A primeira recomendação é treinar a leitura activa dos textos de apoio. Antes de saltares para as perguntas, lê o texto com calma, sublinha as ideias principais e identifica logo a tipologia e o objectivo comunicativo, porque várias questões de compreensão dependem dessa leitura inicial. Não confies só na memória: volta sempre ao texto para confirmar a informação explícita (datas, números, conceitos), pois muitas alternativas erradas jogam precisamente com pequenas distorções do que está escrito.
No bloco de Funcionamento da Língua, que é o mais pesado, revê com atenção as classes de palavras, as funções sintácticas e os tipos de sujeito, que são as áreas onde mais pontos se ganham ou perdem. Pratica a distinção entre o “que” pronome relativo e o “que” conjunção integrante, treina a identificação de orações subordinadas e revê os processos de formação de palavras (composição por justaposição e aglutinação, derivação por sufixação, prefixação e parassíntese). Estes conteúdos repetem-se de ano para ano.
Para a Literatura, estuda os recursos estilísticos mais frequentes (metáfora, hipérbole, anáfora, refrão, prosopopeia e ironia) e aprende a distingui-los em versos concretos, que é exactamente o que o exame pede. Vale a pena conhecer as principais vozes da literatura moçambicana, incluindo Rui Nogar, e dominar as categorias do texto poético (sujeito poético, estrutura estrófica e métrica).
Na Composição, treina a ordenação de parágrafos com base na coesão e coerência: procura os conectores, as referências temporais e a progressão lógica das ideias. Revê também as funções dos sinais de pontuação, sobretudo a vírgula (aposto explicativo, enumeração), o ponto e vírgula e as aspas (citação, destaque, estrangeirismo e ironia).
Por fim, faz uma boa gestão do tempo. Com 48 questões em 120 minutos, resolve primeiro as perguntas que dominas e marca as que ficam por responder para voltares a elas no final. Numa prova de escolha múltipla, nunca deixes questões em branco.