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História UEM 2017 (Enunciado)

Se estás a preparar-te para o exame de admissão à Universidade Eduardo Mondlane, este guia foi pensado para te dar uma visão clara e estratégica do Exame de História da…

Exame de Admissão Capa de História UEM 2017 (Enunciado)

Ficha técnica do exame

Tipo
Ano
Disciplina / Área
Tamanho
3 MB · PDF

Aviso: material disponibilizado para fins educacionais. Os direitos pertencem aos respectivos autores e instituições. Se for o titular dos direitos e pretender a remoção, contacte-nos.

Sobre este exame

Duração
120 minutos
Cotação total
20 Valores
Dificuldade
Média
Estrutura
O exame de História da UEM de 2017 é composto por 58 questões de escolha múltipla, com cinco alternativas por questão (A, B, C, D, E), e tem uma duração de 120 minutos. A folha de respostas é de leitura óptica, pelo que a recomendação oficial é preencher primeiro a lápis HB e só depois passar a esferográfica, evitando borrões ou marcações duplas que invalidam a questão. A questão número 22 é uma instrução de passagem (não pontua), pelo que efectivamente são 57 questões válidas para a tua nota final.

Em termos de organização temática, o exame não está formalmente dividido em grupos, mas segue uma sequência lógica que podes mapear da seguinte forma: as quatro primeiras questões (1 a 4) cobrem Historiografia e correntes historiográficas; as questões 5 a 21 concentram-se em História de África (resistências, Partilha de África, descolonização, África Austral); as questões 23 a 51 dedicam-se à História de Moçambique, do período pré-colonial à era pós-independência, sendo este o bloco mais extenso da prova; e as questões 52 a 58 abordam História Geral, com foco em revoluções, fascismo, guerras mundiais e Guerra Fria. Esta distribuição confirma que História de Moçambique é claramente o eixo central da prova, representando cerca de metade das questões, seguida da História de África.

Tópicos abordados

  • Historiografia clássica e o papel de Heródoto como pai da História
  • Historiografia positivista do século XIX (Leopold von Ranke, Hipolyte Taine)
  • Historiografia africana e a figura de Ibn Khaldun
  • Escola dos Annales (Marc Bloch, Lucien Febvre, Marc Ferro) e a "história nova"
  • Resistências africanas à ocupação colonial (Abd al-Qadir na Argélia)
  • Conferência de Berlim (1884-1885) e a partilha de África
  • Tratados coloniais (Tratado do Zaire, 1884)
  • Sistemas de administração colonial, com destaque para o "indirect rule" inglês
  • Companhia Britânica da África do Sul (BSAC) e Cecil Rhodes
  • Colónias alemãs em África e a sua redistribuição após a Primeira Guerra Mundial
  • Movimentos nacionalistas africanos e bases ideológicas (pan-africanismo, negritude)
  • Líderes africanos e processos de independência (Kenneth Kaunda, Kwame Nkrumah)
  • Independências africanas (Guiné Conacri em 1958, o Ano de África em 1960)
  • Apartheid e libertação de Nelson Mandela em Fevereiro de 1990
  • Criação da União Africana em Lusaka (2002)
  • Descolonização da África Austral (Angola com Agostinho Neto, Namíbia)
  • Comércio externo em Moçambique (fase do marfim, dos escravos, do ouro)
  • Expansão Bantu e povoamento de Moçambique
  • Mfecane e formação dos Estados Nguni pré-imperialistas
  • Rituais e práticas dos Estados pré-coloniais (entronização Mambo)
  • Penetração mercantil portuguesa e Vasco da Gama (1498)
  • Estados pré-coloniais moçambicanos (Marave, Ajaua/Yao)
  • Tráfico de escravos e a sua abolição (1836, fase dos "libertos")
  • Companhias majestáticas (Companhia dos Mazanes, Companhia de Niassa)
  • Construção dos caminhos-de-ferro coloniais (1887, Lourenço Marques, Tansvaal)
  • Queda da Primeira República portuguesa em 1926
  • Convenção de 1928 sobre trabalho migratório para as minas sul-africanas
  • Junta de Exportação do Algodão Colonial (JEAC, 1938)
  • Sistema de impostos coloniais (Palhota, Capitação)
  • Colonatos em Moçambique (Limpopo na década de 1950)
  • Estado de Gaza e sucessões no trono
  • Reformas coloniais de 1961 (abolição do trabalho forçado e culturas obrigatórias)
  • Construção da barragem de Cahora Bassa (1969)
  • Luta armada de libertação nacional (Josina Machel, frentes de combate)
  • Acordo de Cessar-Fogo de Lusaka (Setembro de 1974)
  • Proclamação da independência por Samora Machel (25 de Junho de 1975)
  • Período pós-independência (sanções contra a Rodésia, PRE 1987, eleições autárquicas)
  • Revolução Francesa e a Tomada da Bastilha (1789)
  • Revolução Industrial e o pioneirismo inglês
  • Fascismo italiano e Benito Mussolini
  • Teoria leninista do imperialismo
  • Segunda Guerra Mundial (Dia D, Desembarque da Normandia)
  • Consequências da Segunda Guerra Mundial (Guerra Fria, queda do Muro de Berlim em 1989)

