Bloco de interpretação (1a, 1b, 2a, 3a, 3b, 4a, 6 e 7a)
Cada pergunta indica o parágrafo de origem, o que é uma ajuda enorme: antes de responder, volta a esse parágrafo e lê também o anterior e o seguinte, porque a resposta está quase sempre a uma linha de distância. Distingue os pedidos de informação directa (causa da morte, momento das visitas, forma como a família soube do regresso) dos pedidos de justificação com base numa passagem, como a 1b: aí, transcreve ou cita a passagem e só depois explica, porque responder sem apoio textual perde cotação. A 3b, a mais bem paga do bloco com 1,5 valores, pede descrição de ambiente e exige duas ou três frases que captem a ansiedade, o alvoroço e o interesse material da família na estação. Nas perguntas 6 e 7a treina o raciocínio de causa e consequência, e habitua-te a contextualizar o pano de fundo histórico do chibalo e da emigração mineira.
Bloco de funcionamento da língua (2b, 2c, 3c, 4b, 5a, 5b e 7b)
A análise sintáctica da 2b vale 2,0 valores e merece treino específico: identifica primeiro o predicado, depois o sujeito, depois o complemento directo e só no fim os modificadores, apresentando a análise organizada por partes. Na 2c revê a diferença entre derivação (prefixal, sufixal, parassintética e regressiva) e composição (por justaposição e por aglutinação), decompondo a palavra em radical e afixos. Na 3c, a substituição de “às portas da morte” exige sinónimo de expressão idiomática, pelo que vale a pena treinar a passagem do sentido figurado para o literal. Na 4b, “levá-lo” é um caso de conjugação pronominal com ênclise e alteração da forma verbal, matéria a rever a par das regras de próclise e mesóclise. Na 5a lê as três hipóteses até ao fim antes de assinalar, porque se distinguem por pormenores de sentido. Na 5b responde sempre com a classe e as suas características. Na 7b, a passagem ao discurso indirecto obriga a recuar tempos verbais, mudar pessoas e ajustar deícticos, começando pela fórmula pedida.
Bloco de composição (pergunta 8)
São 4,0 valores em apenas dez linhas, o que exige planeamento e cerca de vinte minutos reservados no fim. No Tema 1, texto de opinião, estrutura em três momentos: posição clara, dois argumentos fundamentados e conclusão breve, com conectores como “por um lado”, “além disso”, “contudo” e “em suma”. No Tema 2, transformação em notícia, domina a estrutura jornalística: título, lead que responde a quem, o quê, quando, onde e porquê, e corpo por ordem de importância, com terceira pessoa, tempo passado, linguagem objectiva e sem marcas de opinião. Respeita o limite de dez linhas e guarda dois minutos para reler e corrigir acentuação, pontuação e concordância.
Gestão do tempo
Com 120 minutos para oito perguntas tens folga para ler o conto duas vezes. Reserva quinze minutos para a leitura inicial, oitenta minutos para as perguntas 1 a 7, vinte minutos para a composição e cinco minutos finais para revisão.