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História UEM 2018 (Enunciado)

Se estás a preparar-te para o Exame de Admissão de História da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) referente a 2018, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras tudo…

Exame de Admissão Capa de História UEM 2018 (Enunciado)

Ficha técnica do exame

Tipo
Ano
Disciplina / Área
Tamanho
203.1 KB · PDF

Aviso: material disponibilizado para fins educacionais. Os direitos pertencem aos respectivos autores e instituições. Se for o titular dos direitos e pretender a remoção, contacte-nos.

Sobre este exame

Duração
120 minutos
Cotação total
20 Valores
Dificuldade
Média
Estrutura
O exame de História da UEM 2018 é composto por 60 questões de escolha múltipla, cada uma com 5 alternativas (A, B, C, D e E), a resolver em 120 minutos, o que dá em média 2 minutos por questão. A folha de respostas é de leitura óptica, pelo que deves preencher primeiro a lápis HB e só depois passar a esferográfica, evitando borrões e respostas duplas que são automaticamente anuladas pela máquina. Convém ainda notar que a questão 52 traz a indicação “Passe para a pergunta seguinte”, ou seja, é uma questão neutralizada pela DAU e não é pontuada, ficando o exame com 59 questões efectivas para resposta.

A prova organiza-se em três grandes blocos temáticos, com uma progressão cronológica clara que vai do passado pré-colonial moçambicano até à história contemporânea mundial:

Questões 1 a 24 (História de Moçambique), o primeiro grande bloco da prova. Cobre a periodização da história nacional, as migrações bantu, os estados pré-coloniais (Mutapa, Marave, estados militares do Vale do Zambeze), a penetração mercantil portuguesa, a ocupação efectiva, a resistência moçambicana, o aparelho do Estado colonial, a legislação do trabalho, a luta de libertação nacional liderada pela FRELIMO, o cessar-fogo de Lusaka, a independência, a economia centralizada, o PRE/PRES e a transição democrática até às primeiras eleições autárquicas.

Questões 25 a 43 (História de África), o segundo bloco. Aborda a expansão europeia em África, a Conferência de Berlim e a partilha do continente, as resistências africanas à ocupação colonial, os sistemas de administração colonial (directa e indirecta), o estatuto português das Províncias Ultramarinas, o nacionalismo africano e suas influências asiáticas, o pan-africanismo, a negritude e as principais organizações regionais e continentais (OUA, UA, SADC, NEPAD, CPLP).

Questões 44 a 60 (História Universal Contemporânea), o terceiro e último bloco. Percorre a Revolução Francesa, a Revolução Industrial, a Primeira Guerra Mundial, a ascensão dos regimes fascistas e nazi, a Segunda Guerra Mundial e o Dia D, a Guerra Fria, o Plano Marshall, a queda do Muro de Berlim, a Conferência de Bandung, o Tratado de Maastricht, o FMI e a NATO.

Tópicos abordados

  • Periodização da História de Moçambique
  • Migrações bantu e povos construtores de amuralhados de pedra (Shona)
  • Comunidades moçambicanas e prática do lobolo
  • Penetração mercantil portuguesa e fundação de feitorias (Sofala, 1505)
  • Estados militares do Vale do Zambeze (Massangano, Macanga e Zumbo)
  • Estados Marave e produtos de comércio (machiras, sal, ferro, marfim)
  • Império de Mutapa, pagamento da curva e cobrança do mussoco
  • Organização político-administrativa de Mwenemutapa (Fumo, Encosse)
  • Construção da Fortaleza da Ilha de Moçambique (1507)
  • Ocupação efectiva e resistência moçambicana (Maganja da Costa, Bonifácio M’passo, Mataca, Farelay)
  • Aparelho do Estado colonial (concelhos, regedorias e circunscrições)
  • Legislação laboral de 1899 e trabalho forçado
  • Luta armada de libertação nacional (frentes de Tete, Manica e Sofala)
  • Acordo de Lusaka (1974) e cessar-fogo entre FRELIMO e Governo Português
  • Samora Machel e a presidência da FRELIMO
  • Acordo de Nkomati e relações regionais
  • Nacionalização e economia centralizada no pós-independência
  • Plano Prospectivo Indicativo (PPI) e Programa de Reabilitação Económica (PRE/PRES)
  • Primeiras eleições autárquicas em Moçambique
  • Causas da resistência africana à ocupação europeia (defesa da soberania)
  • Expansão europeia em África e papel pioneiro de Portugal
  • Conferência de Berlim (1884-1885) e partilha de África
  • Resistências africanas (Mkwawa na Tanzânia, Abd al-Qadir na Argélia)
  • Países africanos não colonizados em 1914 (Etiópia e Libéria)
  • Sistemas de administração colonial (directa e indirecta, “indirect rule”)
  • Estatuto colonial português (Províncias Ultramarinas)
  • Nacionalismo africano e influências do sudeste asiático (Índia, 1947)
  • Figuras do pan-africanismo (Kwame Nkrumah, Jomo Kenyatta, W. E. B. Du Bois)
  • Bases ideológicas do nacionalismo africano (pan-africanismo e negritude)
  • Organizações regionais e continentais (SADC, OUA, UA, NEPAD)
  • Revolução Francesa e tomada da Bastilha (1789)
  • Revolução Industrial e o pioneirismo da Inglaterra
  • Fascismo italiano (Mussolini) e nazismo alemão (Hitler)
  • Primeira Guerra Mundial e disputas imperialistas
  • Invasão italiana da Etiópia (1935)
  • Segunda Guerra Mundial e consequências (Guerra Fria, Dia D, Normandia)
  • Queda do Muro de Berlim (1989)
  • Plano Marshall e a liderança dos EUA na reconstrução europeia
  • Conferência de Bandung e Movimento dos Não Alinhados (1955)
  • Tratado de Maastricht e União Europeia (1992)
  • Criação do FMI em Bretton Woods (1944)
  • Tratado do Atlântico Norte e fundação da NATO (1949)

