Domina a leitura activa de textos argumentativos. O texto-base é denso, com vocabulário sofisticado (palavras como “alicerçam”, “impensável”, “audácia”, “eurocentrismo”) e referências culturais e históricas. Treina a leitura de artigos de opinião e ensaios em jornais como o Le Monde Diplomatique, o Público, o Savana ou o Notícias, sublinhando ideias principais, identificando a tese do autor e os argumentos que a sustentam. Aprende a distinguir o que o texto afirma do que o texto pressupõe ou sugere.
Reforça o vocabulário em contexto. Várias questões pedem a substituição de uma palavra por um sinónimo dentro de uma frase concreta. Cria o hábito de, para cada palavra nova que encontras, anotar pelo menos dois sinónimos e um antónimo. Palavras como “nativos”, “alicerçam”, “impensável” e “audácia” são exemplos típicos do tipo de léxico avaliado.
Sistematiza o funcionamento da língua. Revê com método as funções sintácticas, os processos de formação de palavras (derivação por sufixação e por prefixação, composição por aglutinação e por justaposição), as classes de palavras e os tipos de orações. Faz exercícios de identificação directa em frases retiradas de textos, porque o exame não pede definições, pede aplicação.
Treina pontuação e construção frásica. Há sempre questões em que tens de escolher, entre cinco hipóteses, a única frase correctamente pontuada ou correctamente construída em termos de concordância verbal e nominal. Habitua-te a ler em voz alta as alternativas para detectar as falhas.
Estuda os géneros textuais utilitários. O exame distingue bilhete, postal, carta formal, carta informal, carta familiar, notícia, relatório, acta, síntese e resumo. Memoriza as características essenciais de cada um e treina o reconhecimento a partir de excertos curtos.
Não negligencies a literatura moçambicana. Memoriza pelo menos os principais autores moçambicanos (José Craveirinha, Noémia de Sousa, Rui de Noronha, Luís Bernardo Honwana, Suleiman Cassamo, Orlando Mendes, Paulina Chiziane, Mia Couto) e algumas das suas obras de referência. As questões de literatura costumam valer respostas seguras, desde que tenhas estudado.
Prepara os temas transversais. Cultura de paz e equidade de género aparecem com regularidade. Estuda os conceitos para além do senso comum: equidade de género não é simplesmente “respeitar as mulheres”, é o acesso às mesmas oportunidades por homens e mulheres.
Faz exames de anos anteriores em condições reais. Cronometra-te (180 minutos para 40 questões), simula a marcação a lápis e depois a esferográfica, e corrige com atenção. Em provas de admissão, a familiaridade com o formato vale tantos pontos quanto o conhecimento dos conteúdos.
Planeia a gestão do tempo. Reserva os primeiros 10 minutos para uma leitura atenta do texto-base, distribui cerca de 4 minutos por questão e deixa 15 a 20 minutos finais para revisão e para preencher a folha de respostas a esferográfica.