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História UP 2022 (Enunciado)

Se estás a preparar-te para o Exame de Admissão de História de 2022, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras tudo o que precisas de saber sobre…

Exame de Admissão Capa de História UP 2022 (Enunciado)

Ficha técnica do exame

Tipo
Ano
Disciplina / Área
Tamanho
212.7 KB · PDF

Aviso: material disponibilizado para fins educacionais. Os direitos pertencem aos respectivos autores e instituições. Se for o titular dos direitos e pretender a remoção, contacte-nos.

Sobre este exame

Duração
120 minutos
Cotação total
20 Valores
Dificuldade
Média
Estrutura
A prova é inteiramente de escolha múltipla, com 50 questões para resolver em 120 minutos. Cada questão apresenta quatro alternativas (A, B, C e D), das quais apenas uma é correcta, e não é permitido o uso de qualquer dispositivo electrónico. Isto dá-te, em média, pouco mais de dois minutos por questão, ritmo confortável desde que não fiques preso numa pergunta isolada.

O exame está dividido em quatro grandes blocos temáticos, e o número entre parênteses no enunciado indica quantas questões cada bloco contém:

Historiografia (11 questões, da 1 à 11): cobre conceitos, escolas históricas, métodos e tipos de fontes.

História Geral (11 questões, da 12 à 22): concentra-se na Antiguidade clássica, nas revoluções burguesas e nas duas Guerras Mundiais.

História de África (8 questões, da 23 à 30): aborda a partilha do continente, as independências e a história contemporânea africana.

História de Moçambique (20 questões, da 31 à 50): é, de longe, o bloco com maior peso na prova, representando 40 por cento de todas as questões.

A leitura desta distribuição é estratégica: se somares História de Moçambique e História de África, tens 28 das 50 questões (56 por cento) ligadas ao contexto africano e nacional. É aqui que se ganha ou se perde o exame.

Tópicos abordados

  • Historiografia: conceito e sentido epistemológico de história
  • Historiografia: a escrita cuneiforme e os Sumérios
  • Historiografia cristã antiga e a noção de pecado, bem e mal
  • A Escola dos Annales e a "história nova" (Bloch, Febvre, Ferro)
  • Maquiavel e a concepção do Estado temporal
  • Racionalismo e Empirismo no século XVII (Descartes e Locke)
  • A concepção marxista da história (sucessão dos modos de produção)
  • Eurocentrismo e o debate "África sem História"
  • Constrangimentos da historiografia africana e as fontes orais
  • Tratamento das fontes históricas (crítica, análise e síntese)
  • Tipos de documentos históricos (material, escrito, arqueológico)
  • História Geral: a Grécia clássica e a Guerra do Peloponeso
  • História Geral: reformas de Dracón e Sólon e a democracia ateniense
  • História Geral: a dinastia Stuart e o absolutismo inglês
  • História Geral: a Independência dos EUA e a Batalha de Saratoga
  • História Geral: o movimento Pan-Africano e o Congresso de Manchester (1945)
  • História Geral: Napoleão Bonaparte e o golpe de 18 de Brumário
  • História Geral: a Batalha de Waterloo (1815)
  • História Geral: a Revolução Francesa (Tomada da Bastilha e Declaração dos Direitos do Homem)
  • História Geral: o Tratado de Brest-Litovsk (I Guerra Mundial)
  • História Geral: a II Guerra Mundial e o "Dia D" (Normandia)
  • História de África: a SADC e a sua presidência rotativa
  • História de África: a Batalha de Cuito Cuanavale
  • História de África: a independência do Sudão do Sul e o Tratado de Naivasha
  • História de África: a abertura do Canal do Suez (1869)
  • História de África: Etiópia e Libéria, os países não colonizados em 1914
  • História de África: a Conferência de Berlim e os tratados luso-britânicos
  • História de África: factores políticos da colonização do continente
  • História de África: a expansão bantu e as suas teorias (Greenberg, Ehret, Oliver, Phillipson)
  • História de Moçambique: multipartidarismo e a Constituição de 1990
  • História de Moçambique: as primeiras eleições multipartidárias (1994)
  • História de Moçambique: Afonso Dhlakama e a RENAMO
  • História de Moçambique: a pandemia da COVID-19 (Wuhan, 2019)
  • História de Moçambique: a CNE, o STAE e a gestão eleitoral (Brazão Mazula)
  • História de Moçambique: as eleições gerais de 2019
  • História de Moçambique: o processo de DDR e a paz efectiva
  • História de Moçambique: os Congressos da FRELIMO
  • História de Moçambique: Changamire Dombo e o Estado dos Mwenemutapas
  • História de Moçambique: Daviz Simango e o MDM
  • História de Moçambique: o imposto de palhota e o imposto de capitação
  • História de Moçambique: o sistema dos prazos da Zambézia
  • História de Moçambique: o Acordo Geral de Paz (1992, Roma)
  • História de Moçambique: o lobolo e as sociedades patrilineares e matrilineares
  • História de Moçambique: os instrumentos de soberania do Estado
  • História de Moçambique: os núcleos linguísticos da costa e a influência árabe
  • História de Moçambique: a separação de Goa em 1752

