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História UEM 2019 (Enunciado)

Se estás a preparar-te para o exame de admissão à Universidade Eduardo Mondlane, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras tudo o que precisas de saber sobre…

Exame de Admissão Capa de História UEM 2019 (Enunciado)

Ficha técnica do exame

Tipo
Ano
Disciplina / Área
Tamanho
208.1 KB · PDF

Aviso: material disponibilizado para fins educacionais. Os direitos pertencem aos respectivos autores e instituições. Se for o titular dos direitos e pretender a remoção, contacte-nos.

Sobre este exame

Duração
120 minutos
Cotação total
20 Valores
Dificuldade
Difícil
Estrutura
A prova é composta por 60 questões de escolha múltipla, cada uma com cinco alternativas (A, B, C, D, E), e tem uma duração total de 120 minutos. A resposta é registada numa folha óptica, pelo que é importante começares a lápis HB e só passar a esferográfica depois de teres a certeza das opções.

Olhando para a distribuição dos conteúdos, o exame organiza-se em três grandes blocos temáticos:

Bloco 1: História de Moçambique (questões 1 a 25), com cerca de 25 questões. Cobre desde as primeiras sociedades sedentárias e os contactos com o Oriente, passando pela penetração mercantil portuguesa, os Estados do Vale do Zambeze e do Planalto do Zimbabwe, as convenções com a África do Sul, a economia colonial (impostos, culturas forçadas, ensino), as resistências e o associativismo africano, a Luta Armada de Libertação Nacional, o Governo de Transição, até aos primeiros anos da independência e ao Acordo de N'komati.

Bloco 2: História de África (questões 26 a 43), com cerca de 18 questões. Inclui a penetração europeia no continente, o tráfico de escravos, as viagens de exploração, a partilha de África (Conferência de Berlim), as resistências africanas, a ocupação efectiva pelas potências europeias, os movimentos pan-africanos, as independências (Guiné-Conakry, Serra Leoa, Botswana), a Federação Centro-Africana, a formação da SADC e a transição democrática na África do Sul.

Bloco 3: História Universal (questões 44 a 60), com cerca de 17 questões. Abrange o Iluminismo, a Revolução Gloriosa, a Revolução Francesa, a Revolução Industrial nas suas duas fases, a I Guerra Mundial, a Revolução Russa de 1917, a crise de 1929 e o New Deal, a II Guerra Mundial e as suas consequências (ONU, Plano Marshall), a Guerra Fria e a formação do Estado de Israel.

Tópicos abordados

  • Estações arqueológicas de Chibuene e Manyikene e os contactos com o Oriente
  • Expansão marítima portuguesa e a passagem por Moçambique no século XV
  • Penetração mercantil portuguesa em Sofala (1505) e fixação na Ilha de Moçambique
  • Estados Militares do Vale do Zambeze
  • Formação do Estado de Mwenemutapa e os exércitos de Mutota
  • Convenção de 1909 entre Transvaal e Moçambique sobre o tráfego ferroviário
  • Convenção de 1928 (revista em 1934) e o trabalho migratório nas minas sul-africanas
  • Regulamentos de passe em Lourenço Marques
  • Greve da "Quinhenta" de Agosto de 1933 no porto de Lourenço Marques
  • Substituição do imposto de palhota pelo imposto de capitação
  • Acto Colonial de 1928
  • Criação do Fundo Cambial
  • Planos de Fomento e fixação de colonos
  • Grémio Africano de Lourenço Marques e os jornais O Africano e O Brado Africano
  • Substituição do ensino rudimentar pelo ensino de adaptação (1956)
  • Criação da Junta de Exportação do Algodão Colonial (1947)
  • Início da Luta Armada de Libertação Nacional (25 de Setembro de 1964) e as primeiras Zonas Libertadas
  • Criação do Destacamento Feminino da FRELIMO (1967)
  • Morte de Filipe Samuel Magaia
  • Nomes coloniais de cidades moçambicanas (Vila Perry, João Belo, Porto Amélia)
  • I Congresso da FRELIMO
  • Governo de Transição (1974/1975) e Joaquim Chissano como Primeiro-Ministro
  • Criação do Banco de Moçambique (1975)
  • Acordo de N'komati de "não-agressão e boa vizinhança" (1984)
  • Chegada dos holandeses ao Cabo e a Companhia das Índias Orientais (1652)
  • Inglaterra e o combate ao tráfico de escravos
  • Abertura do Canal de Suez (1869)
  • Viagens de reconhecimento em África (Mungo Park, Henri Barth, Savorgan Brazza)
  • Expedições de David Livingstone
  • Conferência de Berlim (1884-1885) e a disputa pela bacia do Congo
  • Resistências africanas: Samori Touré e Ahmadu Sefu contra a ocupação francesa
  • Ocupação italiana da Líbia, Somália e Eritreia
  • Fronteiras da Libéria
  • Resistências no Sudoeste Africano (Hendrick Witbooi, Jacob Murenga, Simon Kooper)
  • V Congresso Pan-Africano de Manchester (1945) e W. E. B. Du Bois
  • Independência da Guiné-Conakry e Ahmed Sekou Touré
  • Milton Margai e a independência da Serra Leoa
  • Federação Centro-Africana (Malawi, Zâmbia e Zimbabwe)
  • Seretze Khama e o Botswana independente
  • Formação da SADC
  • Primeiras eleições democráticas na África do Sul (1994) e a vitória do ANC
  • Iluminismo: Rousseau e o contrato social, Montesquieu e a separação de poderes
  • Revolução Gloriosa de Inglaterra (1689) e o triunfo do parlamentarismo
  • Revolução Francesa: Terceiro Estado e triunfo do liberalismo
  • Revolução Industrial: James Watt, sectores têxtil e metalúrgico, novas fontes de energia
  • I Guerra Mundial: batalha da Jutlândia e os países que beneficiaram economicamente
  • Revolução Socialista de 1917 e a formação da União Soviética
  • Crise de 1929 e o New Deal de Franklin Roosevelt
  • II Guerra Mundial: Pearl Harbour e a entrada dos EUA
  • Criação da ONU e o Plano Marshall
  • Guerra Fria e o seu término
  • Formação do Estado de Israel (1948)

