A preparação para este exame exige uma abordagem equilibrada entre o domínio teórico e a resolução intensiva de exercícios. Recomenda-se começar pela revisão sólida dos fundamentos de lógica e álgebra, com especial atenção às regras de negação de proposições compostas, propriedades dos logaritmos e relações entre coeficientes e raízes de polinómios. Estes conteúdos aparecem logo nas primeiras questões e devem ser respondidos com rapidez para libertar tempo para os tópicos mais exigentes.
No bloco de trigonometria e funções, é fundamental memorizar os valores das razões trigonométricas dos ângulos notáveis (30°, 45° e 60°) e dominar as identidades fundamentais, incluindo as relações entre ângulos complementares e suplementares. Os problemas contextualizados, como o da parábola do armazém ou da melancia esférica, exigem capacidade de tradução geométrica, pelo que vale a pena praticar com modelos visuais.
Para a análise combinatória e probabilidade, o candidato deve treinar o princípio fundamental da contagem e distinguir com clareza arranjos, combinações e permutações. Em probabilidade, recordar que P(A) + P(Ā) = 1 resolve uma boa parte das questões deste tipo.
O bloco de cálculo diferencial representa quase um terço do exame, sendo por isso o mais decisivo. Pratique limites com indeterminações (0/0 e ∞/∞), limites trigonométricos notáveis, derivadas de funções compostas (logarítmicas, exponenciais e trigonométricas), interpretação gráfica da derivabilidade, estudo de monotonia e concavidade, bem como problemas clássicos de optimização (como o do terreno vedado pelo rio). A familiaridade com estes problemas é frequentemente a diferença entre uma boa e uma excelente classificação.
Por fim, gerir bem o tempo é tão importante quanto saber a matéria: percorra primeiro as questões que domina, sinalize as duvidosas para revisitar e nunca deixe questões em branco, uma vez que o exame é de escolha múltipla.