Para o bloco de compreensão de texto (questões 1 a 16), lê o texto duas vezes antes de responder, marcando palavras-chave em cada parágrafo. Treina com crónicas e artigos de opinião de jornais moçambicanos e portugueses, porque a prova privilegia este tipo de texto. Atenção redobrada ao vocabulário em contexto e às figuras de estilo, que aparecem quase sempre disfarçadas em passagens curtas do texto.
No bloco de literatura moçambicana (questões 17 a 21), domina a lista das principais obras e respectivos autores: “Terra Sonâmbula” de Mia Couto, “Xigubo” de José Craveirinha, “Nós Matámos o Cão Tinhoso” de Luís Bernardo Honwana, “Ualalapi” de Ungulani Ba Ka Khossa, entre outros. Memoriza também os autores que não são moçambicanos mas costumam aparecer como distractores (Pepetela, por exemplo, é angolano). Revê os tipos de rima com poemas curtos, marcando as terminações.
Para a tipologia textual (questões 22 a 25), organiza as características de cada tipo de texto numa tabela mental: jornalístico, literário, normativo, administrativo, científico. Sabe identificar pelo objectivo comunicativo (informar, convencer, regulamentar, narrar).
No bloco de classificação de frases e orações (questões 26 a 30), pratica a análise pelas quatro dimensões em simultâneo: tipo, forma, voz e ênfase. Para as orações subordinadas, fixa as conjunções e locuções típicas de cada categoria (ainda que, embora, se, para que, porque, quando).
Nas funções da linguagem (questões 31 a 35), associa cada função a uma marca linguística clara: a emotiva tem interjeições e primeira pessoa, a referencial é objectiva e impessoal, a apelativa usa imperativo e segunda pessoa, a poética cuida da forma, a metalinguística fala da própria língua.
No bloco de formação de palavras e graus (questões 36 a 40), decora os afixos mais comuns e sabe distinguir prefixação, sufixação, parassíntese, justaposição e aglutinação. Para os graus, treina exemplos curtos com superlativo absoluto sintético e analítico, que são os mais cobrados.
Os substantivos colectivos (questões 41 a 44) exigem memorização pura: rebanho, alcateia, manada, esquadra, armada, frota, chusma, leva, ninhada, constelação, cardume. Faz cartões de revisão.
Para a conjugação verbal (questões 45 a 50), trabalha com verbos irregulares como ter, ser, ir, vir, pôr, dizer, fazer, deter. Sabe identificar o tempo pela terminação e pelo contexto, com particular atenção ao pretérito mais-que-perfeito do indicativo (terminação em -ra) e ao conjuntivo.
Na recta final (questões 51 a 60), domina as classes de palavras, antónimos, palavras da mesma família, funções sintácticas e regras de acentuação. A última pergunta sobre preposição testa quase sempre conhecimento idiomático (“sob acusação”, “à saúde”), por isso lê muito para interiorizar a regência natural.
Gere bem o tempo: tens em média 2 minutos por questão. Não te prendas a uma só. Marca à lápis as dúvidas, avança e volta no fim para passar a esferográfica.