Saltar para o conteúdo

História UEM 2020 (Enunciado)

Se estás a preparar-te para o Exame de Admissão de História da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) referente a 2020, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras tudo…

Exame de Admissão Capa de História UEM 2020 (Enunciado)

Ficha técnica do exame

Tipo
Ano
Disciplina / Área
Tamanho
222.5 KB · PDF

Aviso: material disponibilizado para fins educacionais. Os direitos pertencem aos respectivos autores e instituições. Se for o titular dos direitos e pretender a remoção, contacte-nos.

Sobre este exame

Duração
120 minutos
Cotação total
20 Valores
Dificuldade
Difícil
Estrutura
A prova é composta por 58 questões de escolha múltipla, cada uma com cinco alternativas (A, B, C, D, e E), a resolver em 120 minutos. Significa que tens, em média, cerca de 2 minutos por questão, o que é confortável desde que tenhas o conteúdo bem estudado. As respostas são marcadas numa Folha de Respostas própria, lida por uma máquina de leitura óptica, e qualquer questão com mais de uma resposta ou com borrões é automaticamente anulada. Por essa razão, o enunciado recomenda preencher primeiro a lápis HB e só depois confirmar a esferográfica de cor azul ou preta.

Vale a pena destacar que a questão 53 vem com a indicação “PASSE PARA A PERGUNTA SEGUINTE”, ou seja, foi anulada pela própria comissão e não conta para a avaliação. Na prática, o exame é resolvido em 57 perguntas válidas, mas a numeração e o tempo total permanecem inalterados.

Tematicamente, a prova cobre o arco completo da história de Moçambique, da história de África e da história universal, com uma distribuição que merece atenção. O primeiro grande bloco, que vai da questão 1 à 10, trata da história pré-colonial de Moçambique, com forte presença do Estado dos Mwenemutapa, do comércio externo (ouro, marfim, escravos), dos Estados Militares do Vale do Zambeze e da ocupação da baía de Maputo antes de 1782.

O segundo bloco, das questões 11 à 22 (com retornos pontuais nas questões 44, 54 e 58), aborda o colonialismo português e a Moçambique contemporânea, incluindo o golpe de 1926, o Estatuto do Indigenato, as concentrações algodoeiras, as companhias majestáticas, a revolta do Báruè, o sistema de passes, a transição para o multipartidarismo e o processo de autarquização.

O terceiro bloco, das questões 23 à 41 (com a 46, 56 e 57), é dedicado à história de África, organizado em duas frentes complementares: a invasão, partilha e ocupação europeia (Conferência de Berlim, federações francesas, colónias alemãs, protectorados britânicos, sistemas administrativos) e o nacionalismo africano e as independências (pan-africanismo, negritude, líderes como Sekou Touré, Senghor, Nkrumah, Seretse Khama, Houphouet-Boigny, descolonização de Angola, São Tomé e Príncipe, Argélia).

O quarto bloco, distribuído entre as questões 42 e 55, foca a história universal contemporânea, com a ascensão do fascismo e do nazismo, o Pacto Molotov-Ribbentrop, a Guerra Fria, o Iluminismo, a Revolução Francesa, a Revolução Industrial e o capitalismo monopolista. É um bloco mais curto em número de questões, mas decisivo para fazer pontos rápidos se dominares datas e nomes.

