A primeira coisa é treinar a leitura atenta. Como o bloco da compreensão (questões 1 a 15) sai todo do Texto 1, lê-o duas vezes antes de responder: uma para o sentido geral e outra para sublinhar as ideias-chave de cada parágrafo (a não aceitação de si, a busca de fama, a coisificação do ser humano, a aceitação como caminho de transformação). Quase todas as respostas estão sustentadas no texto, por isso quem lê com calma resolve metade da prova logo de início.
No funcionamento da língua, vale a pena rever pontos concretos que a prova repete. Nas formas verbais, distingue bem indicativo, conjuntivo, particípio passado e gerúndio (por exemplo, “aceita” no presente do indicativo, “aceite” no particípio passado e “aceitando” no gerúndio). Na formação de palavras, lembra-te que “despersonalizados” combina prefixação e sufixação. Nas funções sintácticas, treina a identificação do sujeito (simples, composto, indefinido ou nulo) e a distinção entre complemento directo e predicativo do sujeito.
Atenção especial às questões em cadeia (22 a 25 e 31 a 35): se erras a leitura da frase de base, arriscas perder várias questões seguidas. Por isso, antes de responder, identifica primeiro o número de orações e o tipo de cada uma, e só depois avança para a morfologia e a sintaxe.
Na literatura, fixa que Alberto Caeiro é o heterónimo da natureza e da observação directa, sem introspecção filosófica complexa, e que escreve em verso livre, sem métrica fixa, dentro do Modernismo português. Reconhecer estas marcas resolve quase todo o bloco (questões 36 a 40).
Na produção escrita, lê o texto com lacunas por inteiro antes de escolher os conectores: o sentido de cada frase indica se precisas de um articulador de adição (além disso), de oposição (embora, contudo) ou de exemplificação (por exemplo). Para o tema principal, procura a ideia que percorre todo o texto, não um pormenor isolado.
Uma dica de gestão de tempo: resolve primeiro tudo o que sai rápido (interpretação directa, morfologia simples, literatura) e deixa para o fim as questões em cadeia que exigem mais análise. Numa prova de escolha múltipla, nunca deixes uma questão em branco, marca a que ficou por decidir e volta a ela no final.