Dicas de preparação

Para a Historiografia, garante que conheces os principais nomes e correntes: Heródoto e a historiografia grega, Ibn Khaldun como referência africana, Ranke e Taine para o positivismo, e a Escola dos Annales com Bloch, Febvre e Ferro. Estas questões são habitualmente rápidas e directas, e dão pontos certos a quem decorou bem os autores e as escolas.

No bloco de História de África, organiza o estudo em três frentes: a partilha colonial (Conferência de Berlim, tratados, número de países participantes, datas-chave), os sistemas de administração colonial (com destaque para o “indirect rule” e as companhias majestáticas como a BSAC), e os processos de descolonização (líderes nacionalistas, datas de independência por país, ideologias como o pan-africanismo e a negritude). Memoriza com atenção o Ano de África (1960) e os países que se tornaram independentes nesse ano, bem como o caso da Guiné Conacri (2 de Outubro de 1958) e os marcos do apartheid (libertação de Mandela em Fevereiro de 1990).

A História de Moçambique exige o investimento mais sério. Concentra-te nas grandes fases do comércio externo (marfim, escravos, ouro) e nas suas datas-limite, no povoamento Bantu e no Mfecane, nos Estados pré-coloniais (Marave, Ajaua/Yao, Gaza) e seus produtos de comércio, nas companhias majestáticas e suas áreas de jurisdição (Niassa para Cabo Delgado, Mazanes para Diu), na Convenção de 1928 e na JEAC de 1938, no sistema de impostos coloniais, nos colonatos da década de 1950, nas reformas coloniais de 1961 e em Cahora Bassa (1969). Para a luta de libertação, decora as frentes de combate por ano de abertura, as figuras femininas como Josina Machel (1971), o Acordo de Lusaka (Setembro de 1974) e a data da independência (25 de Junho de 1975 por Samora Machel). No pós-independência, atenção ao PRE (1987) e às primeiras eleições autárquicas (1998).

Para História Geral, prepara fichas curtas com as datas e factos essenciais: Tomada da Bastilha (14 de Julho de 1789), Inglaterra como berço da Revolução Industrial, Mussolini em Itália, definição leninista de imperialismo como fase superior do capitalismo, Dia D (6 de Junho de 1944, Normandia) e queda do Muro de Berlim em 1989 como símbolo do fim da Guerra Fria. Este bloco fecha o exame e exige resposta rápida.

Treina com exames de admissão de anos anteriores da UEM, pois muitas perguntas recorrem aos mesmos temas com pequenas variações. Faz pelo menos um simulado cronometrado de 120 minutos para a tua gestão de tempo. Com 58 questões e 120 minutos disponíveis, tens cerca de 2 minutos por questão, mas o ideal é resolver as mais directas em menos de 1 minuto para sobrar tempo para as questões de datas, tratados e nomes menos familiares.

Sobre este material

Se estás a preparar-te para o exame de admissão à Universidade Eduardo Mondlane, este guia foi pensado para te dar uma visão clara e estratégica do Exame de História da UEM de 2017, aplicado pela Direcção Pedagógica através do Departamento de Admissão à Universidade (DAU). A mesma prova é igualmente adoptada pela Universidade Zambeze (UniZambeze), pelo Instituto Superior Politécnico de Quissico (ISPQ) e pela Universidade Joaquim Chissano (UJC), pelo que serve também os candidatos a estas instituições. Em baixo encontras os principais tópicos cobertos, a estrutura da prova, dicas práticas de preparação e uma avaliação honesta do grau de dificuldade.

Pré-visualização do exame

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Perguntas frequentes

Como baixar o exame de admissão de História?

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Como utilizar este material para estudar?

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