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Inquérito Sociolinguístico UEM 2018 (Enunciado)

Se te estás a preparar para o Exame de Admissão de Inquérito Sociolinguístico de 2018, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras tudo o que precisas de…

Exame de Admissão Capa de Inquérito Sociolinguístico UEM 2018 (Enunciado)

Ficha técnica do exame

Tipo
Ano
Disciplina / Área
Tamanho
170.3 KB · PDF

Aviso: material disponibilizado para fins educacionais. Os direitos pertencem aos respectivos autores e instituições. Se for o titular dos direitos e pretender a remoção, contacte-nos.

Sobre este exame

Duração
120 minutos
Cotação total
20 Valores
Dificuldade
Difícil
Estrutura
O exame tem a duração de 120 minutos e é composto por 60 questões, organizadas em duas grandes partes que combinam escolha múltipla e produção escrita na língua bantu de candidatura.

A primeira parte vai da questão 1 à 25 e é constituída por perguntas de escolha múltipla com 5 alternativas cada. Aqui são avaliados conhecimentos teóricos sobre a origem e a expansão dos povos Bantu, a arqueologia moçambicana e da África Austral, a geografia linguística de Moçambique, o estatuto da língua portuguesa e as variantes das principais línguas bantu nacionais (Copi, Sena, Chuwabo e Gitonga). É a parte que se resolve com lápis HB e depois se passa a esferográfica, conforme as instruções da folha.

A segunda parte vai da questão 26 à 60 e é totalmente escrita à mão na língua bantu de candidatura, com caligrafia legível, conforme exige a folha de instruções. Esta parte está subdividida em vários blocos. Da questão 26 à 38 traduzes para a tua língua frases em português sobre família, educação, saúde pública, recursos naturais, paz, carácter e línguas maternas. Da 39 à 42 trabalhas com verbos e construção frásica: primeiro traduzes três verbos (ensinar, pertencer e gostar), depois constróis uma frase declarativa simples na voz activa para cada um, transformas essas mesmas frases para a voz passiva e, por fim, colocas as três frases na forma negativa. Da questão 43 à 46 fazes a passagem do discurso directo para o discurso indirecto em quatro frases dadas. Da 47 à 52 escreves o correspondente, na tua língua, de seis pares de palavras (professor/aluno, chefe/subordinado, estudante/trabalhador, amigo/amiga, respeitoso/desrespeitoso, amor/ódio). Da 53 à 59 assinalas Verdadeiro ou Falso em afirmações sobre o estatuto das línguas, o estudo científico e a relação entre identidade e língua materna. A prova termina na questão 60 com uma composição na língua de candidatura, de 10 a 20 linhas, sobre a importância do estudo científico das línguas em geral e das línguas Bantu em particular para o desenvolvimento do país.

Tópicos abordados

  • Origem dos povos Bantu e bacia hidrográfica de partida (Benue)
  • Introdução do ferro na África Austral e Oriental
  • Conceito de Idade do Ferro e grupos associados (caçadores, recolectores, agricultores)
  • Cereais de subsistência dos povos Bantu (mapira e mexoeira)
  • Correntes migratórias da expansão Bantu segundo David Philipson
  • Cronologia da fixação das comunidades da Idade do Ferro na África Austral
  • Sítio arqueológico de Mapungubwe e a revolução do gado
  • Estação Arqueológica de Matola e a reinterpretação da migração Bantu
  • História do termo "Bantu" e o linguista Wilhelm Bleek
  • Estudo de parentesco linguístico de cerca de 300 línguas Bantu
  • Teoria anti-migracionista de Peter Garlake
  • Causas da expansão Bantu em Moçambique (agropecuária e fabrico de ferro)
  • Estações arqueológicas moçambicanas (Matola, Xai-Xai, Chibuene, Bazaruto, Hola-Hola)
  • Geografia das línguas bantu moçambicanas (Makonde em Cabo Delgado, Tshwa em Inhambane)
  • Língua bantu com maior número de falantes em Moçambique (Makhuwa)
  • Estatuto da língua portuguesa em Moçambique
  • Línguas bantu partilhadas com países vizinhos (Changana, Bitonga e Shona)
  • Variantes das línguas Copi, Sena, Chuwabo e Gitonga
  • Tradução de frases do português para a língua de candidatura (família, educação, saúde, paz, línguas maternas)
  • Tradução de verbos (ensinar, pertencer, gostar)
  • Construção de frases declarativas simples na voz activa
  • Transformação da voz activa para a voz passiva
  • Forma negativa de frases
  • Conversão do discurso directo para o discurso indirecto
  • Léxico contrastivo (professor/aluno, chefe/subordinado, amor/ódio)
  • Afirmações de verdadeiro ou falso sobre política linguística e função das línguas
  • Composição escrita na língua de candidatura sobre a importância do estudo científico das línguas

