Para o primeiro bloco (História de Moçambique), domina muito bem datas e factos. Este é o bloco onde se ganha ou perde a prova, por ser o mais extenso (24 questões em 60). Memoriza com rigor as datas-chave: fundação da Feitoria de Sofala (1505), Fortaleza da Ilha de Moçambique (1507), legislação do trabalho (1899), reabertura da Frente de Tete e abertura da Frente de Manica e Sofala (1968 e 1972), Acordo de Lusaka (7 de Setembro de 1974), Acordo de Nkomati (1984), PRE (1987) e primeiras autárquicas (1998). Estuda bem os Estados Marave e o Império de Mutapa, com particular atenção aos seus produtos comerciais, à figura do Mwenemutapa, à curva e ao mussoco. Não confundas “curva” (tributo dos portugueses ao Mutapa) com “mussoco” (tributo cobrado pelo próprio Mutapa aos seus súbditos), que é uma armadilha clássica deste exame.
Para o segundo bloco (História de África), foca-te nos nomes e nas geografias. Faz fichas de memorização com líderes de resistência e os respectivos territórios (Mkwawa na Tanzânia, Abd al-Qadir na Argélia, Lobengula na Rodésia, Lat Dyor Diop no Senegal), pois é fácil trocá-los nas alternativas. Decora o número de participantes da Conferência de Berlim (14 países), os dois únicos países africanos livres em 1914 (Etiópia e Libéria), a distinção entre administração directa e indirecta (“indirect rule” britânica), e a transição da OUA para a UA em Durban (2002). Atenção também à figura de W. E. B. Du Bois como “pai do pan-africanismo”, que costuma ser confundida com Senghor ou Mandela.
Para o terceiro bloco (História Universal Contemporânea), trabalha cronologia e causas. Organiza uma linha de tempo do século XX com os marcos essenciais: Revolução Francesa (1789), Revolução Industrial (Inglaterra, séc. XVIII), Primeira Guerra Mundial (1914-1918), ascensão de Mussolini (anos 1920) e Hitler (anos 1930), invasão italiana da Etiópia (1935), Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Dia D (6 de Junho de 1944), Bretton Woods e FMI (1944), Plano Marshall (1947), NATO (4 de Abril de 1949), Bandung e Não Alinhados (1955), queda do Muro de Berlim (1989) e Tratado de Maastricht (1992). Para as questões de causalidade (como a Primeira Guerra Mundial ou a resistência africana), treina a distinção entre causa profunda e estopim ou pretexto.
Em termos transversais, treina muito a escolha múltipla com exames de anos anteriores da UEM para te habituares ao estilo das alternativas, que tendem a oferecer datas e nomes muito próximos como distractores. Gere o tempo com disciplina (2 minutos por questão em média), não fiques preso a perguntas duvidosas (marca e segue), e revê no fim. E lembra-te do procedimento da folha óptica: lápis HB primeiro, esferográfica depois, sem borrões.