Domina primeiro a História de África, porque é o bloco que decide a prova. Mais de metade das questões saem daqui, por isso convém investir o grosso do teu tempo de estudo na partilha de África, no comércio triangular, na descolonização e nos movimentos de libertação. Se este bloco te correr bem, já tens meio caminho andado.
Aprende a distinguir datas, nomes e siglas, pois é onde os exames de História apanham mais candidatos. Muitas alternativas erradas trocam apenas uma data (1955 por 1945), um país (Indonésia por Indochina) ou um líder (Agostinho Neto por Jonas Savimbi). Estuda em quadros-resumo: associa cada acontecimento ao ano, ao líder e ao movimento correctos.
Não confundas movimentos e respectivos dirigentes, sobretudo no bloco da descolonização. O MPLA liga-se a Agostinho Neto, a UNITA a Jonas Savimbi, o PAIGC a Amílcar Cabral e a ZANU a Robert Mugabe. As trocas propositadas entre estes nomes são uma armadilha clássica destas provas.
Lê o enunciado de cada questão com calma, palavra a palavra. Em História, expressões como “verdadeira”, “excepto”, “não hesitava” ou “respectivamente” mudam por completo o sentido da pergunta. Sublinha mentalmente estas palavras-chave antes de escolheres a alternativa.
Treina com exames de anos anteriores e cronometra-te. Com 60 questões em 120 minutos, dispões de cerca de 2 minutos por pergunta. Responde primeiro às que dominas, marca as duvidosas e volta a elas no fim, garantindo que não deixas nenhuma em branco (numa prova de escolha múltipla, uma resposta ponderada vale sempre mais do que um espaço vazio).
Organiza o estudo por correntes e contextos, não por memorização solta. Compreender porquê o positivismo aplicava os métodos das ciências naturais à história, ou porquê Ki-Zerbo defendia uma história de múltiplas fontes, ajuda-te a eliminar alternativas absurdas mesmo quando não tens a certeza absoluta.