A primeira dica é trabalhar a periodização da história de Moçambique como espinha dorsal do estudo. Várias questões dependem da capacidade de localizar um acontecimento no período certo (povoamento Bantu, fases do comércio externo, ocupação efectiva, colonialismo tardio, independência, abertura política dos anos 1990). Constrói uma linha do tempo pessoal com os marcos mais cobrados e revê-a com frequência.
Aprofunda o Estado dos Mwenemutapa. Cerca de seis das dez primeiras questões giram à volta deste Estado, dos seus soberanos (Gatsi-Lucere, Changamire Dombo) e das relações com os portugueses. Memoriza datas como 1530, 1541, 1607 e o ano de fundação das principais feitorias, bem como os produtos dominantes em cada fase do comércio (marfim, ouro, escravos).
Trabalha em ficha os Estados Militares do Vale do Zambeze. Para Macanga, Massangano, Massingire e Maganja da Costa, organiza uma tabela com fundador, localização, principal actividade económica e período de existência. A questão 7 deste exame, por exemplo, exige apenas que reconheças o fundador de Macanga, o que é um ponto seguro com estudo dirigido.
Domina a fase das companhias majestáticas e do trabalho colonial. Companhia de Moçambique, Companhia do Niassa, Companhia dos Mazanes, Junta de Exportação do Algodão (JEAC), concentrações algodoeiras, regulamentos de passe e Estatuto do Indigenato aparecem repetidamente. Para cada um, regista a data, o objectivo e a forma de funcionamento.
Memoriza datas-chave do colonialismo e da viragem democrática moçambicana: 1891 (regulamentos de passe e acordo luso-britânico), 1893 (acordo Companhia de Moçambique-Ngungunhane), 1913 (proibição de recrutamento a norte do paralelo 22), 1917 (Báruè), 1926 (queda da Primeira República), 1932 (Fundo Cambial), 1951 (províncias ultramarinas), 1990 (revisão constitucional), 1992 (SADC), 2013 (estatuto de autarquias).
Em história de África, organiza dois grandes mapas mentais. O primeiro com a partilha colonial: que potência colonizou que territórios, em que federações estavam agrupados (AOF, AEF), que sistema administrativo aplicava (directo, indirecto, protectorado) e quais eram as excepções. O segundo com a descolonização: ordem cronológica das independências, líderes históricos, partidos políticos, acordos finais (Alvor para Angola, por exemplo) e tipo de processo (pacífico ou armado, como na Argélia).
Não descuides as bases ideológicas. Pan-africanismo e negritude são respostas recorrentes em questões sobre as raízes do nacionalismo africano. Lê com atenção o papel da ONU, em particular o artigo I da Carta, e familiariza-te com os principais teóricos e dirigentes (Nkrumah, Senghor, Cesaire, DuBois).
Na história universal, foca-te em quatro grandes núcleos: Iluminismo (Rousseau, Montesquieu, Voltaire, Locke), Revolução Francesa e seus resultados, Revolução Industrial nas suas duas fases (com as novas formas de energia da segunda fase) e período entreguerras com a II Guerra Mundial (ascensão de Hitler e Mussolini, Pacto Molotov-Ribbentrop, alianças da Guerra Fria, Muro de Berlim). São tópicos com perguntas curtas e directas, ideais para garantir pontos.
Treina com exames de anos anteriores em condições de prova. Resolve sob cronómetro, marca numa folha de respostas separada, e só depois corrige. Essa simulação é o melhor preditor do teu desempenho real e ajuda-te a calibrar o ritmo.
Quando não tiveres a certeza absoluta, usa a estratégia da eliminação. As alternativas em questões de escolha múltipla muitas vezes apresentam duas opções claramente erradas, deixando-te a escolher entre três. Mesmo sem saber a resposta correcta, eliminar duas opções já melhora muito as probabilidades.
Por fim, gere bem o tempo. Com 120 minutos para 58 questões (efectivamente 57), tens cerca de 2 minutos por pergunta. Não fiques bloqueado em nenhuma. Marca as dúvidas, avança, e volta no fim para as questões deixadas em suspenso.