Dicas de preparação

Dá prioridade a História de Moçambique. Com 20 questões, este bloco vale mais do que Historiografia e História Geral somadas. Domina bem as datas e protagonistas do período colonial (prazos, impostos de palhota e capitação, Mwenemutapas) e do período pós-independência (Acordo Geral de Paz, Constituição de 1990, eleições multipartidárias, processo de DDR, lideranças como Dhlakama, Simango e a CNE).

Treina a memorização de datas em pares lógicos. Muitas questões testam anos próximos (1689, 1750, 1777, 1882, por exemplo). Em vez de decorares datas soltas, associa-as a acontecimentos: Saratoga (1777), Waterloo (1815), Tomada da Bastilha (14 de Julho de 1789), Canal do Suez (1869), Acordo Geral de Paz (1992, Roma).

Atenção aos distractores quase idênticos. Em Historiografia, a sequência correcta do tratamento das fontes é crítica, análise e síntese, e há alternativas propositadamente trocadas. Nos núcleos linguísticos da costa (Mwani, e não “Mwali” ou “wahara”), uma única letra distingue a resposta certa da errada. Lê todas as opções até ao fim antes de marcar.

Organiza a Historiografia por escolas e autores. Liga cada corrente ao seu nome: Annales (Bloch, Febvre, Ferro), marximo e os modos de produção, eurocentrismo e a tese de “África sem História”, racionalismo e empirismo (Descartes e Locke). Esta arrumação por blocos facilita a recordação na sala.

Distingue sociedades patrilineares e matrilineares. É um tema recorrente em História de Moçambique. Fixa que, na sociedade matrilinear (uxorilocalidade), o filho pertence à família da mãe, e relaciona o lobolo com a organização social patrilinear.

Faz a gestão do tempo por blocos. Começa pelas questões que dominas (geralmente História de Moçambique e África) para garantir pontos cedo, e deixa para o fim as que exigem mais raciocínio. Não percas mais de dois a três minutos numa única pergunta.

Resolve exames de anos anteriores. O modelo da Comissão de Exames repete-se em formato e tipo de conteúdo. Praticar com provas passadas é a forma mais eficaz de te familiarizares com o estilo das perguntas e com as armadilhas habituais.

Sobre este material

Se estás a preparar-te para o Exame de Admissão de História de 2022, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras tudo o que precisas de saber sobre a prova: os conteúdos cobrados, a forma como está organizada, dicas práticas de preparação e o grau de dificuldade, tudo pensado para estudares de forma orientada e chegares à sala de exame com confiança. Trata-se de uma prova da Comissão de Exames de Admissão, modelo partilhado por várias universidades públicas moçambicanas (entre elas a Universidade Pedagógica de Maputo, a UniPúngue, a UniLicungo e a UniRovuma).

Pré-visualização do exame

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Perguntas frequentes

Como baixar o exame de admissão de História?

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O download é gratuito?

Sim. Todos os materiais disponibilizados no Edu Moz são de acesso livre e gratuito para fins educacionais.

Onde encontro a resolução deste exame?

Esta página apresenta apenas o enunciado. As resoluções, quando disponíveis, são publicadas como conteúdo separado e ficam visíveis na secção de exames relacionados.

Como utilizar este material para estudar?

Resolva o exame primeiro sem consultar respostas, marcando o tempo. Em seguida, compare com a resolução, identifique as questões em que teve dificuldade e revise os tópicos correspondentes nos seus apontamentos ou manual escolar.

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