Tópicos abordados

  • Expansão Bantu e povoamento de Moçambique
  • Origem dos grupos etnolinguísticos moçambicanos
  • Comércio externo de Moçambique entre os séculos XVI e XVIII (ouro, marfim, escravos)
  • Estado dos Mwenemutapa e as relações com os portugueses
  • Revolta de Changamire Dombo
  • Gatsi-Lucere e a concessão das minas em 1607
  • Controlo do comércio de marfim pelos reis da baía de Maputo
  • Estados Militares do Vale do Zambeze (Macanga, Massangano, Massingire)
  • Penetração portuguesa no vale do Zambeze (1530, 1541)
  • Ocupação holandesa e austríaca da baía de Maputo antes de 1782
  • Companhia dos Mazanes e o monopólio do comércio de tecidos
  • Queda da Primeira República portuguesa em 1926
  • Fundo Cambial e política económica colonial
  • Regulamentos de passe em Lourenço Marques (1891)
  • Reformas coloniais portuguesas dos anos 1950 e o Estatuto do Indigenato
  • Recrutamento de mão de obra moçambicana para a África do Sul
  • Concentrações algodoeiras dos anos 1950
  • Revolta do Báruè (1917)
  • Companhias majestáticas (Companhia de Moçambique e Companhia do Niassa)
  • Associações profissionais para indígenas nos anos 1940
  • Transição da SADCC para a SADC (1992)
  • Revisão constitucional de 1990 em Moçambique
  • Estatuto de autarquias em vilas e cidades moçambicanas
  • Viagens de reconhecimento e missionários em África (Livingstone)
  • Conferência de Berlim e Estado Livre do Congo
  • Federações coloniais francesas (AOF e AEF)
  • Administração indirecta e administração directa em África
  • Protectorados britânicos em África
  • Colonialismo alemão em África
  • Partilha dos territórios alemães após a I Guerra Mundial
  • Bases ideológicas do nacionalismo africano (pan-africanismo e negritude)
  • Independências africanas e seus líderes (Sekou Touré, Seretse Khama, Senghor, Nkrumah, Houphouet-Boigny)
  • Papel da ONU no despertar do nacionalismo africano
  • Descolonização das ex-colónias portuguesas (Acordo de Alvor, São Tomé e Príncipe)
  • Guerra de libertação da Argélia
  • Ascensão do nazismo e do fascismo (Hitler, Mussolini)
  • Pacto Molotov-Ribbentrop (1939)
  • Crise económica mundial de 1929 a 1933 e o seu impacto em Moçambique
  • Guerra Fria e alianças militares (OTASE, Muro de Berlim)
  • Iluminismo e a obra de Rousseau
  • Revolução Francesa e o triunfo do liberalismo
  • Revolução Industrial (James Watt, máquina a vapor, novas formas de energia)
  • Capitalismo monopolista
  • Resistências à ocupação efectiva em África (Jacob Murenga, Cetswayo)
  • Acordo luso-britânico de 1891
  • Acordo de 1893 entre a Companhia de Moçambique e Ngungunhane

Dicas de preparação

A primeira dica é trabalhar a periodização da história de Moçambique como espinha dorsal do estudo. Várias questões dependem da capacidade de localizar um acontecimento no período certo (povoamento Bantu, fases do comércio externo, ocupação efectiva, colonialismo tardio, independência, abertura política dos anos 1990). Constrói uma linha do tempo pessoal com os marcos mais cobrados e revê-a com frequência.

Aprofunda o Estado dos Mwenemutapa. Cerca de seis das dez primeiras questões giram à volta deste Estado, dos seus soberanos (Gatsi-Lucere, Changamire Dombo) e das relações com os portugueses. Memoriza datas como 1530, 1541, 1607 e o ano de fundação das principais feitorias, bem como os produtos dominantes em cada fase do comércio (marfim, ouro, escravos).

Trabalha em ficha os Estados Militares do Vale do Zambeze. Para Macanga, Massangano, Massingire e Maganja da Costa, organiza uma tabela com fundador, localização, principal actividade económica e período de existência. A questão 7 deste exame, por exemplo, exige apenas que reconheças o fundador de Macanga, o que é um ponto seguro com estudo dirigido.

Domina a fase das companhias majestáticas e do trabalho colonial. Companhia de Moçambique, Companhia do Niassa, Companhia dos Mazanes, Junta de Exportação do Algodão (JEAC), concentrações algodoeiras, regulamentos de passe e Estatuto do Indigenato aparecem repetidamente. Para cada um, regista a data, o objectivo e a forma de funcionamento.

