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Português 10ª Classe 2003 – 2ª Chamada (Enunciado e Resolução)

Se te preparas para o Exame Nacional de Português da 10.ª Classe, na 2.ª Chamada de 2003, esta análise serve-te de guia de estudo orientado. Trata-se de uma prova do…

Exame · Com resolução Capa de Português 10ª Classe 2003 – 2ª Chamada (Enunciado e Resolução)

Ficha técnica do exame

Tipo
Ano
Classe
Disciplina
Época
Nível
Tamanho
2.7 MB · PDF

Aviso: material disponibilizado para fins educacionais. Os direitos pertencem aos respectivos autores e instituições. Se for o titular dos direitos e pretender a remoção, contacte-nos.

Sobre este exame

Duração
120 minutos
Cotação total
20 valores
Dificuldade
Média
Estrutura
Prova única de 120 minutos, cotada a 20 valores (200 pontos), integralmente construída a partir do texto narrativo "O Segredo do Cão", de Alberto Viegas (texto adaptado). Seguem-se nove questões numeradas, quase todas subdivididas em alíneas, num total de vinte e um itens avaliáveis, com a cotação de cada item indicada entre parênteses na margem direita.

O enunciado lê-se em três blocos temáticos sobrepostos. Bloco de compreensão e interpretação: questões 1, 2.a), 3.a), 3.b), 4.a), 5.a), 6.a), 7.a), 7.b), 7.c) e 8, sendo o mais volumoso da prova. Bloco de funcionamento da língua: 2.b), 4.b), 4.c), 5.b), 5.c), 5.d), 6.b), 6.c) e 7.d), abrangendo léxico, grau do adjectivo, morfologia, formação de palavras, análise sintáctica, divisão e classificação de orações e tipo de sujeito. Bloco de composição: questão 9, com 40 pontos, com dois temas em alternativa (Tema A, texto de opinião sobre a falta de sigilo e o boato; Tema B, redacção de uma notícia), num máximo de 15 linhas e sem identificação do candidato.

Distribuição de cotações: questão 1 (13 pontos), 2 (14), 3 (14), 4 (24), 5 (30), 6 (23), 7 (30), 8 (12) e 9 (40), somando 200 pontos, equivalentes aos 20 valores da escala nacional.

Tópicos abordados

  • Interpretação de texto narrativo de matriz tradicional africana
  • Classificação do narrador quanto à presença (participante ou não participante)
  • Classificação do narrador quanto à ciência (omnisciente ou de ciência limitada)
  • Justificação de respostas com transcrição de passagens textuais
  • Localização e reconstituição de informação explícita no texto
  • Caracterização do estado de espírito das personagens
  • Reescrita de frases com substituição de expressões por uma única palavra
  • Grau superlativo absoluto analítico e sintético do adjectivo
  • Classificação da frase quanto ao tipo e quanto à forma
  • Classificação morfológica de palavras
  • Processos de formação de palavras (derivação sufixal)
  • Análise sintáctica da oração e das suas funções
  • Divisão e classificação de orações em frases complexas
  • Classificação do tipo de sujeito
  • Interpretação do sentido figurado e das expressões idiomáticas
  • Extracção do ensinamento ou moral do texto
  • Composição: texto de opinião sobre a falta de sigilo e o boato
  • Composição: redacção de uma notícia a partir de um facto narrado

Material permitido

  • Caneta de tinta azul ou preta, lápis e borracha para marcação de parágrafos e rascunho, folha de rascunho para o plano da composição e dicionário de língua portuguesa apenas se autorizado pelo regulamento da sala. Não é necessário qualquer material de cálculo.

Dicas de preparação

Bloco da leitura e interpretação

Lê o texto duas vezes antes de escrever qualquer coisa. Na primeira leitura procura apenas perceber a história; na segunda, numera os parágrafos a lápis na margem, porque várias questões remetem explicitamente para o sexto, o nono, o décimo segundo, o décimo terceiro e o décimo sexto parágrafo. Perder tempo a contar parágrafos a meio da prova é um desperdício que se evita em trinta segundos de organização inicial.