Dicas de preparação

Domina bem a história da expansão Bantu, porque os primeiros 13 itens da prova vivem disso. Estuda as duas correntes de David Philipson, o papel da metalurgia do ferro, as principais estações arqueológicas (Matola, Chibuene, Bazaruto, Hola-Hola, Mapungubwe) e os contributos de Bleek, Guthrie e Peter Garlake. Não confundas datas: a fixação das comunidades da Idade do Ferro na África Austral, o ano em que surge o termo “Bantu” como conotação linguística e a data da teoria anti-migracionista de Garlake são alvos certos em escolha múltipla.

Memoriza o mapa linguístico de Moçambique. Sabe em que província se fala originariamente cada língua bantu (Makonde em Cabo Delgado, Tshwa em Inhambane, Sena no centro), qual é a língua com maior número de falantes no país (Makhuwa) e com que vizinhos partilhamos cada língua (Changana com a África do Sul, Shona com o Zimbabwe, Bitonga apenas em Moçambique). Estuda também as variantes internas das grandes línguas, sobretudo Copi, Sena, Chuwabo e Gitonga, porque as questões 22 a 25 pedem precisamente que identifiques a variante que não pertence a cada uma delas.

Treina muito a parte escrita na tua língua de candidatura, que vale mais de metade da prova. Pratica tradução de frases curtas do português, conjugação verbal na voz activa e passiva, forma negativa, discurso directo e indirecto, e vocabulário básico de pares opostos. Faz exercícios em casa com falantes mais velhos da tua língua, sobretudo para validar a ortografia e a estrutura frásica, porque escrever as línguas bantu é diferente de as falar.

Prepara a composição final com calma. Escolhe um tema de partida (a importância do estudo científico das línguas para o desenvolvimento de Moçambique), elabora um pequeno esquema mental com introdução, desenvolvimento e conclusão, e pratica em folhas pautadas até conseguires escrever entre 10 e 20 linhas com fluidez. Cuida da caligrafia, porque o enunciado é explícito a exigir letra legível.

Gere bem o tempo. São 60 questões em 120 minutos, o que dá em média 2 minutos por item, mas a parte de escolha múltipla deve ser resolvida em cerca de 40 minutos para te sobrar tempo confortável para a tradução, a transformação frásica e, principalmente, a composição final. Resolve sempre primeiro a lápis HB e só passa a esferográfica quando estiveres seguro das respostas.

Sobre este material

Se te estás a preparar para o Exame de Admissão de Inquérito Sociolinguístico de 2018, esta análise serve-te de guia de estudo. Em baixo encontras tudo o que precisas de saber sobre a prova: os conteúdos cobrados, a forma como está organizada, dicas práticas de preparação e o grau de dificuldade, tudo pensado para estudares de forma orientada e chegares à sala de exame com confiança. Trata-se de uma prova do Departamento de Admissão à Universidade (DAU) da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), aproveitada igualmente pelas universidades que partilham o sistema de admissão da UEM, nomeadamente a Universidade Zambeze (UniZambeze), o Instituto Superior Politécnico de Quissico (ISPQ) e a Universidade Joaquim Chissano (UJC).

Pré-visualização do exame

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Perguntas frequentes

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Resolva o exame primeiro sem consultar respostas, marcando o tempo. Em seguida, compare com a resolução, identifique as questões em que teve dificuldade e revise os tópicos correspondentes nos seus apontamentos ou manual escolar.

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