Bloco de funções quadráticas (perguntas 1 e 2, 7,0 valores)
Este é o bloco que decide a nota, por isso deves treiná-lo até ficar automático. Habitua-te a extrair toda a informação de uma parábola a partir do desenho: os zeros são os pontos onde a curva corta o eixo das abcissas, o vértice é o ponto de inversão do sentido da curva, o eixo de simetria é a recta vertical que passa pelo vértice e o contradomínio começa (ou termina) na ordenada do vértice conforme a concavidade esteja voltada para cima ou para baixo. Presta atenção à notação: domínio e contradomínio devem ser escritos em linguagem de conjuntos ou de intervalos, e a variação do sinal deve indicar em que intervalos a função é positiva e em que intervalos é negativa. Para a alínea da expressão analítica, que vale 2,0 valores, o caminho mais seguro é partir da forma factorizada com os zeros lidos no gráfico e determinar o coeficiente principal substituindo as coordenadas de um ponto conhecido. Na inequação do 2.º grau, resolve primeiro a equação associada para encontrar as raízes, esboça a parábola e só depois lê a solução no intervalo pedido, sem esquecer que a desigualdade é não estrita e portanto as raízes pertencem ao conjunto solução.
Bloco de funções exponencial e logarítmica (perguntas 3 e 4, 4,5 valores)
A representação gráfica conjunta vale 2,5 valores, uma cotação elevada para um exercício de desenho, o que significa que o rigor é avaliado. Constrói uma pequena tabela de valores para cada função antes de traçar as curvas, marca com clareza os pontos notáveis e desenha as assímptotas a tracejado. Fixa que a translação vertical da exponencial desloca a assímptota horizontal para cima e que a translação vertical da logarítmica não altera a assímptota vertical, que se mantém no eixo das ordenadas. Para o exercício de logaritmos, revê em particular a propriedade do logaritmo de uma potência, porque o expoente que desce simplifica com o coeficiente do denominador e reduz a expressão a um quociente de logaritmos que se transforma numa mudança de base.
Bloco de trigonometria (pergunta 5, 4,0 valores)
A alínea da medida linear vale 2,0 valores e depende de perceberes o que a igualdade entre dois segmentos te dá: ela cria um triângulo com dois lados iguais e permite escrever a relação de Pitágoras com uma única incógnita. Trabalha a expressão com radicais sem passar cedo demais para valores decimais, porque o arredondamento antecipado faz perder rigor. Para a amplitude do ângulo, identifica primeiro qual a razão trigonométrica que relaciona os lados que já conheces e só depois recorre à tabela ou à calculadora. Na última alínea, usa a relação fundamental da trigonometria para obter o cosseno a partir do seno e justifica o sinal escolhido com o facto de se tratar de um ângulo agudo.
Bloco de estatística (pergunta 6, 4,5 valores)
Começa sempre por ordenar os dados por ordem crescente, porque isso resolve de imediato a construção da tabela e o cálculo da mediana. A tabela de frequências deve ter três colunas de frequências além dos valores da variável: absoluta, relativa e percentual, e as relativas devem somar a unidade, o que te serve de verificação. A média calcula-se com a soma dos produtos entre cada valor e a respectiva frequência absoluta, dividida pelo número total de observações. A mediana, num conjunto com número ímpar de dados, é o valor que ocupa a posição central da série ordenada, e a moda é o valor com maior frequência absoluta. Nas duas últimas alíneas, não confundas os conceitos: a população é o conjunto total sobre o qual se quer concluir (todas as famílias do quarteirão) e a amostra é o subconjunto efectivamente inquirido (as vinte e cinco famílias).
Gestão do tempo e apresentação
Com 120 minutos para vinte alíneas, tens em média cerca de seis minutos por alínea, mas a distribuição real deve ser desigual: reserva mais tempo para a expressão analítica da parábola, para a representação gráfica conjunta e para a medida linear no triângulo, que são as três alíneas de maior peso. Começa pelo bloco em que te sentes mais seguro para garantir valores cedo, e deixa por último o que exige mais construção. Apresenta sempre os cálculos intermédios, porque em provas de resposta aberta a cotação é atribuída por etapas e um raciocínio correcto com erro de cálculo final continua a valer parte dos pontos.