Dicas de preparação

Domina muito bem a História de Moçambique, porque é o bloco que mais pesa, com cerca de 42% das questões. Estuda com atenção a cronologia colonial: datas das convenções (1909, 1928, 1934), criação de instituições (Acto Colonial 1928, Fundo Cambial, Junta de Exportação do Algodão 1947), substituição de impostos (palhota para capitação) e reformas do ensino colonial. Para a fase da Luta Armada, memoriza datas-chave (25 de Setembro de 1964), primeiras Zonas Libertadas (Cabo Delgado e Niassa), figuras (Eduardo Mondlane, Filipe Samuel Magaia) e organizações criadas no contexto da FRELIMO (Destacamento Feminino, OMM, OJM). Não te esqueças dos nomes coloniais das cidades moçambicanas, que aparecem com frequência.

No bloco de História de África, foca-te na partilha do continente. A Conferência de Berlim (1884-1885), os países participantes e os ausentes, as zonas de disputa (bacia do Congo, Alto Senegal, rio Níger), as potências envolvidas e as resistências africanas são temas recorrentes. Estuda também as principais figuras das independências africanas (Sekou Touré, Milton Margai, Seretze Khama, Kwame Nkrumah) e as datas exactas. O V Congresso Pan-Africano e a formação da SADC também são pontos certos de revisão.

No bloco de História Universal, organiza o estudo por grandes acontecimentos. Iluminismo (sabe quem defendia o quê: Rousseau, Montesquieu, Voltaire, Locke), as três grandes revoluções (Gloriosa, Francesa, Industrial), as duas Guerras Mundiais, a Revolução Russa, a crise de 1929, a Guerra Fria e a formação do Estado de Israel. Para cada acontecimento, foca-te em três coisas: data, protagonistas e consequências.

Treina com exames de anos anteriores. A estrutura da prova mantém-se estável de ano para ano, com pequenas variações no número de questões por bloco. Resolver exames antigos da UEM ajuda-te a familiarizares com o tipo de pergunta e a treinar o ritmo necessário para responder a 60 questões em 120 minutos, ou seja, 2 minutos por questão.

Gere bem o tempo durante a prova. Não te prendas demasiado tempo numa única questão. Se ficares em dúvida, marca a lápis e avança, voltando no final. Como a folha de respostas é óptica, lembra-te de não deixar borrões nem marcar mais do que uma alternativa.

Elimina alternativas claramente erradas quando não souberes a resposta de imediato. Em História, muitas vezes consegues excluir duas ou três opções com base em conhecimento geral (uma data manifestamente impossível, uma figura que não pertence ao período, uma instituição que ainda não existia), o que aumenta significativamente a tua probabilidade de acertar.

Sobre este material

Se estás a preparar-te para o exame de admissão à Universidade Eduardo Mondlane, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras tudo o que precisas de saber sobre a prova: os conteúdos cobrados, a forma como está organizada, dicas práticas de preparação e o grau de dificuldade, tudo pensado para estudares de forma orientada e chegares à sala de exame com confiança. Trata-se de uma prova do Departamento de Admissão à Universidade (DAU) da UEM, modelo que serve igualmente de referência para a Universidade Zambeze (UniZambeze), o Instituto Superior Politécnico de Quissico (ISPQ) e a Universidade Joaquim Chissano (UJC).

Pré-visualização do exame

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Perguntas frequentes

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Como utilizar este material para estudar?

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