A primeira boa notícia é o tempo: com 180 minutos para 40 questões, não vais correr como no exame de Matemática II. Isso não quer dizer, porém, que possas dispersar-te. Faz uma primeira passagem rápida resolvendo tudo o que sai em menos de dois minutos (módulos simples, derivadas directas, contagens elementares, soma de PA) e deixa para o fim os blocos com mais cálculo (continuidade por ramos, problemas de probabilidade composta, análise de gráficos de derivadas). Marca as questões que ficaste com dúvidas e volta a elas no tempo que sobrar.
No bloco de módulo e valor absoluto (questões 1 a 6), treina sobretudo a abertura de equações e inequações em casos (positivo e negativo) e a interpretação geométrica do módulo como distância. A questão 5, sobre o valor máximo de |x-y|, é um clássico em que a interpretação geométrica vale mais do que a manipulação algébrica.
Em análise combinatória (questões 7 a 12), o erro mais frequente é confundir arranjos, combinações e permutações. Antes de calcular, pergunta-te sempre: a ordem importa? Há repetição? No problema dos 10 copos em 12 compartimentos, repara que sobram dois lugares vazios, o que torna a contagem ligeiramente diferente de uma permutação pura. Para o binómio de Newton, memoriza a fórmula do termo geral e treina a identificação do índice que dá o expoente pedido.
Em probabilidades (questões 11 e 13), recorda a fórmula da união de dois acontecimentos e o que significa “incompatíveis” (intersecção vazia). No item do Triângulo de Pascal, basta perceber que a linha tem 15 elementos e contar quantos valem 14.
No bloco de funções (questões 14 a 20), atenção especial ao domínio com radical e fracção em simultâneo (questão 14), à leitura de gráficos com vértice deslocado (questão 17) e à fórmula resolvente para a equação quadrática com discriminante positivo mas não perfeito (questão 18). A composição de funções (questão 20) exige cuidado na ordem: f∘g(x) significa f(g(x)), não g(f(x)).
Em sucessões e progressões (questões 21 a 27), domina as fórmulas da soma dos n primeiros termos da PA e da PG, treina a identificação do tipo de progressão a partir do termo geral (questão 23) e revê o conceito de monotonia e convergência. Os limites das questões 26 e 27 caem em casos típicos: razão entre polinómios e exponencial com expoente que tende para infinito negativo.
O bloco de limites, continuidade e assimptotas (questões 28 a 32) costuma ser o mais selectivo. Treina o levantamento de indeterminações por factorização (questão 31), recorda o limite notável de sen(x)/x quando x tende para zero (questão 29) e pratica a leitura de assimptotas tanto a partir de gráficos como de informação pontual sobre limites.
Em derivadas (questões 33 a 38), revê as regras de derivação (produto, quociente, cadeia) e treina a equação da recta tangente em pontos com componente exponencial. A questão 36, com o gráfico de f’, é típica: lembra-te de que onde a derivada é positiva, a função cresce; onde é negativa, decresce; onde se anula com mudança de sinal, há extremo. A questão 38, sobre a forma do gráfico a partir do sinal de f’ e f”, exige saber que f”≤0 significa concavidade voltada para baixo.
Para o número complexo (questão 39), basta efectuar a multiplicação cuidadosamente e impor a condição de parte real nula, resolvendo a equação linear em k.
Para a primitiva (questão 40), recorda que primitivar é a operação inversa da derivação: o expoente sobe uma unidade e divide-se pelo novo expoente. Verifica sempre derivando a tua resposta.
Por fim, treina com exames anteriores em condições reais de prova, sem calculadora (o exame não permite calculadora) e com cronómetro. Isso é o que mais te aproxima da situação real e te dá confiança no dia.