Começa por dominar a leitura activa de textos expositivo-argumentativos, pois o bloco de compreensão pesa um quinto da prova. Treina a identificar a ideia principal, o tipo textual, o referente dos pronomes e o significado de palavras pelo contexto (sinónimos e antónimos). Não decores definições, treina substituições em frases reais.
Para o bloco de gramática frásica e morfologia, revê com profundidade a conjugação dos verbos irregulares (sobretudo ver, vir, pôr, ter no futuro do conjuntivo e no infinitivo flexionado), a classificação das frases (simples, complexa por coordenação, complexa por subordinação) e os processos de formação de palavras (derivação por prefixação, sufixação, parassíntese, composição por justaposição e aglutinação). Faz listas de exemplos para cada processo.
Na parte de literatura, dedica tempo específico à literatura moçambicana e africana de língua portuguesa. Memoriza pelo menos duas obras de Paulina Chiziane, Mia Couto, Craveirinha, Calane da Silva, Pepetela, Manuel Rui e Luandino Vieira. Inclui também, da literatura portuguesa, Eça de Queirós (sobretudo Os Maias), Camilo Castelo Branco (Amor de Perdição), Júlio Dinis (As Pupilas do Senhor Reitor) e Almeida Garrett (Viagens na Minha Terra). Da literatura brasileira, fixa Jorge Amado e as suas obras mais conhecidas (Capitães da Areia, Gabriela, Cravo e Canela).
No domínio da história da língua, lembra-te dos três grandes períodos (arcaico, clássico e moderno), da posição do português entre as línguas mais faladas do mundo (sexta) e entre as línguas românicas (primeira em número de falantes nativos). Estuda também as diferenças entre o português europeu e o do Brasil nos quatro níveis (fonético, lexical, morfológico e sintáctico-semântico).
No bloco de sintaxe e orações, fixa as funções sintácticas básicas (sujeito, complemento directo, indirecto, circunstancial, predicativo do sujeito), os tipos de sujeito (simples, composto, oculto, indeterminado, inexistente) e o valor das orações subordinadas (causal, temporal, condicional, relativa, explicativa). Treina a distinguir coordenadas explicativas de subordinadas causais, porque é uma armadilha clássica.
Para acentuação, ortografia e pontuação, faz exercícios de classificação (aguda, grave, esdrúxula), revê palavras que mudaram ou não com o Acordo (no caso desta prova, segue ainda a grafia anterior ao AO) e treina a colocação de vírgulas em orações relativas explicativas. Atenção especial aos pronomes relativos cujo, o qual, que, onde, a quem, que aparecem todos os anos.
Por fim, treina com exames de anos anteriores em condições reais: 60 questões em 120 minutos dão 2 minutos por questão, o que é confortável mas obriga a ritmo. Não te prendas em questões difíceis logo no início. Marca, passa à frente e volta no fim. Lembra-te de preencher primeiro a lápis HB e só passar a esferográfica quando tiveres a certeza absoluta.