Domina bem o funcionamento da língua, porque é aqui que se decide a prova. Entre as questões 13 e 29 está concentrada a parte mais técnica do exame, e quem dominar morfologia (classes de palavras), sintaxe (funções sintácticas e classificação de orações) e processos de formação de palavras parte com vantagem clara. Treina especialmente a distinção entre derivação por sufixação, prefixação e parassíntese, e entre composição por justaposição e aglutinação, porque são tópicos quase garantidos.
Lê o texto de apoio com atenção antes de responderes às perguntas de interpretação. O texto «Mentes Sustentáveis» tem várias expressões que podem ser substituídas por sinónimos e várias figuras de estilo escondidas em frases aparentemente neutras (a personificação aparece duas vezes, na «plastificação prejudicial para a saúde» e no «escovilhão amigo do ambiente»). Volta sempre ao parágrafo de origem antes de marcares a resposta, sobretudo nas perguntas sobre tema, tipologia e sentido de expressões.
Revê a literatura moçambicana com foco nos autores mais cobrados nas provas de admissão: Mia Couto, Ungulani Ba Ka Khosa, Albino Magaia, Paulina Chiziane, Noémia de Sousa (autora de «Mangas Verdes com Sal»), Lília Momplé, Lucílio Manjate e Rui Knopfli. Aprende a distinguir autores moçambicanos de autores de outras literaturas, sobretudo Pepetela, que é angolano e aparece frequentemente como distractor.
Pratica as figuras de estilo mais cobradas: personificação, metáfora, comparação, antítese, anáfora, metonímia e imagem. Decora a definição de cada uma e treina com exemplos retirados de textos jornalísticos e poéticos, porque a prova mistura ambos.
Estuda os tipos de texto não literário (bilhete, carta formal e informal, postal, aviso, notícia, síntese, relatório, acta e resumo). A distinção entre estes géneros aparece quase sempre nas últimas questões e pode ser decisiva para fechar a prova com pontuação alta.
Treina a coesão textual com exercícios de ordenação de parágrafos. As questões 38 e 39 exigem que reconstruas a sequência lógica de um texto a partir de trechos baralhados, e a melhor preparação é fazer exercícios deste tipo regularmente, identificando marcadores temporais, conectores e referentes anafóricos.
Faz simulações cronometradas. Com 90 minutos para 40 questões, não há margem para hesitar muito em cada pergunta. Habitua-te a marcar primeiro as que dominas e a deixar para o fim as de gramática mais técnica ou as que envolvem identificação de obras literárias menos conhecidas.
Atenção à ortografia das opções, porque a prova usa convenções pré-Acordo Ortográfico (palavras como «acção», «directa», «correcta», «facto») e isso pode confundir candidatos habituados à nova grafia.