datas como 1887 (linha férrea Lourenço Marques-Transvaal), 1888 (derrota de Massangano), 1932 (manifestação dos trabalhadores da Beira e início do Salazarismo), 1944 (Bases Orgânicas da Agricultura Indígena) e 1934 (Acordo Suplementar com a Rodésia) são exigidas com precisão.

Memoriza os jornais e a imprensa moçambicana. O Africano (1908), O Brado Africano, O Emancipador, O Germinal e O Proletário são frequentemente confundidos pelos candidatos. Associa cada jornal ao seu fundador, ao ano de fundação e à sua orientação política.

Domina o nacionalismo no exílio. Memoriza os partidos UDENAMO, MANU e UNAMI, os locais onde foram fundados (África do Sul, Tanganica, Quénia), os seus fundadores e o ano da unificação na FRELIMO (1962).

Trabalha o período pós-independência e a transição democrática. A revisão constitucional de 1990, a passagem da Assembleia Popular para a Assembleia da República, as primeiras eleições multipartidárias de 1994 e as primeiras autárquicas de 1998 são tópicos sensíveis que aparecem quase todos os anos.

Gere bem o tempo. Com 90 minutos para 40 questões, dispões de cerca de 2 minutos e 15 segundos por questão. Faz uma primeira passagem rápida respondendo apenas às questões em que tens certeza absoluta, depois volta atrás para resolver as que exigem mais reflexão.

Cuidado com o preenchimento da Folha de Respostas. Preenche primeiro a lápis HB, confere todas as respostas e só no final passa a esferográfica. Marcações duplas ou borrões anulam automaticamente a questão.

Sobre este material

Se estás a preparar-te para o Exame de Admissão de História II de 2025 da Universidade Eduardo Mondlane, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras tudo o que precisas de saber sobre a prova: os conteúdos cobrados, a forma como está organizada, dicas práticas de preparação e o grau de dificuldade, tudo pensado para estudares de forma orientada e chegares à sala de exame com confiança. Trata-se de uma prova do Departamento de Admissão à Universidade (DAU), modelo partilhado pela UEM e por várias instituições do ensino superior moçambicano, nomeadamente a Universidade Zambeze (UniZambeze), o Instituto Superior Politécnico de Quissico (ISPQ) e a Universidade Joaquim Chissano (UJC).

Pré-visualização do exame

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Perguntas frequentes

O download é gratuito?

Sim. Todos os materiais disponibilizados no Edu Moz são de acesso livre e gratuito para fins educacionais.

Onde encontro a resolução deste exame?

Esta página apresenta apenas o enunciado. As resoluções, quando disponíveis, são publicadas como conteúdo separado e ficam visíveis na secção de exames relacionados.

Como utilizar este material para estudar?

Resolva o exame primeiro sem consultar respostas, marcando o tempo. Em seguida, compare com a resolução, identifique as questões em que teve dificuldade e revise os tópicos correspondentes nos seus apontamentos ou manual escolar.

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