Começa pela leitura atenta. O texto “Pobres dos nossos ricos” é o coração da prova e quase metade das questões liga-se a ele. Faz uma primeira leitura geral para apanhares a tese do autor (a crítica aos endinheirados que se exibem sem produzir riqueza) e só depois avança para as perguntas, voltando ao parágrafo certo sempre que precisares de confirmar um pormenor. Treina sobretudo a interpretação de linguagem figurada, porque Mia Couto usa muitas metáforas (a cerveja só com espuma, os miúdos que guardam carros) cujo sentido tens de captar.
No funcionamento da língua, revê as classes de palavras, os processos de formação (com atenção à parassíntese, que combina prefixação e sufixação, como em “endinheirado”), as regras de acentuação (aguda, grave e esdrúxula) e a colocação dos pronomes átonos. Pratica também a classificação de orações coordenadas e subordinadas, com especial cuidado nas subordinadas adverbiais concessivas, que costumam confundir-se com as condicionais e as causais.
Para a Parte III, trabalha o vocabulário e a distinção entre palavras parecidas. Vale a pena fixar pares que caem com frequência: emigrar (sair do país) e imigrar (entrar no país), presa e caça, solo e terra. Lê com atenção a frase inteira antes de escolher, porque a palavra certa é a que faz sentido no contexto e não apenas a que parece bonita.
Na Literatura, estuda os nomes essenciais da literatura moçambicana. Memoriza que Rui de Noronha é considerado o precursor, que a poesia produzida durante a luta de libertação se chama Poesia de Combate e que Paulina Chiziane venceu o Prémio Camões em 2021. Constrói uma pequena tabela de autores e obras (Suleiman Cassamo e “O regresso do morto”, Calane da Silva e “Xicandarinha na lenha do mundo”) e revê-a até a teres na ponta da língua.
Por fim, faz uma boa gestão do tempo. Com 48 questões em 120 minutos, resolve primeiro as perguntas que dominas e marca as que ficam por responder para voltares a elas no final. Numa prova de escolha múltipla, nunca deixes questões em branco.