Este exame premia o candidato que domina o programa de forma transversal, sem lacunas em nenhum dos grandes blocos. Por isso, a tua preparação deve ser equilibrada e estratégica.
Para os blocos de modelação e problemas de aplicação (1 a 3), treina a leitura atenta do enunciado, converte sempre as unidades antes de calcular (km/h para m/s, por exemplo) e desenha o diagrama de Venn pedido em vez de tentares decidir mentalmente qual a região sombreada.
Em números complexos (4) e sucessões e progressões (5 a 7), fixa bem as fórmulas do termo geral, da soma dos termos de uma PA e da soma infinita de uma PG convergente. Recorda que no conjunto dos complexos não está definida uma relação de ordem total compatível com as operações, o que é frequentemente pedido de forma indirecta.
Os domínios (8) e a lógica (9) são pontos onde podes ganhar respostas rápidas. Pratica a intersecção das condições de existência (radical com radicando não negativo, logaritmando positivo) e treina a aplicação das leis de De Morgan na negação de frases compostas.
No bloco de limites e continuidade (10, 15, 16, 35) memoriza os limites notáveis (sen x/x, (1+1/x) elevado a x) e treina o levantamento de indeterminações 0/0 e infinito/infinito por factorização, conjugado e mudança de variável.
No bloco de equações e inequações (17 a 22, 25), dá particular atenção às inequações modulares e irracionais, que exigem discussão por casos. Treina também as equações trigonométricas escrevendo sempre a solução geral em função de k pertencente a Z.
Em álgebra linear (23 e 24), revê a multiplicação de matriz por vector, o cálculo do determinante de uma matriz dois por dois e a discussão de sistemas com parâmetro pelo determinante da matriz dos coeficientes.
O estudo completo de funções (26 a 32) é o coração do exame. Treina o cálculo de assimptotas em funções com exponencial composta, a leitura inversa de um gráfico para recuperar a expressão analítica, a derivação para localização de extremos e pontos de inflexão, e a equação da recta tangente.
Nas aplicações da derivada à cinemática (33), lembra que a velocidade é a primeira derivada da posição e a aceleração é a segunda. Nos vectores (34) treina o cálculo da norma e a multiplicação de um vector por escalar.
Na geometria (36 a 39), revê as relações métricas no triângulo rectângulo (altura relativa à hipotenusa, projecções dos catetos), a conversão entre coordenadas cartesianas e polares e as fórmulas de volume de cilindro e cone. O problema do cone com ângulo da geratriz exige cuidado com a relação entre raio, altura e geratriz por meio das razões trigonométricas.
Finalmente, na primitivação (40), lembra que ao primitivar sen(kx) o factor 1/k entra como divisor e o sinal troca, pois a primitiva é menos (1/k) cos(kx) mais C.
A nível de estratégia de prova, lê todas as 40 questões nos primeiros minutos para identificares as que dominas e responde primeiro a essas, deixando para o fim as mais trabalhosas. Como não há cálculo de penalização explícito mas a folha óptica anula respostas duplas, evita preencher mais do que um círculo por questão. Treina com cronómetro para te habituares ao ritmo dos 90 minutos.