Começa por uma leitura cronometrada do texto-base, de preferência em duas passagens: a primeira corrida, para captar o tema e a tese do autor, e a segunda mais lenta, sublinhando palavras-chave, conectores e expressões de sentido figurado. Em provas como esta, ler bem o texto é meio caminho andado, porque dele dependem directamente as primeiras dez questões e várias das que se seguem. Treina a identificação do género textual (artigo de opinião versus artigo científico, crónica, resenha e resumo), porque é uma confusão recorrente entre candidatos.
No bloco de funcionamento da língua, prioriza os tópicos mais frequentes e mais discriminadores: classes de palavras, com especial atenção à distinção entre adjectivo qualificativo e adjectivo relacional (questão 11), funções sintácticas (sujeito, complemento directo, indirecto, circunstancial, predicativo do sujeito e adjunto), modos verbais com foco no imperativo e no conjuntivo (questão 13), e a transitividade dos verbos, em particular o reconhecimento do verbo “existir” como impessoal (questão 16). A distinção entre “há”, “à” e “a” é matéria de exame quase obrigatória, tal como acontece na questão 14.
Dedica tempo aos processos de formação de palavras. Aprende a diferenciar acrónimo, sigla e abreviatura (questão 23), bem como parassíntese, composição por aglutinação e por justaposição, derivação por sufixação e por prefixação (questões 24 e 25). Estes conteúdos repetem-se de ano para ano e são altamente rentáveis em termos de pontos.
Reforça o estudo dos graus dos adjectivos, com particular incidência nos superlativos absolutos sintéticos irregulares: magérrimo, libérrimo, amabilíssimo, sacratíssimo, paupérrimo, acérrimo, entre outros (questão 17). Treina também as conjunções e os seus valores semânticos, distinguindo as causais das explicativas, das conclusivas e das comparativas (questão 18).
No campo da ortografia, revê palavras frequentemente mal escritas como “empírico”, “feminino”, “caracteres”, “rubrica” e “raízes”, treinando as regras de acentuação dos hiatos (questões 19, 34 e 35). Para a voz passiva, lembra-te que verbos intransitivos e verbos como “nascer” não admitem transformação passiva (questão 36).
No bloco de literatura, foca-te em duas frentes. Na literatura portuguesa, identifica os autores e os movimentos: Eça de Queirós e Antero de Quental como representantes do Realismo, Camões do Classicismo, Almeida Garrett do Romantismo e Fernando Pessoa do Modernismo. Na literatura moçambicana, conhece pelo menos os nomes maiores e os títulos mais citados: Mia Couto, Paulina Chiziane, Ungulani Ba Ka Khosa, Lucílio Manjate (autor de Rabhia e A triste História de Barcolino), Luís Carlos Patraquim, Mbate Pedro e António Cabrita.
Quanto à gestão do tempo, dispões de cerca de 2 minutos e 15 segundos por questão. Avança sem hesitar pelas questões que dominas, marca as duvidosas para revisão e nunca deixes resposta em branco no final, porque a folha óptica só penaliza erros, não omissões da estratégia de eliminação. Lembra-te de fazer a marcação a lápis primeiro e só passar a esferográfica quando tiveres a certeza, evitando assim borrões que anulam respostas.