Dicas de preparação

Para o primeiro bloco (História de Moçambique), domina muito bem datas e factos. Este é o bloco onde se ganha ou perde a prova, por ser o mais extenso (24 questões em 60). Memoriza com rigor as datas-chave: fundação da Feitoria de Sofala (1505), Fortaleza da Ilha de Moçambique (1507), legislação do trabalho (1899), reabertura da Frente de Tete e abertura da Frente de Manica e Sofala (1968 e 1972), Acordo de Lusaka (7 de Setembro de 1974), Acordo de Nkomati (1984), PRE (1987) e primeiras autárquicas (1998). Estuda bem os Estados Marave e o Império de Mutapa, com particular atenção aos seus produtos comerciais, à figura do Mwenemutapa, à curva e ao mussoco. Não confundas “curva” (tributo dos portugueses ao Mutapa) com “mussoco” (tributo cobrado pelo próprio Mutapa aos seus súbditos), que é uma armadilha clássica deste exame.

Para o segundo bloco (História de África), foca-te nos nomes e nas geografias. Faz fichas de memorização com líderes de resistência e os respectivos territórios (Mkwawa na Tanzânia, Abd al-Qadir na Argélia, Lobengula na Rodésia, Lat Dyor Diop no Senegal), pois é fácil trocá-los nas alternativas. Decora o número de participantes da Conferência de Berlim (14 países), os dois únicos países africanos livres em 1914 (Etiópia e Libéria), a distinção entre administração directa e indirecta (“indirect rule” britânica), e a transição da OUA para a UA em Durban (2002). Atenção também à figura de W. E. B. Du Bois como “pai do pan-africanismo”, que costuma ser confundida com Senghor ou Mandela.

Para o terceiro bloco (História Universal Contemporânea), trabalha cronologia e causas. Organiza uma linha de tempo do século XX com os marcos essenciais: Revolução Francesa (1789), Revolução Industrial (Inglaterra, séc. XVIII), Primeira Guerra Mundial (1914-1918), ascensão de Mussolini (anos 1920) e Hitler (anos 1930), invasão italiana da Etiópia (1935), Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Dia D (6 de Junho de 1944), Bretton Woods e FMI (1944), Plano Marshall (1947), NATO (4 de Abril de 1949), Bandung e Não Alinhados (1955), queda do Muro de Berlim (1989) e Tratado de Maastricht (1992). Para as questões de causalidade (como a Primeira Guerra Mundial ou a resistência africana), treina a distinção entre causa profunda e estopim ou pretexto.

Em termos transversais, treina muito a escolha múltipla com exames de anos anteriores da UEM para te habituares ao estilo das alternativas, que tendem a oferecer datas e nomes muito próximos como distractores. Gere o tempo com disciplina (2 minutos por questão em média), não fiques preso a perguntas duvidosas (marca e segue), e revê no fim. E lembra-te do procedimento da folha óptica: lápis HB primeiro, esferográfica depois, sem borrões.

Sobre este material

Se estás a preparar-te para o Exame de Admissão de História da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) referente a 2018, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras tudo o que precisas de saber sobre a prova: os conteúdos cobrados, a forma como está organizada, dicas práticas de preparação e o grau de dificuldade, tudo pensado para estudares de forma orientada e chegares à sala de exame com confiança. Trata-se de uma prova do Departamento de Admissão à Universidade (DAU) da UEM, modelo igualmente aceite pela Universidade Zambeze (UniZambeze), pelo Instituto Superior Politécnico de Quissico (ISPQ) e pela Universidade Joaquim Chissano (UJC).

Pré-visualização do exame

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Perguntas frequentes

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Como utilizar este material para estudar?

Resolva o exame primeiro sem consultar respostas, marcando o tempo. Em seguida, compare com a resolução, identifique as questões em que teve dificuldade e revise os tópicos correspondentes nos seus apontamentos ou manual escolar.

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