Bloco 1: interpretação e compreensão (perguntas 1a, 2, 4, 5, 6 e 8b)
Treina a leitura de textos descritivos com forte carga sensorial. Honwana escreve com cheiros, sons, cores e texturas, e o exame explora exactamente isso: a pergunta 6 pede que situes o momento do dia e que justifiques com duas expressões do texto, o que só consegues se estiveres atento a pistas como a neblina, os primeiros raios de sol e o véu de vapor. Habitua-te a sublinhar, durante a leitura, todas as marcas de tempo, espaço e atmosfera.
A pergunta 5 é de recolha organizada: pede o que se cultivava em três tipos de terreno distintos. Aprende a varrer o texto em busca de informação dispersa e a arrumá-la por categorias antes de escrever. Perde-se muita cotação por respostas incompletas, não por respostas erradas.
A pergunta 4a exige justificação do título com quatro expressões textuais. Nota o número: quatro. Responder com duas ou três custa metade da cotação. Já a 4b trabalha a ambiguidade do nome “Goana”, que no excerto designa simultaneamente a região e o induna. Treina o reconhecimento de nomes próprios com duplo referente.
A pergunta 1a pede interpretação de uma imagem forte, o lençol de machambas que ondula. Pratica a explicação de metáforas por paráfrase: o que é comparado a quê, e que efeito produz. A 8b pede caracterização psicológica de Vírgula Oito, e aqui vale o método indirecto: caracteriza a partir de comportamentos (a indiferença perante o sangue do braço, o abandono descuidado sobre o tufo de ervas), não a partir de adjectivos soltos.
Bloco 2: funcionamento da língua (perguntas 1b, 3, 7 e 8a)
Revê a classificação morfológica com rigor, incluindo advérbios de modo terminados em “mente”, que é o caso de “rigidamente” na pergunta 1b. Sabe distinguir classe de palavra de função sintáctica: são coisas diferentes e o exame pede uma ou outra conforme a formulação.
A pergunta 3 é de substituição lexical em três palavras de baixa frequência: “entumesciam”, “vomitarem” e “ajoujadas”. Constrói um caderno de vocabulário a partir dos textos que lês, com sinónimos contextualizados. Não basta saber o significado isolado, é preciso encaixar o sinónimo na frase sem quebrar a concordância nem o sentido.
A 7a pede identificação de figura de estilo numa frase sobre a carícia do capim: revê personificação, metáfora, sinestesia, comparação e hipérbole, e treina a distinção entre elas. A 7b é um exercício de derivação com preenchimento de espaço, que exige um verbo formado a partir do substantivo “carícia” e um advérbio de modo formado a partir do adjectivo “leve”. A 8a pede divisão e classificação das orações de um período: revê coordenação, com destaque para a adversativa introduzida por “mas”, e treina o método de identificar primeiro os verbos conjugados, depois delimitar as orações e só no fim classificar.
Bloco 3: produção escrita (pergunta 9)
Escolhe apenas um tema e respeita as 15 linhas, porque exceder o limite é penalizado. O Tema A pede uma convocatória, um texto utilitário com estrutura própria: identificação da entidade que convoca, destinatários, assunto, data, hora, local, ordem de trabalhos e assinatura do responsável. Treina este formato até o escreveres de memória, porque é uma pergunta em que se ganha cotação sobretudo pelo cumprimento da estrutura.
O Tema B pede a descrição de uma paisagem, com localização no espaço e referência explícita ao relevo, às cores e à vegetação predominante. Prepara-te com um pequeno banco de descrições de lugares que conheças bem, organizadas do plano geral para o pormenor, e treina o uso de adjectivação variada sem cair na enumeração seca.