Nas perguntas de justificação, como a 1.a) e a 1.b), a resposta completa tem sempre duas partes: a classificação e a prova textual. Não basta dizer que o narrador não é participante, tens de transcrever entre aspas a passagem que o demonstra. A presença responde à pergunta “o narrador está dentro ou fora da história?”, ao passo que a ciência responde à pergunta “o narrador sabe tudo, incluindo os pensamentos e sentimentos das personagens?”.

Nas perguntas de reconstituição, como a 2.a), a 3.a) e a 5.a), a exigência é de sequência e não de opinião. Descreve o procedimento por ordem, com verbos de acção, sem inventar pormenores. A 3.a) pede o incidente lamentável do sexto parágrafo e a 3.b) pede o estado de espírito que dele resulta: as duas alíneas formam par, uma pergunta o facto, a outra a reacção emocional.

A questão 8, sobre o ensinamento, é aparentemente livre mas tem critérios. Formula uma moral em uma ou duas frases, liga-a explicitamente à história (a promessa quebrada, o segredo revelado, as consequências em cadeia) e evita respostas genéricas. Vale 12 pontos.

Bloco do funcionamento da língua

Este bloco é o que separa as notas médias das notas altas, porque a gramática ou se sabe ou não se sabe, e nesta prova aparece disfarçada dentro de citações do texto.

Revê os graus dos adjectivos com atenção à distinção entre superlativo absoluto sintético (satisfeitíssimo) e analítico (muito satisfeito). A alínea 5.b) pede exactamente essa passagem e é dos pontos mais rápidos de garantir.

Nos processos de formação de palavras, a 5.d) pede a análise de “carinhosamente”. Treina a decomposição em radical, sufixo derivacional e sufixo adverbial, e sabe nomear o processo (derivação sufixal a partir de um adjectivo). A 6.b) pede a classificação morfológica de “mutismo”, substantivo abstracto derivado.

Na análise sintáctica, a 5.c) pede as funções dentro de uma oração (sujeito, predicado, complemento directo, complemento indirecto) e a 6.c) pede a divisão de uma frase complexa em orações e a sua classificação. Pratica com frases longas, sublinhando primeiro todos os verbos conjugados: o número de verbos conjugados dá-te o número de orações.

Na 4.c) e na 7.d) revê, respectivamente, a classificação de frase quanto ao tipo e quanto à forma, e a tipologia do sujeito (simples, composto, subentendido, indeterminado, inexistente). Na 2.b), a substituição de “de proporções gigantescas” por uma única palavra é um exercício de economia lexical: confirma sempre que a palavra escolhida encaixa sintacticamente na frase reescrita.

Bloco da composição

Reserva pelo menos 30 minutos para a questão 9, ou seja, um quarto do tempo total. Vale 40 pontos e é a única secção onde podes perder muito por má gestão de relógio.

Escolhe o tema com que te sentes mais seguro, e não o que parece mais fácil. No Tema A, estrutura o texto de opinião em três momentos: apresentação do problema (a falta de sigilo e o boato), desenvolvimento com pelo menos dois exemplos concretos do teu contexto, e conclusão com uma tomada de posição. No Tema B, respeita a estrutura da notícia: título, lead com as respostas às perguntas essenciais (o quê, quem, quando, onde, como, porquê) e corpo por ordem de importância decrescente.

Em ambos os casos, o limite de 15 linhas é para cumprir e deves contar as linhas antes de entregar. Não te esqueças da observação final do enunciado: não te podes identificar na composição, nem pelo nome, nem pela escola, nem por qualquer outro elemento que te denuncie.

Sobre este material

Se te preparas para o Exame Nacional de Português da 10.ª Classe, na 2.ª Chamada de 2003, esta análise serve-te de guia de estudo orientado. Trata-se de uma prova do Ensino Secundário Geral, elaborada pelo Ministério da Educação de Moçambique (MEC), com a duração de 120 minutos e uma cotação total de 20 valores, organizada à volta de um único texto narrativo, “O Segredo do Cão”, de Alberto Viegas (texto adaptado). Em baixo encontras os conteúdos cobrados, a forma como a prova está organizada, dicas práticas de preparação e o grau de dificuldade, tudo pensado para chegares à sala com confiança.

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