Memoriza datas-chave do colonialismo e da viragem democrática moçambicana: 1891 (regulamentos de passe e acordo luso-britânico), 1893 (acordo Companhia de Moçambique-Ngungunhane), 1913 (proibição de recrutamento a norte do paralelo 22), 1917 (Báruè), 1926 (queda da Primeira República), 1932 (Fundo Cambial), 1951 (províncias ultramarinas), 1990 (revisão constitucional), 1992 (SADC), 2013 (estatuto de autarquias).

Em história de África, organiza dois grandes mapas mentais. O primeiro com a partilha colonial: que potência colonizou que territórios, em que federações estavam agrupados (AOF, AEF), que sistema administrativo aplicava (directo, indirecto, protectorado) e quais eram as excepções. O segundo com a descolonização: ordem cronológica das independências, líderes históricos, partidos políticos, acordos finais (Alvor para Angola, por exemplo) e tipo de processo (pacífico ou armado, como na Argélia).

Não descuides as bases ideológicas. Pan-africanismo e negritude são respostas recorrentes em questões sobre as raízes do nacionalismo africano. Lê com atenção o papel da ONU, em particular o artigo I da Carta, e familiariza-te com os principais teóricos e dirigentes (Nkrumah, Senghor, Cesaire, DuBois).

Na história universal, foca-te em quatro grandes núcleos: Iluminismo (Rousseau, Montesquieu, Voltaire, Locke), Revolução Francesa e seus resultados, Revolução Industrial nas suas duas fases (com as novas formas de energia da segunda fase) e período entreguerras com a II Guerra Mundial (ascensão de Hitler e Mussolini, Pacto Molotov-Ribbentrop, alianças da Guerra Fria, Muro de Berlim). São tópicos com perguntas curtas e directas, ideais para garantir pontos.

Treina com exames de anos anteriores em condições de prova. Resolve sob cronómetro, marca numa folha de respostas separada, e só depois corrige. Essa simulação é o melhor preditor do teu desempenho real e ajuda-te a calibrar o ritmo.

Quando não tiveres a certeza absoluta, usa a estratégia da eliminação. As alternativas em questões de escolha múltipla muitas vezes apresentam duas opções claramente erradas, deixando-te a escolher entre três. Mesmo sem saber a resposta correcta, eliminar duas opções já melhora muito as probabilidades.

Por fim, gere bem o tempo. Com 120 minutos para 58 questões (efectivamente 57), tens cerca de 2 minutos por pergunta. Não fiques bloqueado em nenhuma. Marca as dúvidas, avança, e volta no fim para as questões deixadas em suspenso.

Sobre este material

Se estás a preparar-te para o Exame de Admissão de História da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) referente a 2020, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras tudo o que precisas de saber sobre a prova: os conteúdos cobrados, a forma como está organizada, dicas práticas de preparação e o grau de dificuldade, tudo pensado para estudares de forma orientada e chegares à sala de exame com confiança. Trata-se de uma prova do Departamento de Admissão à Universidade (DAU) da UEM, modelo igualmente aceite pela Universidade Zambeze (UniZambeze), pelo Instituto Superior Politécnico de Quissico (ISPQ) e pela Universidade Joaquim Chissano (UJC).

Pré-visualização do exame

Caso a pré-visualização não carregue, abra o PDF numa nova aba.

Perguntas frequentes

Como baixar o exame de admissão de História?

Use o botão "Baixar exame em PDF" no topo desta página. O ficheiro abre no seu navegador e pode ser guardado no dispositivo.

O download é gratuito?

Sim. Todos os materiais disponibilizados no Edu Moz são de acesso livre e gratuito para fins educacionais.

Onde encontro a resolução deste exame?

Esta página apresenta apenas o enunciado. As resoluções, quando disponíveis, são publicadas como conteúdo separado e ficam visíveis na secção de exames relacionados.

Como utilizar este material para estudar?

Resolva o exame primeiro sem consultar respostas, marcando o tempo. Em seguida, compare com a resolução, identifique as questões em que teve dificuldade e revise os tópicos correspondentes nos seus apontamentos ou manual escolar.

Outros exames de admissão